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Um convite para a principal questão da vida espiritual

Hoje ouvi um pedaço da palestra de Henri Nouwen. Ele disse: eu sou aquilo que eu faço. Pense em como é importante para nós o que nós fazemos. A gente se sente bem em fazer algo: eu tenho vida, eu vivo!" Quando você faz algo de que se sente orgulhoso, você diz: "Veja isto aqui! Fui eu que fiz! Se eu escrevo um livro e ele é publicado, eu digo: Vejam isto! Este é meu livro! Eu realizei algo!" E eu me sinto bem em minha própria pele.
Quando as pessoas envelhecem elas dizem: Você talvez pense que eu não realizei muitas coisas, mas olhe só estes troféus! Veja, eu fui um jogador de futebol, um jogador de tênis, um mestre aqui ou ali. Veja o que eu realizei em minha vida! A gente fica feliz, porque essas realizações nos dão um sentimento de bem-estar.
Entretanto, assim que a gente constata que não se pode mais realizar tantas coisas, ou quando as pessoas não nos valorizam tanto mais pelo que se faz, a gente logo se sente mal, deprimido, pessimista. E então, de repente se descobre como a gente é ou era dependente daquilo que se fazia.

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