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As Escrituras como fonte da vida

Kevin Vanhoozer afirmou no seu livro Encenando o drama da doutrina: Ser bíblico não se restringe à teoria, mas é também uma questão de prática. Uma coisa é ter uma visão da autoridade bíblica, outra é compreender a palavra de Deus e formular sua verdade sistematicamente, e outra ainda consiste em não apenas afirmar a verdade, mas também praticá-la ou corporificá-la. Com frequência, fazer teologia de acordo com as Escrituras não inclui este último sentido. A presente proposta trabalha com uma compreensão vigorosa do que significa ser bíblico que inclui as três dimensões: tem em alta conta as Escrituras, usa as Escrituras como fonte e norma da doutrina cristã e corporifica as Escrituras em formas da vida cotidiana.
Bem, é fato que passamos uma crise enorme nesse Século de pessoas que apenas têm uma teoria sobre as Escrituras. Jesus exortou de maneira profunda o povo daquela época dizendo: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim. Examinar as Escrituras de verdade passa pela experiência de mudança realizada pelo Espírito Santo no coração. Examinar implica em entrar nelas e vive-las. É uma grande pena ver uma porção de gente que tem um cristianismo bem moderno, mas sem Cristo, sem as Escrituras. Na hora de mostrar que tem uma relação com Deus, a pessoa prova exatamente o contrário. As Escrituras são a fonte para vivermos de maneira parecida com Jesus. Nelas temos as palavras de vida eterna, elas transformam o nosso caráter, a nossa maneira de falar e agir. 
Concordo plenamente com Vanhoozer quanto a prática. Viver com a Palavra dentro de nós, gera prática no amor, na justiça, na ética e na espiritualidade. Nunca mais seremos os mesmos quando passamos a andar com as Escrituras como fonte da alma e do coração! (Alcindo Almeida)

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