Meditando sobre a Páscoa 16

De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí (Jeremias 31.3).

Como Deus é bom para com pecadores, eles não merecem nada e ele resolve fazer uma aliança de redenção, uma promessa de restauração para todas as coisas conforme aprendemos em Gn. 3.15. O propósito de Deus na nova aliança é unir as casas de Judá e Israel, que na época estavam separadas. Deus haveria de restaurar os dois reinos de Israel, o de Judá (Jerusalém) e o de Israel. Nesse texto há um aspecto profético para as nações, em que Deus trará libertação do cativeiro no sentido espiritual. E a promessa nos alcançou, hoje fazemos parte da nova aliança que foi garantida na cruz do Calvário pelo nosso amado Senhor Jesus. Essa aliança não é a mesma do Egito, não, não! Ela é nova porque a primeira foi quebrada pelo povo de Israel.
Agora é uma aliança baseada não nas obras, mas na graça, no tempo de Deus, no tempo em que ele enviou o último Adão, porque o primeiro quebrou a aliança. Era preciso que um homem cumprisse as exigências da lei para a restauração da aliança de Deus com seu povo, e o segundo Adão que veio cumprir as exigências foi a própria manifestação da graça de Deus, o seu Filho unigênito, o Senhor Jesus Cristo. Por isso, o texto nos diz que com amor eterno ele nos amou e nos atraiu no seu Filho amado.
Que amor é esse? Que vem buscar perdidos nos seus pecados e iniquidades da vida? Que amor é esse que vem resgatar gente perdida como nós? Que amor é esse que aceita morrer por gente miserável como nós? Saibamos que somos amados por Abba e por causa dele não estamos mais perdidos, somos perdoados por amor e graça. Fomos atraídos pela cruz de Jesus de Nazaré e todos os erros foram perdoados nele. Como diz Brennan Manning: “O enigma sombrio da vida é iluminado em Jesus; o significado, o propósito e o alvo de tudo o que nos sucede, e como fazer que tudo valha a pena só podem ser aprendidos com o Caminho, a Verdade e a Vida. Nada que exista pode existir fora dos limites de sua presença; nela nada é irrelevante, tudo adquire importância”. Esse é o amor de Jesus que morre por pecadores como nós na cruz do Calvário (Pr. Alcindo Almeida).

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