Meditando sobre a Páscoa 12

Cumprindo a vontade do Pai 

Quando Jesus entrega o seu espírito ao Pai, ele faz o desfecho de uma vida totalmente submissa à vontade do Pai. Ele veio, nasceu, viveu e morreu na inteira submissão ao Pai. Se ele não tivesse vivido em submissão completa ao Pai, até a cruz, o Evangelho seria um belo conto sobre uma pessoa excepcionalmente santa, um conto que poderia inspirar pensamentos bons e grandes ações.[1] Mas, não, ele veio e morreu cumprindo a vontade perfeita do Pai. E por isso, fomos reunidos para expressar que o Evangelho é história da morte e ressurreição de Jesus, e essa história é o cerne da vida espiritual. E fazemos parte desta vida espiritual porque Cristo, o nosso mestre veio, viveu e morreu em submissão total à vontade de Deus Pai. Ele é o exemplo maior para que, de igual modo, em tudo sejamos submissos à vontade do nosso Pai. Percebam que Jesus foi até a cruz em silêncio, lá ele foi esbofeteado, foi humilhado, foi cuspido, foi chicoteado, foi traído e foi ridicularizado, tudo isto por submissão à vontade eterna do Pai. Tudo para cumprir o propósito de redenção da Trindade. E nós, somos submissos ao Pai? Temos a mesma obediência que Cristo teve diante do Pai? Valorizamos o que Cristo fez na cruz do Calvário sendo obedientes à sua Palavra? O sacrifício de Jesus na cruz foi muito caro, foi preço de sangue. Portanto, devemos dedicar nossa vida em submissão ao senhorio de Cristo. Temos que honrar o nome dele, temos que nos entregar em sacrifício vivo para ele. Isto através de uma vida pura e totalmente dedicada a ele, ao serviço dele, para a glória dele (Alcindo Almeida).



[1] Henri Nouwen – Cartas a Marc sobre Jesus. ( São Paulo, Loyola, 1999), 27.

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