Maneiras de refletir a Deus por Mark Driscoll

Ser um reflexo de Deus implica pensar com a cabeça, sentir com o coração e agir com as mãos. Devemos pensar os pensamentos de Deus e concordar com sua verdade conforme revelada nas Escrituras. Precisamos sentir os sentimentos de Deus, como o ódio à injustiça e à opressão, o amor às pessoas, a tristeza pelos efeitos devastadores do pecado e a alegria na redenção. Temos de nos unir à obra de Deus usando nossas mãos para servir os outros — cristãos e não cristãos — com atos de compaixão e generosidade. Quando refletimos algo de Deus com nossa mente, nosso coração e nossas mãos, por amor a ele e às pessoas, cumprimos aquilo para que fomos criados. Isso nos alegra, beneficia o próximo e glorifica a Deus.
Como portadores da imagem do Deus triuno, também fomos criados para a amizade, a comunhão e a conversação. Muito do que Deus pretende que façamos deve ser efetuado na comunidade e por meio dela. É por isso que, em Gênesis 2.18, Deus diz que “não era bom” que estivéssemos sós, embora o pecado ainda não houvesse invadido o mundo; por essa razão ele criou outro ser humano, a fim de que nosso primeiro pai, Adão, tivesse nossa primeira mãe, Eva, a quem pudesse refletir a Deus.
Quando criou Adão e Eva, Deus foi até eles e lhes explicou que eram livresp_11028para desfrutar de toda a criação, com uma exceção: a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus se dirigiu a eles não porque fossem pecadores — a queda ainda não havia ocorrido — mas sim porque eram humanos. Nós, os humanos, e ainda mais hoje, sendo humanos pecadores, precisamos ouvir Deus para saber quem somos e, consequentemente, o que devemos ou não fazer.
O inimigo de Deus, e nosso adversário, lançou mão de uma crise de identidadepara induzir nossos primeiros ancestrais ao pecado. O pai da mentira insinuou que os olhos deles estavam cerrados para sua identidade real. “Seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus serão conhecedores do bem e do mal”, disse ele. Na trágica sequência, a Bíblia registra o dia sombrio, devastador, desolador e destruidor em que o pecado invadiu o mundo (Gn 3).
A verdade é esta: Deus nos criou com nossos olhos abertos, à sua “semelhança”, que é a nossa verdadeira identidade. Contudo, Satanás e gente como ele, movidos pelas mesmas razões pecaminosas (tais como os amigos de Leonard em Amnésia), mentem para nós a respeito de quem somos, com vista a servir seus próprios planos. E esta é a mentira: nós seremos “como” Deus se basearmos nossa identidade em algo ou alguém que não seja Deus nem a graça que ele nos outorga.
Foi por isso que Adão e Eva caíram. Em vez de simplesmente crer que já eram “como Deus”, pois Deus os criara à “semelhança” dele, nossos primeiros pais descreram na identidade que Deus lhes tinha dado e buscaram criar uma identidade própria, separada da dele. Resultado: o primeiro pecado e a queda. Desde então, nós, humanos, sofremos uma crise de identidade; procuramos construir uma identidade própria, esquecendo-nos daquela que Deus já nos concedeu. (Fonte: Quem você pensa que é?).

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