Meditando sobre a Páscoa 14

O domingo da vitória

Quando Jesus diz: Pai nas tuas mãos entrego o meu espírito não pensava somente na morte, ele pensava na vida, na ressurreição do domingo pela manhã. Portanto, a cruz tornou-se o mais poderoso símbolo da nova visão do Evangelho.[1] A cruz é o símbolo de morte e da vida, do sofrimento e da alegria, da derrota aparente aos olhos humanos, mas a concretização da verdadeira vitória no domingo pela manhã. O evento da cruz não para na sexta-feira, ele termina no domingo pela manhã com a ressurreição, com a vitória do nosso Salvador sobre a morte e sobre o pecado. Porque ele foi até o fim e cumpriu o plano da redenção olhando para o domingo da vitória, da alegria. Precisamos olhar para as crises da vida sabendo que temos um Deus que venceu a morte e nos deu a melhor graça que um ser humano pode ter, que é a redenção no seu sangue precioso. Vejam que Jesus passa pelo sofrimento da cruz, olhando para o domingo da sua vitória. Ele passa o momento crucial da vida sem perder o foco, lembrando-se de que depois da dor, viria a vitória do domingo pela manhã. E quando ele morreu em nosso lugar, a nossa pena foi paga, quando ele expirou por nós na cruz, a nossa condenação acabou e o coração foi invadido pela esperança e pela alegria. Olhemos para a nossa redenção e com certeza a alegria será o sinal de esperança no nosso coração, para que todos os dias sejamos renovados pela graça de Deus, o nosso Pai. Enfrentaremos o dia do sofrimento com maior tranquilidade, com maior paz, sabendo que por trás de cada sofrimento há a bênção da promessa do Senhor, de que ele está conosco e nos deu a garantia da vitória eterna no seu nome. Bendito seja o Cordeiro que morreu e ressuscitou!  (Alcindo Almeida).



[1] Henri Nouwen – Mosaicos do Presente – Vida No Espírito. São Paulo, Paulinas, 1998, p.34.

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