Meditando sobre a Páscoa 10

As palavras da submissão do Salvador - (Lucas 23.46)

Jesus é a revelação interminável, incondicional de Deus para com o pecador. Tudo o que ele fez, disse e sofreu foi para mostrar-nos que o amor que mais desejamos é dado a nós por Deus Pai. Não porque merecemos isso, mas porque Deus é um Deus de amor.  E as palavras que foram ditas por Jesus em Lucas 23.46 não eram simples palavras. Eram palavras ditas com amor, amor com propósito, propósito de submissão, de entrega e o amor que o levou a uma alegria profunda por nós, mesmo ele experimento dor e sofrimentos imensos. O quadro final da morte de Jesus reproduz mais uma vez a tonalidade de Lucas. Os sinais que precedem a morte de Jesus, o obscurecimento do sol e a ruptura do véu do templo, indicam que agora o velho mundo está para passar, a velha instituição religiosa, representada pelo templo, acabou. Jesus morre com um grito que, na versão de Lucas torna-se uma oração de máxima confiança no Pai.  Jesus diz ao seu Pai: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. Quando ele disse essas palavras o céu silenciou, a natureza ficou atenta e toda a criação sentiu o clima da manifestação da graça eterna do céu. Jesus cumpriu a sua missão de obediência passiva – sofrendo ali aquela cruz a dor do nosso pecado. Termino lembrando uma canção antiga e muito preciosa Jesus Nazareno: Jesus Nazareno, pregado na cruz. Coberto de sangue seu rosto ficou. Seu rosto em declínio, qual anjo divino. Coroa de espinhos o povo lhe deu. Eloi, Eloi, Lama Sabactani, chamava ao Pai, o divino Jesus, o bom Redentor. De novo clamou, sem forças, porém, o Mestre expirou. Não se maldizia da ingratidão, que. O povo fizera sem ter compaixão, lhe deram vinagre, Jesus rejeitou; sentindo agonia da morte e da dor. A luz se fez trevas, a terra tremeu, morrendo na cruz o Filho de Deus. Rasgou-se o véu da separação nos dando a graça a paz e o perdão. Louvado seja o Cordeiro divino! (Alcindo Almeida).

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