Tempos marcantes na vida das pessoas


Há alguns dias o filme - Estão todos bem - mexeu com a minha esposa e comigo. Enquanto assistíamos, nos emocionávamos olhando para a nossa filha Isabella e uma amiga nossa fazia o mesmo.
Discutir solidão de idosos não é nenhuma novidade para muitos. O recém-viúvo Frank Goode vivido por Robert De Niro decide cruzar parte da América com o intuito de rever cada um de seus quatro filhos, e assim tentar estreitar os laços afetivos perdidos ao longo dos anos. Porém, durante sua jornada, o aposentado pouco a pouco vai descobrindo as tristes realidades das vidas de suas “crianças”.
A família de Frank é formada por Amy (Kate Beckinsale), uma empresária bem sucedida do ramo da comunicação; o percursionista Robert (Sam Rockwell); a dançarina Rosie (Drew Barrymore) e o pintor David (Austin Lysy).
Ele pertencia a uma classe operária e teve de trabalhar duro ao longo dos anos numa fábrica de fios de telefone, tendo a educação de seus filhos como principal fonte motivadora. O fato é que ele tentava projetar suas frustrações profissionais em seus descendentes. Só que Frank não contava que tanta dedicação ao trabalho, além de sérios problemas de saúde, com toda certeza desembocaria no distanciamento de seus filhos.
A trama traz algumas boas surpresas narrativas, como a apresentação dos personagens feitas por meio de fotos e ligações telefônicas, remetendo a um tipo de solidão peculiar à vida moderna, no qual relações interpessoais são feitas a distância, por meio de aparelhos de comunicação como internet, telefone e celular. Esta discussão é retomada por diversas vezes ao longo da história. Prova disso são as várias cenas de intercalação de quadro de dois personagens conversando ao telefone, que foram substituídas por belas imagens de linhas de transmissão, tendo o amanhecer (ou entardecer) ao fundo.
Estão todos bem deixa a impressão na vida da gente que falta algo a mais para darmos de tempo aos nossos filhos.
Frank perdeu em não conhecer os segredos dos seus filhos. Ele perdeu em não dar mais chance diante das falhas deles. Tanto que eles têm medo de falar dos seus dilemas e fracassos e acabam todos mentindo para os pais. Embora, ela perceba as mentiras. Agora depois da perda da sua esposa, ele percebe o quanto perdeu de tempo sem dar tempo para os filhos.
Fiquei muito pensativo e logo peguei a Isabella no meu colo e a abracei junto com a Erika. E pensei comigo e orei: Deus dá-me a graça de viver os melhores momentos da vida da nossa pequena. Deus nos ajuda a sermos pais presentes e marcantes na vida da nossa pequena Isabella.
Quem sabe você perceberá o mesmo ao assistir este filme e refletir sobre seus relacionamentos e amizades.

Alcindo Almeida - membro da equipe pastoral da Lapa.

Comentários

Postagens mais visitadas