O mundo que não ora - Eugene Peterson.


O mundo que não ora é um mundo que nos pressiona e cobra sem trégua. Vozes interiores e ininterruptas insistem para que olhemos para essa pintura, leiamos aquela manchete, ouçamos esse apelo, sintamos essa culpa, toquemos esse amuleto. É pedir muito que nos mudemos deste mundo agitado e estimulante para o mundo quieto e centrado da oração sem uma transição apropriada.
O mundo que não ora é também um mundo que intimida. A cada dia despertamos para um planeta barulhento, fanfarrão, violentamente armado e arrogantemente materialista. Que utilidade tem a oração num mundo de governantes, exércitos e milionários? Que motivação podemos exibir com respeito à oração, quando todo o poder em evidência já está nas mãos dos chefes de estado e barões da indústria?
Nossa intenção na oração é deixar o mundo de ansiedades para adentrar num mundo de maravilhas. Decidimos sair de um mundo centrado no ego para entrar em outro centrado em Deus. Queremos deixar um mundo de problemas para entrar num mundo de mistérios. Mas isso não é fácil. Estamos acostumados com as ansiedades, o egoísmo e os problemas; mas não estamos acostumados com as maravilhas, Deus e o mistério (PETERSON, Eugene. A oração que Deus ouve. Os Salmos como guia básico de oração. Brasília: Palavra, 2007, pp. 39,40).

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