Saindo da hostilidade para a hospitalidade


- Texto para reflexão: Acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade (Rom. 12.13).

Um pensamento muito sério invade as mentes das pessoas que não entendem a vida espiritual, a hostilidade. Então a vida espiritual na verdade nos faz sair da hostilidade para um caminho divino da hospitalidade.
Lendo um dos livros de Henri Nouwen percebo que ele foi muito feliz ao apresentar três movimentos da vida espiritual, e ele separa de forma sistemática e franca realidades da vida religiosa e social.
Ele trabalha os três movimentos da seguinte maneira:
O primeiro fala da procura por nosso eu interior;
O segundo fala da procura pelo próximo;
O terceiro fala da procura por Deus.
Nouwen trabalha a questão da vida corriqueira cotidiana, com seus males da desconfiança e separação pelo medo da violência, medo de ser enganado, medo de tudo, a nossa insegurança com relação ao futuro. Aquele medo que todos nós temos de perder o emprego. Tudo isto de alguma maneira afeta a nossa maneira de comportar-se com as pessoas (NOUWEN, Henri J.M. Crescer, os três movimentos da vida espiritual. São Paulo: Paulinas, 2000, p. 47).
Hoje as pessoas não se sentirem a vontade umas com as outras e, por isso, elas precisam que se crie um espaço. E uma palavra que tem feito parte das relações é esta hostilidade.
Paulo trata rapidamente sobre uma questão que deve fazer parte da vida cristã dos membros do corpo de Cristo que é o cuidado, o zelo para com os santos nas suas carências. Ele entende que o coração que se torna receptivo às necessidades de seus irmãos na fé será precioso. Os que andam com Deus e possuem uma espiritualidade sadia devem exercer a hospitalidade.
Paulo ensina o caminho da hospitalidade no Senhor Jesus. Seguir a hospitalidade é na verdade uma marca constantemente de um ser espiritual. Por isso, o que chamamos de comunidade é preciso ter como cartão postal a palavra hospitalidade.
A hospitalidade nos faz ser cheios de afeição para com todos em geral. Aqui estão incluídos os estranhos também. Na época de Paulo essa atitude seria uma demonstração de amor, quando os cristãos fossem hospitaleiros para com os de fora, para com os estrangeiros também. Já que isso não era uma prática na cultura romana.
A Bíblia nos ensina com a idéia de hospitalidade o viver juntos, o sentir a mesma coisa juntos. Seja na alegria, seja na tristeza, estamos sempre juntos como membros do corpo de Cristo. Somos pessoas diferentes, mas, temos a mesma unidade no Senhor Jesus. Portanto, peçamos para que o Senhor nos dê graça para que preservemos a unidade do Espírito tendo um mesmo sentimento entre nós de: hospitalidade.
Termino citando mais uma vez uma parte do livro de Henri Nouwen:

“Hospitalidade não é mudar as pessoas, mas oferecer-lhes um espaço onde mudanças podem acontecer. Boas vindas e hospitalidade são necessidades básicas na relação com pessoas. Hospitalidade é o espaço onde estranhos podem descobrir a si mesmos e penetrar na percepção de que eles são seres criados pelo eterno Deus que os faz cantar e seguirem a vocação da vida” (NOUWEN, 2000, p. 69).

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Alcindo Almeida

Comentários

Alê disse…
Excelente Artigo querido irmão!! abraço,
Alessandra

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