PARA ONDE VOCÊ VAI?

“E partiu sem saber aonde ia” (Hebreus 11:8).

Você já se viu diante de uma circunstancia assim? Talvez isso para alguns seja um fato inimaginável. Estamos sempre à busca da estabilidade, da segurança. Temos sempre dificuldade de lidar com a incerteza.
Acontecendo em menor ou maior grau, a verdade é que todos queremos ter o controle da situação, o roteiro que iremos seguir, os caminhos que trilharemos, as opções e escolhas que teremos que tomar, tudo muito bem delineado.
Somos treinados a medir riscos, a analisar circunstâncias, estabelecer parâmetros, a estudar viabilidades. Soluções inteligentes são aquelas capazes de minimizar riscos, fazendo crescer as chances de êxito de um projeto.
Há aqueles que podem concordar que: “Incertezas e mistérios são os elementos que trazem energia a esta vida. Não permita que eles te amedrontem porque são eles que mantêm o tédio à distância e nos convidam à criatividade”.
Ainda outros pensam que “É melhor caminharmos na incerteza e aceitar nossas contradições do que agirmos teleguiados por verdades absolutas que nos infantilizam”.
Sinceramente, tenho minhas restrições a pensar deste modo.
Prefiro admitir o potencial que nossas limitações e contradições trazem, canalizando-as para as escolhas e caminhos que tenha que trilhar lastreados em princípios em sua maioria inegociáveis. Isso não me remete a uma infantilização, mas ao amadurecimento de minhas convicções.
O que me surpreende, no entanto, é que, principalmente no trato com pessoas, a normalidade não é tão normal assim; a previsibilidade não é tão previsível assim; nem o óbvio é tão óbvio quanto pode parece ser.
Por isso,

CUIDADO COM A INSCONSTÂNCIA DA INEXPERIÊNCIA

Não se conforme com a mediocridade. Não se acomode com a falta de perspectivas imediatas. Não se desanime diante dos desafios, por mais que eles possam parecer muito grandes para você.
Deseje crescer; deseje mudar; não se acovarde diante dos desafios que tenha que enfrentar.
Goethe, escritor e filósofo alemão, escreveu: “Enquanto lutar por alguma coisa, o homem sempre estará sujeito a cometer erros”. Em outras palavras, para avançar efetivamente não apenas cometeremos erros, como também aprenderemos com eles.
Se não se dispuser ao crescimento você se tornará inconstante e inseguro diante dos desafios.

CUIDADO COM A FALSA SEGURANÇA

À medida que caminhamos, que amadurecemos, que crescemos, também podemos desenvolver instrumentos que sinalizam certos padrões de segurança, ou certas zonas de conforto.
O perigo disso está em colocarmos a nossa segurança no lugar errado.
Brian P. Hall (Professor emérito da Universidade de Santa Clara USA), disse em certa oportunidade que “Valores são os ideais que dão significado a nossa vida; são refletidos nas prioridades que escolhemos e que praticamos de forma contínua e consistente”.
Aonde você tem colocado sua segurança?
Qual é sua escala de valores?
O que realmente tem importância para você?
“Nosso problema não é precisar conhecer a verdade sobre o amanhã; é precisar viver hoje a verdade que já conhecemos” (Charles Swindoll, em “Dia a dia”. Mundo Cristão, p. 46).
VIVA UMA EXPERIENCIA DE FÉ

Nosso sistema de vida, em uma sociedade de consumo, nos impulsiona desde muito cedo a um desejo de auto-suficiência. Celebramos quando nossas crianças conseguem fazer as coisas sozinhas. Como adultos julgamos sinal de amadurecimento não dependermos de ninguém ou de nenhuma ajuda externa.
O grande segredo é compreendermos que não somos seres independentes. Vivemos numa rede de dependência e interdependências, no centro da qual está Deus.
Há certo desprezo quando alguém declara sua dependência de Deus. Falar de fé para muitos, pode parecer uma questão de sentimentos ou assentimento intelectual.
Não. Como disse Warren W.Wiersbe (Comentário Bíblico Expositivo, vol. I, pág 267): “Fé não é crer apesar das evidências – isso é superstição-, mas sim obedecer apesar das conseqüências”.
Ou, como disse Agostinho: “Fé é crer no que não vemos e a recompensa dessa fé é ver o que cremos”.
Quando lido com minhas inseguranças ou incertezas, meu maior desafio de fé é confiar em Deus para lidar com as coisas que eu não posso mudar.
O que tenho aprendido é que “É precisamente o nosso conhecimento da natureza de Deus e do seu caráter que a nossa fé suscita. E quanto mais nós o amamos aumentamos a nossa fé nele”. Dr. John Stott, em “Crer é também pensar”.
“Ainda que a fé seja um “pulo no escuro” como insistia Soren Kierkegaard, ela escuta muito bem a voz dos céus antes de saltar. No Reino de Deus não há confiança estúpida, desconectada da revelação, e nós precisamos conhecer a verdade com mais exatidão”. Glênio Fonseca Paranaguá, em “A Tara da Balança”, Ed Ide, pág 18
Por isso oramos, e nossa oração de fé é uma declaração de dependência de Deus. Sem medos! Sem restrições!
Para onde eu vou?
Muitas vezes minhas limitações não me permitem responder. Mas, minha convicção de fé me faz continuar caminhando, porque sei que Ele vai comigo.
E isso faz total diferença!
Que Deus o abençoe rica e abundantemente,
Em Cristo,

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Pr. Hilder C Stutz


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