Leituras no mês de fevereiro de 2011

PARANAGUÁ, Glenio Fonseca. Pegadas de lobo na porteira. Londrina: Ide, 2010. Um líder religioso bem popular metia os pés pelas mãos, quando um médico perguntou ao autor deste livro: – aquele sujeito é um picareta, um psicopata ou um pastor? A abordagem feita nesta obra é uma tentativa honesta de responder esta questão picante com a maior inteireza e lisura possíveis. Mas, é intensa essa empreitada, pois “não se pode tapar o sol com uma peneira” e há inúmeros artigos falsificados no mercado. Por falta de boa luz no recinto, muita gente tropeça em obstáculos, tromba nos outros e acaba machucada. Pegadas de Lobo na Porteira surge como uma tentativa para elucidar os perfis aqui abordados com a maior clareza aceitável. “O disfarce mais terrível é o de um rosto de anjo que encobre o coração de um demônio”. Você não pode deixar esta obra fora do seu alcance, pois a matéria explanada aqui é de profunda relevância para o aprimoramento do ministério da igreja e o discernimento do povo de Deus. Com certeza, muita confusão será dirimida por você, ao examinar, com atenção, o tema ventilado com propriedade neste volume. Contém 144 páginas.

ALIGHIERI, Dante. A divina comédia. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia e S.Paulo, Ed.da. Universidade de S.Paulo, 1979. O poema possui uma impressionante simetria matemática baseada no número três. É escrito utilizando uma técnica original conhecida como terza rima, onde as estrofes de dez sílabas, com três linhas cada, rimam da forma ABA, BCB, CDC, DED, EFE, etc. Ou seja, a linha central de cada terceto controla as duas linhas marginais do terceto seguinte. Contém 788 páginas.

SHELDON, Sidney & Tilly Bagshawe Depois da escuridão. São Paulo: Record, 2010. Grace e Lenny Brookstein formavam um casal perfeito. Bonitos, imensamente ricos e felizes, nada parecia abalar suas vidas, que mais pareciam saídas de um conto de fadas. Apesar disso, tanta felicidade podia despertar inveja nas pessoas que os rondavam. Cercados por inveja e falsidade, o poderoso Lenny e a ingênua Grace mal imaginavam que suas vidas estavam prestes a dar uma reviravolta angustiante. Contém 461 páginas.

TUCKER, Ruth. Fé e descrença. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. Por que para uns acreditar é tão natural como respirar e para outros, uma luta emocional e intelectual que no fim não vale a pena? À medida que o conhecimento avança e os fenômenos naturais tornam-se conhecidos, Deus deixou de fazer parte da resposta. E se nem mesmo a milenar questão do mal consegue ser resolvida, a razão confronta: existe Deus? Decidiu caminhar pelo terreno movediço que separa a fé e a descrença, revisitando teólogos, filósofos e cientistas que conviveram com a dúvida intermitente ou colocaram Deus em xeque. Também ouviu relatos daqueles que viram sua fé desmoronar, mesmo tendo acreditado fervorosamente, por não conseguir conviver com o perturbador silêncio de Deus e com a indiferença dos cristãos que os cercavam. As histórias dos que se decepcionaram com Deus e da jornada espiritual da autora abrem nova perspectiva sobre os mistérios e os paradoxos da fé. Aventura arriscada — alguns ficaram pelo caminho, mas corajosamente enfrentada pela autora. Sua curiosidade intelectual, sua compaixão pelos que não crêem e sua obstinada busca de significado ajudam a compreender a irresistível atração do ser humano pelo divino. Contém 240 páginas.

FOSTER, Richard, Smith. James Bryan. Clássicos Devocionais. São Paulo: Vida, 2009. Clássicos Devocionais, editado por Richard Foster e James Bryan Smith, é uma coletânea de textos devocionais extraídos de obras clássicas sobre espiritualidade e vida cristã. Os autores cujos textos compõem o livro são oriundos de diversas tradições cristãs e de diversos períodos da história da Igreja, desde Atanásio até Kathleen Norris, passando por Bernardo de Claraval, Francisco de Assis, Martinho Lutero, John Wesley e C. S. Lewis. Sobretudo, são autores cujas idéias e exemplos de vida resistiram ao tempo e são admiráveis e úteis até hoje. Contém 511 páginas.

YANCEY, Philip. Decepcionado com Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 1990. Lidar com o sofrimento é o mais duro teste para a fé. A princípio, parece uma contradição: por que Deus permite situações de tamanha calamidade pessoal na vida de pessoas que se dispõe a crer e confiar nele? Muitas delas não resistem a esses testes e sucumbem. Em Decepcionado com Deus, Philip Yancey aceita o desafio de analisar, à luz da Bíblia, a questão do sofrimento e investigar a função da dor na formação do caráter. Em vez de apoiar-se em velhos clichês usados para justificar situações extremas - e que, via de regra, não satisfazem a alma daquele que passa por elas -, o autor humaniza a discussão, dando espaço até para o desabafo de quem se acha marionete ou cobaia de Deus supostamente injusto. Ao mesmo tempo, numa demonstração de profunda sensibilidade à mensagem das Escrituras Sagradas, Yancey revê o próprio conceito de sofrimento e mostra que as provas da vida ajudam o cristão a aperfeiçoar sua comunhão com o Senhor e compreender melhor a dimensão da graça. O escritor vai mais além e revela como um aparente desastre pessoal pode contribuir para o processo de reconhecimento da dor do próximo, gerando a compaixão. Contém 288 páginas.

STOTT, John. Incomparável Cristo. São Paulo: ABU, 2009. Jesus Cristo tem sido a figura dominante da cultura ocidental há dois mil anos e seu nascimento é a referência de nosso calendário. Ele é o centro das Escrituras, conforme declarou Lutero: "a Escritura inteira, em cada parte dela, só trata de Cristo". Ele é o coração da missão, a mensagem que incontáveis cristãos atravessam terras e mares, continentes e culturas para transmitir. Em análises magistrais, John Stott examina o testemunho do Novo Testamento, o retrato que a igreja tem feito de Cristo ao longo dos séculos. Por fim, voltando-se para o livro de Apocalipse, ele pergunta o que Jesus Cristo significa hoje. Eis o fruto de toda uma vida de estudo bíblico, reflexão cristã rigorosa e devoção à pessoa de Jesus Cristo. Contém 250 páginas.

MACARTHUR, John. A morte de Jesus. São Paulo: Cep, 2009. Não pode haver escândalo maior do que o assassinato premetidato de uma inocente vida humana. Mas o caso de Jesus de Nazaré foi bem mais do que um escândalo. Uma conspiração sem precedentes de injustiça, crueldade e interesse político e religioso condenou um homem inocente ao método de execução mais bárbaro já inventado. Pior ainda vítima não era simplesmente um homem. Jesus era Deus em carne. O criador da vida morreu. O próprio pensamento é quase inconcebível. Contudo, misteriosamente, da fonte desse fato histórico repugnante fluem rios incessantes de misericórdia. Aqui se encontram a graça e a verdade de Deus; a justiça e a paz se beijaram (Sl 85.10). Contém 239 páginas.

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