Ofertando a nossa vida para as pessoas

- Texto para reflexão: Consolai-vos, pois, uns aos outros e edifica-vosreciprocamente, como também estais fazendo (I Tess. 5.11).

Há uma canção profunda do grupo Vencedores por Cristo: A começar em mim.

“A começar em mim, quebra corações, pra que sejamos todos um, como tu és em nós. Onde há frieza que haja amor, onde há ódio, o perdão. Para que teu corpo cresça, sim. Rumo à perfeição”.

Esta letra nos convida para uma reflexão porque uma vez que nós entramos neste mundo, o amor de Deus se torna muito mais profundo e muito mais realista através dos relacionamentos entre pessoas. Então o que precisamos como cristãos é não só de termos mentes cristãs, mas termos uma consciência cristã dos relacionamentos.
Temos que perceber a necessidade da percepção de nosso ser social. Temos que entender a intenção de Deus, ele quer que sejamos seres relacionais. Ele quer que façamos no cotidiano o que Paulo exortou aos cristãos desta Carta: Consolação mútua e edificação recíproca.
A fé cristã é muito mais holística do que nós estamos preparados para reconhecer. A fé cristã é muito mais compreensiva e ela ensina que precisamos ser atenciosos uns com os outros. Porque fé é vivida na relação com outros. A fé nos empurra para ver o outro e com o outro dividirmos a nossa confiança em Deus.
Num dos livros de Henri Nouwen, ele afirma que somos uma geração órfã, e ela está à procura de pessoas capazes de aliviar seu medo e sua ansiedade. Pessoas que abram as portas de sua timidez e revelem amor, perdão, compaixão e afirmem que há a possibilidade de amanhecer o horizonte da humanidade na presença do Pai (NOUWEN, Henri. Sofrimento que cura. São Paulo: Paulinas, 2001, p. 68).
Pessoas assim podem afirmar para gente doente na alma que no meio do sofrimento há algo para ser visto e percebido, que todos nós, somos a imagem daquele que nos criou, o Senhor Deus Trino. E neste processo podemos ver consolação mútua e edificação recíproca.
Nouwen diz que estando ao lado das pessoas da nossa comunidade, podemos perceber que o vazio do passado e do futuro nunca será preenchido com as nossas belas palavras, mas, somente com a nossa presença ao lado das pessoas (NOUWEN, 2001, p. 97). Pois, nenhum homem pode sobreviver se não há alguém esperando por ele.
O começo e o final da vida comunitária é ofertar a nossa vida para as pessoas diante dos seus conflitos e diante das dores da alma.
O meu desejo para a igreja de hoje é que todos nós tenhamos a alegria de ver de maneira profunda a consolação mútua e a edificação recíproca para que pessoas sejam amadas e encontrem sentido na presença do Deus dos relacionamentos!

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Alcindo Almeida

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