Olhemos para Deus no meio das crises da vida

- Texto para reflexão: Em me vindo o temor, hei de confiar em ti (Salmo 56.5).

Conhecemos muito bem a história de Helen Keller perdeu a habilidade de ver, ouvir e falar ainda muito nova, mas ela não perdeu o dom de inspirar a vida das pessoas. Em seus muitos livros e através de um tour mundial com o objetivo de promover a educação de pessoas com os mesmos problemas, ela falou eloqüentemente sobre o tipo de escuridão que invade o coração e a mente daqueles que enxergam. Ela afirmou:

“Na verdade eu já olhei no fundo do coração das trevas, e recusei-me render à sua influência paralisante, mas no espírito ando na luz da manhã. E se toda a escuridão que desencoraja o sentimento da mente humana passar por mim como folhas secas do outono? Outros pés viajaram pela estrada antes de mim, e eu sei que o deserto leva a Deus, bem como a campos refrescantes e pomares frutíferos. Eu também, tendo sido profundamente humilhada, percebi a minha pequenez em meio à criação. Quanto mais eu aprendo, vejo que menos sei; e quanto mais entendo minha experiência, mais eu percebo suas deficiências e imperfeições como um fundamento de vida. Às vezes, os pontos de vista do otimista e pessimista me são apresentados tão equilibradamente que apenas com força de espírito consigo manter uma filosofia de vida prática e suportável (KELLER, Helen. Lutando contra as trevas. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1957).

Aprendamos com as palavras de Helen Keller e rejeitemos o vazio dentro de nós porque enxergamos pela fé as realidades espirituais. Enxergamos dentro de nós o Deus da graça e amor que nos trará luz todos os dias e também a alegria ao nosso coração.
Quando olho para a vida desta moça percebo que ela andou na luz do Senhor e alguém que Deus colocou no seu caminho foi a sua professora Anne Sullivan.
Ela ficou profundamente emocionada pela vida que se juntou a dela. Ela chegou no dia 3 de março de 1887, três meses antes dela completar 7 anos. Diz o seu diário que “belos dias como estes, fazem o coração bater ao compasso de uma musica que nenhum silêncio poderá destruir. É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a glória de viver” (Enciclopédia Globo - RS Globo, 1969 Enciclopédia Objetiva Universal. SP/RJIPR, Expel Distribuição exclusiva).
Helen Keller passou os primeiros anos de sua infância sem orientação adequada que lhe permitisse se desenvolver aprendendo sobre o mundo ao seu redor. Até a chegada da professora, Helen Keller ainda não falava e não compreendia o significado das coisas.
Anne Sullivan assumiu a tarefa de ensinar Helen e para isso necessitou de muita coragem a persistência. Helen logo aprendeu a repetir as letras correta­mente, mas não sabia que as palavras significavam coisas. Aprendeu através desse método, um tanto incompreensível para ela, a soletrar, com o uso das mãos, varias palavras.
Helen Keller aprendeu a falar aos dez anos. Sob a orientação de Anne Sullivan, matriculou-se no Instituto Horace Mann para Surdos de Boston e depois na Escola Wright-Humason Oral de Nova Iorque onde, durante dois anos, recebeu lições de linguagem falada e de leitura pelos lábios.
Helen Keller além de aprender a ler, escrever e falar demonstrou, também, excepcional eficiência no estudo das disciplinas do currículo regular. Antes de se formar Helen Keller fez sua estréia na literatura escrevendo sua autobiografia A História de Minha Vida - publicada em 1902.
Helen Keller faleceu em 19 de junho de 1968, em Arcan Ridge, algumas semanas antes de completar 88 anos. Suas cinzas foram depositadas no lado das de Anne Sullivan Macy e Polly Thomson na Capela de São José, na Catedral de Washington.
A cerimônia compareceram sua família e amigos, autoridades do governo, pessoas proeminentes de todos os setores e delegações da maioria das organizações para cegos e surdos. No seu último adeus, o Senador Lister Hill, do Alabama, expressou os sentimentos de todo o mundo quando disse a respeito de Helen Keller:
“Ela viverá, ela foi um dos poucos nomes, imortais, que não nasceu para morrer. Seu espírito perdurará enquanto puderem ler sua história e serem contadas sobre a mulher que mostrou ao mundo que não existem limitações para a coragem e a fé”.
Helen Keller é um modelo de que no meio do temor, podemos confiar no caráter de Deus. Ele olha para nós apesar de todas as situações da vida. Quando viver o temor nos lembremos da confiança no caráter do Altíssimo.
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Alcindo Almeida

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