QUANDO CHEGAMOS AO LIMITE


- Texto para meditar: E, sem Ele, nada do que foi feito se fez (João 1:3).

O ser humano freqüentemente é levado a viver no limite. De diferentes maneiras, em inúmeros contextos, por motivações diversas somos levados ao limite.
Ele pode ser representado por um esforço físico (como um atleta ou numa competição), por um esforço profissional (trabalho) ou até mesmo por um esforço emocional (situação de conflito).
Por mais dificuldade que possamos ter para encarar a realidade dos limites, eles estarão sempre diante de nós. Desde o nascimento ou até mesmo antes dele; antes de conhecermos esse mundo exterior, somos confrontados com os limites, pois há um limite até para o nascimento de um bebe. Extrapolar esse limite pode ser danoso, deformador ou até mesmo fatal.
Vamos crescendo e continuamos a nos defrontar com os limites. Na adolescência eles aparecem como uma verdadeira via de duas mãos. De um lado a tentativa de independência nos primeiros fleches da vida adulta; de outro lado a tentativa de manter os privilégios da vida infantil. Por isso talvez a definição da adolescência como “uma vida no meio da avenida”.
Na mocidade, embora com novos formatos, os limites estarão presentes. Ganha-se certa autonomia e com ela certas responsabilidades. Muitas vezes o primeiro emprego rouba as férias duas vezes por ano e de até noventa dias. Limites se apresentam e até mesmo se impõem.
E o que dizer da vida adulta? Você e eu bem sabemos o que isso significa, não é mesmo?
Limites: necessários, irremediavelmente presentes, responsabilidade intransferível.
Permita-me algumas rápidas observações:

I – OS PERIGOS DE SE VIVER SEMPRE OU DURANTE MUITO TEMPO NO LIMITE.
É preciso cuidado para não permitirmos que o limite se incorpore ao nosso dia a dia de uma forma negativa e destruidora. Ele trará consigo punições ou conseqüências danosas. É certo que muitas vezes o limite pode acontecer independentemente de nossa vontade ou escolha. Mas, mesmo que isso aconteça, haverá a necessidade de aprender-se a lidar com ele, evitando-se danos e agressões à nossa própria natureza humana.
O limite, vivido de forma prolongada, certamente trará estresse. E ele será a reação do sistema nervoso a uma ameaça percebida ou real. Talvez essa definição técnica não signifique muito para você. Basicamente, significa que o estresse é a maneira pela qual seu corpo reage ao perigo suposto ou real. Nossa pressão arterial sobe tremendamente, e a força dos músculos aumenta. Estamos dispostos ou a lutar ou a correr. O estresse não é a causa, e sim o efeito.
Também poderemos enfrentar frustrações. São perspectivas que não se efetivam. São sonhos que se aproximam mais de um pesadelo. São ganhos que não se consolidam.
São rupturas após longos períodos que demandaram muito esforço e empenho para construção de projetos, idéias e ideais e que por motivos diversos não se confirmaram.
São desgastes que vão se acumulando e que podem romper-se.

II – OS BENEFICIOS DA EXISTENCIA DOS LIMITES.
Creio que, como em todo processo da própria vida, há sempre um beneficio possível diante das tribulações.
Se limites estão sempre diante de nós, nossa atitude diante deles vão ajudar a determinar o modo como vemos a própria vida.
Por isso, somos desafiados a agir com sobriedade, sensatez e acima de tudo com a verdade.
Viver sem limites ou a consciência deles vai gerar distorções e deformações no caráter, nas atitudes, nas escolhas e isso, certamente, vai afetar nossos relacionamentos, nosso futuro e nosso próprio eu.

III – QUANDO CHEGAMOS AO LIMITE.
Muitas vezes, apenas para não dizer em sua totalidade, pessoas nos afirmam diante de suas dores, lutas e tribulações, expostas diante de seus limites e traduzidas ante sua impotência: “somente Deus!”.
Pode parecer cruel demais, mas gosto disso.
Creio que esses momentos podem ser oportunidade de grandes descobertas. De se colocar as coisas nos seus devidos lugares.
Costumo dizer: “Que bom que “somente Deus”. Agora Ele pode agir e nós vamos poder conhecer e saber quem Ele é”. Alguém já disse que “muitas vezes as pressões da vida são as mãos do oleiro”, para descrever as possibilidades ilimitadas de Deus em meio às nossas limitações.
A fé é mais forte que o medo. Peça a ajuda de Deus. Ele conhece seus problemas, seus limites, e está disposto e é capaz de ajudar a superá-los.
Só assim podemos ter paz onde deveria haver apenas dor. Confiança no meio da crise. Esperança desafiando o desespero. É isso que o olhar de Deus para nossa vida mostra. É um olhar que sabe a resposta para as perguntas que todo mortal faz quando confrontado ante seus inevitáveis e necessários limites.
“Guarde isso. Deus não nos salva por causa do que fizemos. Somente um deus lamentável poderia ser comprado com dinheiro. Somente um deus temperamental ficaria impressionado com nossa dor ou satisfeito com sacrifícios. Somente um deus sem coração venderia a salvação para quem oferecesse mais. E somente um grande Deus faz por seus filhos o que eles não podem fazer por si mesmos”. Max Lucado, “Gente como a Gente”, Ed Thomas Nelson Brasil.
“Somente quando nos prostramos diante de Deus somos capazes de nos levantar diante dos homens”. Jim Patrick

Concluindo,
“Limites”: eles estarão sempre diante de nós.
“Somente Deus”: Trata-se mais que uma afirmação de efeito, uma experiência que tem estado viva e saudável em nossa caminhada de fé.
Creia: “... e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.” (João 1:3).
Saiba: “Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança” (Provérbios 23:18). Coloque-a nEle!
Temos assistido Deus mover-se, despertar vidas, agir e chamar homens e mulheres. E quando Ele assim o faz, só nos resta agradecer-lhe com as duas únicas palavras que poderiam começar a dar crédito àquEle a quem o crédito é devido: “Somente Deus”.

Que Deus o abençoe rica e abundantemente.
Em Cristo,
Rev. Hilder C Stutz

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