A nossa impressão ficou na cruz

- Texto para reflexão: Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feito justiça de Deus (II Cor 5.21).

Quando contamos a história de um homem que foi executado na cruz dois mil anos atrás pode parecer um início altamente impróprio para qualquer coisa. Por que isto nos interessa tanto hoje?
No Império Romano a crucificação era uma forma de execução muito difundida e em geral a vítima era flagelada ou torturada antes. Depois ela era amarrada ou pregada numa cruz em todas as posições. Esta era a forma de repelir cruelmente as rebeliões nas províncias romanas. Umas delas foi a revolta dos judeus. Flavio Josefo registra que houve a crucificação de fugitivos judeus que tentaram escapar da Jerusalém sitiada na época de sua destruição final pelos exércitos romanos.
O fato é que a crucificação era uma forma de castigo reservado para os criminosos mais reles. Isto nos faz imaginar que Jesus esteve lá e foi considerado como tal. Ele foi considerado um reles.
Ali naquela cruz, Paulo entende perfeitamente o propósito divino, ele diz que o próprio Deus se fez pecado por nós. Ali ele nos substituiu para nos abrir a porta de entrada prometida no Reino de Deus. E o único acesso para isso era a morte e depois ressurreição no nosso mestre. Paulo mostra que o ser mais puro, o ser imaculado assumiu o nosso lugar naquele lugar horrível de bandidos e de reles.
Ali na cruz o Filho do Deus vivo morrer por causa dos nossos erros, pecados. Ali ele morre por causa da nossa presunção, por causa da nossa arrogância. Ali ele morre por causa da nossa desobediência e rebeldia. Ali ele morre por causa do nosso adultério e mentira.
Paulo é capaz de compreender pela graça que Cristo assume o nosso lugar e nos faz por meio de seu sofrimento e humilhação justiça de Deus. A nossa impressão ficou na cruz. A nossa vida está envolvida totalmente pela cruz do Calvário. Como diz meu amigo Glenio Fonseca Paranaguá:

Todos aqueles em que a cruz de Cristo deixou suas impressões no caráter, sempre vão transbordar seu contentamento, aprendido através das marcas dos cravos esculpidas pela fé. Ninguém pode viver mais contente do que os co-crucificados e regenerados na ressurreição pela graça em Cristo. Aqueles que estão satisfeitos com a suficiência de Cristo, embora tenham tribulações, tropeços e transtornos não deixam de expressar o seu contentamento por terem sido aceitos cabalmente pela graça do Evangelho. (PARANAGUÁ, Glenio Fonseca. Na Universidade do contentamento).
Somos alcançados pela cruz do Calvário. Somos salvos pela vida daquele que se fez pecado por nós para fôssemos aceitos pelo Pai. Louvado seja o eterno e soberano Deus por tão grande graça para como pecadores.

Alcindo Almeida

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