O amor de Deus não tem condição e nem limite


- Texto para meditar: Volta, ó Israel, para o Senhor teu Deus; porque pela tua iniqüidade tens caído. Tomai convosco palavras, e voltai para o Senhor; dizei-lhe: Tira toda a iniqüidade, e aceita o que é bom; e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios. Eu serei para Israel como o orvalho; ele florescerá como o lírio, e lançará as suas raízes como o Líbano. Quem é sábio, para que entenda estas coisas? prudente, para que as saiba? porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles; mas os transgressores neles cairão (Oséias 14.1,2,5 e 9).

Deus é amor. O seu amor não tem condição nem limite. Ele ama o seu povo apesar de toda a rebeldia, de toda a idolatria e de toda a imoralidade. O seu amor é amor absolutamente imutável.
Olhando para este texto de Oséias, percebemos que quando castiga, é por puro amor que o faz. É impressionante olharmos para a visão do profeta Osíeas em relação as saudades do primeiro amor que Deus sente pelo seu povo. O texto afirma: Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho (11.1).
Israel era como criança que ele tomava nos braços. Como menino travesso, a jovem nação não queria obedecer-lhe. Recusou-se a converter-se (11.5). Deus não hesitou em disciplinar o seu povo, porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo filho a quem recebe (Hebreus 12.6).
É preciso que entendamos esta realidade em Deus. Ele é diferente dos pais que nunca disciplinam os seus filhos. Quem não disciplina o seu filho, não o ama. Oséias, que tanto sofreu no lar, entendeu o coração de Deus quando descreveu o amor divino nestes termos: Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões a uma se acendem (11.8). Ainda que o castigo viesse com certeza. Deus não destruiria totalmente o seu povo. Oséias afirma: Eu os remirei do inferno e os resgatarei da morte; onde estão ó morte as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? (13.14).
Deus é tão bom que chama o povo a uma genuína conversão: Tende convosco palavras de arrependimento, e convertei-vos ao Senhor (14.2).
Aprendemos com Oséias que o arrependimento do povo de Deus é o segredo de todo reavivamento espiritual. Ele afirma: Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles (14.4). A segurança nacional de Israel de pendia não duma aliança política com a mais poderosa nação de então, a Assíria (14.3), mas da sua relação com Deus. Os rios de bênçãos começam a jorrar quando o povo de Deus julga o seu próprio pecado! Uma vez arrependido e perdoado, Israel se tornaria uma testemunha eficaz no mundo.
Vejam a fala de Oséias: Serei para Israel como orvalho (14.5). O Deus que cada dia unge bilhões de folhas e pétalas com pérolas de orvalho é o mesmo que visita, pelo Espírito Santo, todos os seus filhos espalhados nos cinco continentes!
Para a sobrevivência das plantas, Deus repete fielmente, e em todo lugar, o pequeno milagre, mandando a cada folhinha o precioso líquido sustentador. Quanto mais Deus deseja tocar com vida nova cada um de seus filhos na terra!
Feliz o cristão em Cristo que já aprendeu este princípio de sobrevivência espiritual e que busca no frescor da alvorada a vida do Espírito, cada dia. As plantas em terra ressecada, alimentadas pelo orvalho vitalizador, brotam, criam botões e exalam a sua fragrância. Flores perfumadas no sertão! Este é o quadro pintado pela pena do profeta, para descrever a vida realmente entregue ao Espírito do Senhor. Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio, e lançará as suas raízes como o cedro do Líbano. Estender-se-ão os seus ramos (14.5, 6).
A vida arraigada na Palavra de Deus, irrigada pela graça divina pelo orvalho sacro do Espírito, estende os seus ramos, oferecendo ao viajor a sombra refrescante no sertão causticante. A pessoa cheia do Espírito se torna um ímã para os que procuram a vida verdadeira e não precisa buscar contatos com os outros. Os famintos do espírito reconhecem intuitivamente a autêntica espiritualidade dos que recebem diariamente o orvalho do Espírito. O contato com o homem espiritual se torna frutífero. Oséias diz algo sério demais na sequencia do texto: Serão vivificados, e florescerão como a vide (14.7). Nós, o povo do Senhor, cantamos "quero ser um vaso de bênção". Este desejo tão louvável se realizará através do Espírito Santo, a água viva oferecida por Jesus.
Oséias nunca viu o cumprimento da sua profecia final, mas pela fé aceitou que um dia o Senhor triunfaria na vida de Israel. Deus lhe tinha dado a vitória no seu lar, pelo triunfo do amor inabalável. Gomer estava de volta ao lar. Os filhos não levavam mais os nomes feios. Foram transformados em nomes abençoados. A família estava unida novamente.
Com toda serenidade, Oséias aguardava o desenrolar do drama de Israel, com a certeza de que um dia Deus restauraria o seu povo. O profeta de coração quebrantado chegou a aprender que o coração do Senhor é também assim.
Oséias termina dizendo: Quem é sábio, para que entenda estas coisas? prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles; mas os transgressores neles cairão.
Deus nos dá graça de andarmos nele e por ele e isto porque o seu amor não tem limites. Ele ama aqueles que são tocados pela sua graça.
Louvado seja Deus por este amor que restaura e traz de volta para o seu relacionamento.
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Alcindo Almeida

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