Jesus é a revelação interminável, incondicional de Deus para com o pecador. Tudo o que ele fez, disse e sofreu foi para nos mostrar que o amor que mais desejamos é dado a nós por Deus Pai. Não porque merecemos isso, mas porque Deus é um Deus de amor.
John Stott afirma: "O símbolo universal da fé cristã não é a manjedoura, mas a cruz de Jesus." A cruz foi o maior ato de Deus para nos alcançar, e é aqui que nos identificamos mais intimamente com Cristo.
Obviamente, não temos como repetir sua experiência, mas podemos nos identificar com suas feridas. Conforme aprenderemos, Cristo foi abandonado para que fôssemos acolhidos. Ele experimentou o inferno para que pudéssemos experimentar o céu.
Tudo que há de ruim como efeito do pecado do Éden foi lançado sobre o Cristo no madeiro. A cruz lembra que nossa autocondenação deve ter um fim. Já não precisamos nos lembrar do passado. Não precisamos nos lembrar mais das mentiras que praticamos e que ofenderam a Deus.
Não precisamos nos lembrar mais daqueles pensamentos terríveis que praticamos e que ofenderam a Deus. Não devemos pensar que Deus nos vê como nós nos vemos. Porque ele pagou o preço da nossa pena em Jesus Cristo. Ele foi transpassado por causa das nossas transgressões. Jesus literalmente foi esmagado por causa de nossas iniquidades.
Nós temos o perdão por causa do pagamento alto que Jesus teve no Calvário. Ele foi esmagado, humilhado, esbofeteado, escarnecido para nos trazer a graça do perdão divino. As nossas marcas terríveis de pecado foram lançadas sobre ele no madeiro para que tivéssemos acesso ao Pai.
Richard Foster escreveu: Hoje o coração de Deus é uma ferida de amor aberta. As palavras que foram ditas por Jesus em Lucas 23.46 não eram simples palavras. Eram palavras ditas com amor, amor com propósito, propósito de submissão, de entrega e o amor que o levou a uma alegria profunda por nós, mesmo ele experimentando dor e os sofrimentos imensos. Jesus diz ao seu Pai: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
Quando Jesus entrega o seu espírito ao Pai, ele faz o desfecho de uma vida totalmente submissa à vontade do Pai. Ele veio, nasceu, viveu e morreu na inteira submissão ao Pai. Se ele não tivesse vivido em submissão completa ao Pai, até a cruz, o Evangelho seria um belo conto sobre uma pessoa excepcionalmente santa, um conto que poderia inspirar pensamentos bons e grandes ações. Mas, não, ele veio e morreu, cumprindo a vontade perfeita do Pai.
E por isso, estamos vivos para expressar que o Evangelho é história da morte e ressurreição de Jesus, e essa história é o cerne da vida espiritual. E nós, somos submissos ao Pai? Temos a mesma obediência que Cristo teve diante do Pai? Valorizamos o que Cristo fez na cruz do Calvário sendo obedientes à sua Palavra?
O sacrifício de Jesus na cruz foi muito caro, foi preço de sangue. Portanto, nós devemos dedicar a nossa vida em submissão ao senhorio de Cristo. Temos que honrar o nome dele, temos que nos entregar em sacrifício vivo para ele. Isto através de uma vida santa, pura e totalmente dedicada a ele, ao serviço dele, para a glória dele. (Alcindo Almeida)
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