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Somos tolerantes

No livro Proibida a entrada de pessoas perfeitas, John Burke afirma: Precisamos aprender como comunicar que Deus é tolerante, amoroso, o que deixamos de representar adequadamente, sem, contudo comprometer a sua retidão e santidade. Porque a tolerância é tão importante?
Ele diz que falamos de uma geração sugada pelos meios de comunicação. Essa geração tem sido inundada com várias notícias não somente de escândalos religiosos e abuso sexual de pastores, mas também com uma infinidade de reportagens que tratam os cristãos como juízes extremistas que proíbem livros diversos, dizem que nós incendiamos clínicas de aborto e carregamos faixas com dizeres de que Deus odeia os homossexuais e os que optam por uma sexualidade diferente. O ensino sobre tolerância se tornou o alicerce de sustentação de muitos programas. 
Bem, tolerância é o ato ou efeito de tolerar; indulgência, condescendência, qualidade ou condição de tolerante. Evidente que Deus é extremamente tolerante, porque se Ele nos tratasse como o tratamos, seríamos consumidos por causa da nossa pecaminosidade terrível. Há uma grande confusão no entendimento sobre a igreja ser intolerante hoje. Não obrigamos ninguém a viver com regras e paradigmas humanos. Apresentamos o que a Bíblia diz sobre a vida com Deus. Entendemos perfeitamente que o projeto de andar com Deus passa pela liberdade na vida. Somos livres para amar e sermos amados. Somos livres para viver só que um jeito diferente. Valorizamos os princípios das Sagradas Escrituras. A nossa tolerância passa pelo crivo das Escrituras, mas nem por isso ignoramos as pessoas e queimamos algo. Só temos uma intolerância na dinâmica da vida, quanto ao pecado. Somos intolerantes para o mal, somos pecadores e devemos fugir dele sendo intolerantes. Esse é o entendimento errôneo que as pessoas têm ao nosso respeito. Amamos as pessoas, mas detestamos o pecado, com ele, seremos sempre intolerantes.
A igreja é um lugar de liberdade, só que uma liberdade que tem a ver com a dedicação para Jesus Cristo de Nazaré, que morreu e ressuscitou para nos trazer liberdade, graça e saúde no ser. Não somos intolerantes, não somos indiferentes para com a vida humana, ao contrário, seguimos os mandamentos das Escrituras que nos exortam a amar, servir, cuidar e acolher os que passam por alguma crise na vida. 
Sobre Deus ser tolerante? Claro que é, afinal, estamos vivos e respirando! Ele nos ama sem merecimento algum da nossa parte. (Alcindo Almeida)

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