quarta-feira, 8 de julho de 2020

O orgulho é um caos

O orgulho é um negócio que não entra em nós, ele sai de nós. Claro que falo do orgulho no sentido de vaidade, ufania, soberba e ostentação. Falo do orgulho no sentido de nos inflamar achando que somos os grandes em tudo que falamos e fazemos. O nosso carro é o melhor, a nossa casa e o nosso valor é mais do que os outros sempre. 
Timothy Keller no seu livro Ego transformado afirma: O orgulho que tem por peculiar característica, algo vazio, dolorido, atarefado e frágil, produz uma busca insaciável de sobrepor o ego; e, por falta de conhecimento da verdadeira identidade, resulta em insatisfação. 
Há um texto muito precioso em Lucas 18 que trata sobre isso: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.
Que coisa louca a história de seres humanos caídos. O fariseu agradece a Deus porque ele não é igual aos roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como aquele publicano simples. E depois de agradecer fala do que fazia. Ele dava o dízimo e jejuava. Esse é o ser humano que se ufana, que é cheio de orgulho e soberba no coração. Esse despreza os outros, humilha, trata de maneira desumana e se acha o bom de tudo. 
Ao contrário, o publicano, estando em pé, longe, não tinha a coragem de levantar os olhos ao céu, mas batia no peito pedindo para que Deus tivesse compaixão dele que era um pecador. Essa é atitude correta de qualquer pessoa que caminha com Deus, ela vence o ego com a humilhação e o reconhecimento do estado de pecado na presença de Deus. 
O orgulho é sempre defensivo, ele defende um lugar vazio. O orgulho nos impede de ver o quanto somos fracos e nada do que fazemos vale alguma coisa. Somos apenas pó e cinza diante de Deus e se Ele não olhar para nós, estamos perdidos. Quem se exalta, quem se orgulha, quem se acha o bom de tudo, será humilhado. Quem reconhece sua miséria e necessidade de Deus será assistido e amado. Essa é a tónica no Reino de Deus. Os orgulhosos são humilhados e os reconhecedores da miséria serão justificados pela graça de Cristo. (Alcindo Almeida)

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