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Somos de Cristo

No livro Resistência e submissão, Dietrich Bonhoeffer disse as seguintes palavras: A fé é a participação no ser de Jesus, encarnação, cruz e ressurreição. A nossa relação com Deus não é uma relação “religiosa” com o ser mais elevado, mais poderoso, melhor que se imagine - isto não é transcendência genuína, mas nossa relação com Deus é uma nova vida na existência para os outros, na participação no ser de Jesus Cristo. A frase uma nova vida na existência para os outros, na participação no ser de Jesus Cristo, impactou meio coração de maneira, porque ele disse isso no meio de uma guerra, onde ele sabia que de uma maneira ou de outra morreria.
Vivemos os dias difíceis em nossa cidade por causa da pandemia – Coronavírus. Percebo que a igreja protestante nunca mais será a mesma depois de tudo isso, se Cristo não voltar antes! Percebo que as pessoas viram a necessidade e importância da igreja como corpo. Um tempo de culto vale demais, demais mesmo! Um abraço, um afeto, um olá, uma pergunta de como vai a jornada, uma oração, uma exortação nas Escrituras, um cafezinho com os amigos. Uma palavra de consolo no meio das lutas. Enfim, a importância da igreja é algo singular, marcante, profundo e salutar para a alma.
São mudanças profundas daqui para frente e como líderes precisamos nos preparar para responder com seriedade e compromisso às verdades do Evangelho de Jesus Cristo de Nazaré. Essa foi a tónica séria na vida de Dietrich Bonhoeffer, a nossa fé é a participação no ser de Cristo. Enfrentemos o que for, passemos o que for, somos de Cristo e respiramos Cristo. A nossa vida tem a marca de Cristo. Por isso, Paulo disse: Ninguém me inquiete, porque trago no meu corpo as marcas de Cristo.
Esse é o diferencial quando passamos por tribulações profundas, saber que estamos e somos de Cristo. Nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus. Temos uma nova existência em Cristo, vivamos assim a cada dia que Deus ainda reserva para nós. (Alcindo Almeida)

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