A vida regrada e correta de que tanto me orgulho ou pela qual sou elogiado se torna, algumas vezes, como um peso que foi colocado nos meus ombros e continua a me incomodar, mesmo quando já a aceitei de tal maneira que não dá para mudar. Não tenho dificuldade em me identificar com o filho mais velho da parábola, que se queixava: “Há tantos anos que eu te sirvo, e jamais transgredi um só de teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos”. Nesta queixa, obediência e dever se tornaram um peso e o trabalho, uma escravidão. (A volta do filho pródigo. Henri Nouwen)

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