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Ele morreu por amor!

O escritor Henri Nouwen afirmou: A história da nossa salvação sobrepõe-se e resiste radicalmente à filosofia do movimento ascendente. O grande paradoxo que nos revela a Escritura é que a verdadeira e total liberdade só se pode encontrar através do movimento descendente. A Palavra de Deus desceu até nós e viveu no meio de nós como um servo. A via divina é, de fato, a via descendente. No centro da nossa fé cristã se encontra o mistério que Deus escolheu para revelar o mistério divino mediante a submissão sem reservas ao impulso descendente.
A Trindade escolheu uma humilde jovem de uma cidade desconhecida da Galiléia e foi o espaço para Cristo nascer. A Trindade também decidiu manifestar a plenitude do amor divino na segunda pessoa, o Filho, cuja vida desembocou numa morte humilhante fora das muralhas da cidade. Paulo afirma em Filipenses 2.6-8: Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

Jesus sendo Deus, não teve dúvidas quanto a se esvaziar e tomar as dores e transgressões de todos nós, seu povo escolhido. Ele foi marcado pelos pecados de todos nós naquela cruz. Ele se esvaziou de si mesmo, foi humilhado de maneira cruel ao ponto de colocarem uma coroa de espinhos nele e levanta-lo num madeiro horrível, ele assumiu um lugar que era nosso. Ele sofreu todos os processos da crucificação, para que tivéssemos vida e derramou o seu sangue precioso, sangue puro para que fôssemos resgatados da morte eterna, para a vida eterna, para sempre com Ele. Ele foi obediente até o fim, tanto passivamente como ativamente, para nos trazer vida em qualidade eterna.
Ninguém o obrigou a se entregar por nós, Ele o fez por amor, graça, compaixão e misericórdia. A nossa resposta só pode ser uma: gratidão eterna ao Cordeiro de Deus que veio para viver, morrer e ressuscitar em nosso lugar. A vida de Deus foi comunicada a nós pecadores! Bendito para sempre seja o Cordeiro de Deus! (Alcindo Almeida)

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