A política de Maquiavel é reprovada

Lendo sobre a história desse homem chamado Hamã no capítulo 6 de Ester, depois de tudo que aconteceu, quando a rainha o desmascarou diante do rei Assuero, ele foi para a sua casa e contou a Zerés sua mulher e a todos os seus amigos tudo quanto lhe tinha sucedido. Hamã tinha construído todo um plano para acabar com os judeus. Ele detestava Mardoqueu porque era o único que não se inclinava diante dele. E por isso, havia ódio profundo para com ele. Que ironia profunda! Hamã construiu uma forca de 2,15 metros para enforcar nela o judeu Mardoqueu. Ele fez o máximo para o rei assinar o decreto de morte para os judeus, Hamã intentara tudo para o seu próprio prazer. O prazer era o de ver os judeus na ruína, de ser maior que Mardoqueu e o maior, de vê-lo morto.
O capítulo 7 nos fala do banquete que a rainha preparou para o rei e pediu a presença do tal Hamã. E vejam que todo o mal virá contra o autor dele. Quando o rei descobre toda falsidade e maldade de Hamã, os homens cobrem o rosto dele e dizem que ele construiu uma forca para matar Mardoqueu e o rei diz para o enforcarem nela.
Parece algo difícil de encararmos, mas atos maus dos homens são transformados em bênçãos para gente séria e honesta na vida. É impressionante como Deus realiza seus planos eternos, Hamã intenta projetos contra o povo judeu e acaba voltando tudo contra ele. A forca vem para ele e o projeto de matar o povo, vem para ele também. A ruína que aparentemente era para a rainha Ester, para Mardoqueu e para o povo judeu, caiu sobre o mau Hamã.
Não se preocupem, muitos tentam o mal contra vocês. Acham que estão por cima da carne seca. Acham que estão isentos de qualquer punição. Parece que nada acontece com os ímpios que tentam o mal, que maquinam o mal.
Lembram-se da história do príncipe de Maquiavel? Ele adquire boa reputação e o surgimento de uma conspiração contra sua pessoa se torna difícil pela admiração de seus súditos por ele. Refletindo sobre isso, também se faz necessário destacar a necessidade de se agradar tanto ao povo como aos nobres. E para isso, não são necessárias apenas boas ações, mas também as más, pois, para agradar um grupo, são necessárias ações corruptas, negativas, benéficas partindo-se do princípio de agradar os súditos.
A política de Maquiavel pode funcionar temporariamente, porque a política divina é superior e mostra o fim daqueles que intentam mal contra o quem é honesto e verdadeiro. Deus torna o mal em algo bom. Vemos esta realidade na história de José do Egito. O mal que seus irmãos intentaram, Deus o tornou em bem. O mal que intentaram contra o povo judeu no Egito, Deus o tornou em bem.
Vivamos a vida sabendo desta realidade profunda em nosso coração. Os atos maus dos homens ímpios, corruptos, Deus os torna em bênçãos na vida daqueles que andam com dignidade e fidelidade. Deus faz com que a forca que era para o judeu Mardoqueu vá para o mau Hamã. O decreto de morte para Ester e todo o povo vira contra o criador deste mal.
Descansemos na bondosa providência do Pai!
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Alcindo Almeida

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