sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Meditando em Lucas 7.36-39

Fiquei emocionado com este texto de minha devoção de hj. Interessante que Lucas usa a frase “mulher pecadora” para designar que era má mulher entregue ao pecado, alguém que tinha algum tipo de vício, aqui no caso desta mulher, o vício da prostituição. Mas, ela, mesmo na situação, sabendo que Jesus estava à mesa na casa do fariseu, fez algumas coisas que têm a ver com a disposição d...o coração.

1- Trouxe um vaso de alabastro com bálsamo;
2 - Chorou sobre os pés de Jesus;
3 - Regou os pés de Jesus com as suas lágrimas;
4 - Enxugou os pés de Jesus com os seus cabelos: o que era um escândalo para uma judia, soltar os seus cabelos em público;
5 - Beijou os pés de Jesus: interessante que ela o fez antes de Jesus fazer com os seus Seus discípulos na páscoa;
6 - Ungiu os pés de Jesus com o bálsamo (ungüento).

Que exemplo profundo de alguém que ouviu falar de Jesus e num encontro sem ser convidada, ela realiza um gesto tão maravilhoso e tão singular. Esta mulher só ouviu falar de Jesus e fez o melhor que poderia fazer para ele e o que é extremamente profundo, ela o fez de coração, com sinceridade no seu íntimo. O exemplo desta mulher que não fora rejeitada pelo Senhor Jesus, mesmo ele sabendo que ela não tinha uma vida condizente, traz para nós um momento de reflexão, se de fato estamos fazendo as coisas para o Senhor de coração, com tudo o que temos de melhor. Aprendamos com esta mulher pecadora, como fazer o melhor para o Senhor e com um coração sincero, verdadeiro e contrito. Porque esta mulher esvazia-se de si mesma, ela não se importa com o que vão pensar da sua reputação. Ela não se importa quanto ao seu passado.
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Extraído do livro: Os encontros de Jesus - Pessoas que foram transformadas por ele. São Paulo, Fôlego, 2009).

Lectio divina em Lucas 9.23


Eterno Deus como é complicado tomar a minha cruz para seguir-te. Isso implica em morrer pra mim mesmo todos os dias. Matando meu ego, minha soberba e orgulho, algo que é inerente a nós homens. Tem compaixão de mim e ajuda-me a negar-me, a humilhar-me, a prostrar-me em tua presença para que Cristo cresça e eu diminua. Ajuda-me a seguir-te carregando a cruz da renúncia para tua glória em nome de Jesus!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ensine com a vida

“Ensine... com a vida: pela palavra, pelo procedimento, pelo amor, pela fé, e pela integridade” (I Tm 4:12 em “The Message”)

- Ensinar é uma arte!

- Não me refiro apenas a uma atividade exercida profissionalmente pelos nossos professores e mestres, que nos acompanharam nos primeiros passos pelas descobertas na sala de aula.
- O termo educar é originário do latim educare ou ec-ducere e quer dizer extrair de dentro (eduzir). Isso nos leva a perceber, portanto, que a educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim em se trabalhar as potencialidades interiores de uma pessoa, a fim de que essas potencialidades floresçam.
- Isso vai muito além de uma sala de aula. Isso diz respeito à vida, aos relacionamentos. Assim é que um pai ensina o filho caminhando com ele o dia a dia. Partilhando a vida com ele em ambientes e lugares, situações e circunstancias, “assentado em casa, ao deitar-se e ao levantar-se” conforme o escritor sagrado (Dt 6:7).
- Ouvi recentemente o testemunho de um jovem ativista que muito me impressionou. Ele havia convivido algum tempo com a inspiradora Madre Tereza em Calcutá (Índia). Ali, lado a lado com ela, ele aprendera com sua vida alguns valores e princípios que o impactara profundamente.
- Algo como uma constatação diante das imensas necessidades daquele povo que ela ajudava a socorrer: “Eu descobri um paradoxo, dizia ela: Se você amar até doer, não vai haver mais dor, apenas mais amor”.
- O testemunho que aquele jovem presenciou dava conta da necessidade que expressamos acima:

ENSINAR PELA VIDA.
- "As pessoas estão olhando, não tanto para um ensino novo, mas para exemplos. Devemos não só conhecer o caminho e mostrar o caminho, mas seguir o caminho." John M. Drescher (pastor menonita)
- É o ensino que produz transformação e que é fruto de um exemplo da própria vida.
- A recomendação de Paulo (o apóstolo) ao jovem Timóteo no texto acima, fala de algumas dimensões onde esse ensino pela vida pode acontecer:

PELA PALAVRA

- Como você faz uso das palavras?
- Para encorajar, para dar suporte, para dar apoio, para dar estimulo, ou para destruir, derrubar, oprimir?
- Muitos são tentados a pensar e a agir como se exercer influencia sobre os outros é ser “autoridade” nos assuntos, aliando isso ao destaque das deficiências dos outros.
- Exerça uma influencia positiva através de suas palavras. Enfatize as virtudes, os pontos fortes. Elogie.
- “As palavras afetam a atitude, e a atitude afeta o desempenho. Portanto, certifique-se de que suas palavras são positivas, porque o que entra influencia a perspectiva, a perspectiva influencia o que sai e o que sai determina o resultado.” Zig Ziglar (conferencista motivacional), em “Sucesso”.

PELO AMOR

- Amar é provavelmente a necessidade universal mais sublime de ser praticada e a mais difícil de ser atendida. Sua prática não é algo fácil, pois muitas vezes torna-se um desafio diante dos limites da lógica humana.
- Como estabelecer a lógica diante de um amor de uma mãe ou de um pai para com um filho?
- Como cumprir o mandamento de amar o nosso inimigo? Quem tem estrutura emocional para isso? Como amar diante da decepção, da frustração, da injustiça, da dor?
- Mas é exatamente pelo amor e pelo amar que, ao praticá-lo diante de desafios como os inquiridos acima, prestamos um grande favor a nós mesmos. Isso produz saúde emocional, e isso não se adquire, mas se cultiva.
- É assim que o amor ganha contornos de atitude: “A mais pura forma de amor é dispensada sem nenhuma expectativa de retorno para si mesmo”.

PELO PROCEDER ÍNTEGRO

- Seja um exemplo e não apenas um exímio cobrador.
- O proceder com integridade tem sido uma virtude muito escassa em nossos dias e, certamente, uma grande necessidade em nossa sociedade.
- A relativização de princípios e valores tem empurrado o homem contemporâneo à diminuição da importância que a integridade deve ter na vida do individuo, em seus relacionamentos e no exercício de suas atividades em sociedade.
- Temos relativizado a verdade tornando-a em mentira tolerada e praticada de forma vergonhosa.

PELA FÉ

- Embora seja também um bem escasso em nossos dias, a fé é essencial para o estabelecimento e a manutenção de todos os relacionamentos positivos.
- É preciso crer no melhor das pessoas, pois não são somente as dificuldades que derrotam as pessoas. Muitas vezes é a própria falta de fé que as derrota.
- A maioria das pessoas não conta com alguém que confie nelas. Além disso, nossa dúvida pode ser altamente inibidora e pode gerar mediocridade em suas próprias atitudes.
- E, concluindo, não há nenhum ensino com a vida que possa estabelecer-se com profundidade, que não nos remeta à fé em Deus.
- Como escreveu Abraham Heschel (rabino austro-americano) “Fé não e o apego a um santuário, mas uma peregrinação infindável do coração. Espera audaciosa, cânticos ardentes, planos ousados, um ímpeto inundando o coração, invadindo a mente – tudo isso e o impulso que nos leva (a amar aquele) que toca o nosso coração como um sino”.
- Não dá para ver a vida, viver a vida, experimentar a vida sem a perspectiva que a fé em Deus é capaz de produzir no homem, pois “fé é crer no que não vemos e a recompensa dessa fé é ver o que cremos”. Santo Agostinho
- Descubra essa fé! Deseje essa fé! Viva por essa fé!
- “Uma pequena fé levará a sua alma ao céu, mas uma grande fé trará o céu à sua alma”. Spurgeon

Que Deus o abençoe rica e abundantemente,
Em Cristo,
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Rev. Hilder C Stutz

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não basta dizer, é preciso fazer

Colunas — O caminho do coração

Muitos gostariam que o Sermão do Monte terminasse com a conhecida “lei áurea” -- “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7.12). E o mais famoso sermão de Jesus terminaria com um bom resumo de tudo o que ele havia acabado de ensinar.
Porém, Mateus não termina assim. Ele segue com uma recomendação e conclui com uma pequena parábola, na qual Jesus deixa claro o que ele espera dos seus ouvintes. Uma forma de entender a conclusão desse sermão são os pronomes: “nem todo o que “me” diz”, “aquele que faz a vontade do “meu” Pai”, “hão de dizer-‘me’”, “apartai-vos de ‘mim’”, “ouve as ‘minhas’ palavras”. Eles nos levam a considerar quem ensina, e não apenas o que se ensina. São essas palavras que formarão o texto que definirá o julgamento, que terá como fundamento o que as pessoas fizeram com suas palavras.
Jesus começa sua recomendação dizendo: “Entrai pela porta estreita” (v. 13). Não é simplesmente um convite, mas um imperativo. No final do sermão, Jesus afirma que existem duas portas e dois caminhos. Um deles leva à morte; o outro, à vida. Jesus reconhece, com tristeza, que são poucos os que entram pelo caminho estreito (v. 14).
O caminho estreito é o herdado. É o caminho da criação, da redenção, o caminho de Jesus. Não é algo imposto a nós, é o caminho que Jesus trilhou e que agora nos convida a trilhar. O caminho largo é o imposto. Chega a nós pela imposição da maioria, da propaganda, daqueles que não suportam seguir sozinhos pelo caminho da perdição e da destruição. O caminho largo não é congruente com aquilo que fomos criados para ser.
O caminho estreito é o do reino preparado para nós antes da fundação do mundo. Jesus não diz que quem não andar pelo caminho estreito será punido. É o próprio caminho largo que nos conduz à morte. Seguir pelo caminho largo ou procurar entrar pelo estreito é uma escolha que fazemos.
O caminho estreito envolve o ouvir e o fazer. Na parábola dos dois construtores, a diferença não está no ouvir -- ambos ouviram. A diferença está no fazer. Existem duas opções: ouvir as palavras de Jesus e não praticá-las ou ouvi-las e praticá-las. A casa que cai é composta por crentes que consideram as palavras de Jesus bonitas para se ouvir, boas para se falar e ensinar, mas irreais para serem praticadas. Como diz C. S. Lewis em “O Grande Abismo”:
Só há duas espécies de pessoas no final: as que dizem a Deus: “Seja feita a tua vontade”, e aqueles a quem Deus diz: “A tua vontade seja feita”. Todos os que estão no inferno foi porque o escolheram. Sem essa autoescolha não haveria inferno. Alma alguma que desejar sincera e constantemente a alegria irá perdê-la. Os que buscam encontram. Para aqueles que batem, a porta é aberta.
Jesus afirma na conclusão do sermão que “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (v. 21). Existe uma diferença entre os sinais do poder e da ação de Deus e os sinais de que pertencemos a ele. Deus pode expulsar demônios usando qualquer pessoa. Os milagres são sinais do poder de Deus, não de que pertencemos a ele. Os sinais de nosso pertencimento são os frutos da obediência, do praticar aquilo que Jesus ensinou. São estes os frutos que Jesus espera encontrar naqueles que dizem: Senhor, Senhor! Fé em Jesus não é fé real enquanto não fazemos o que ele nos manda fazer.
Nosso problema com o Sermão do Monte é mais com aquele que ensina do que com o ensino em si. Confiamos neste Senhor? Cremos que ele é bom? Estamos seguros de que ele realmente sabe o que necessitamos? Se não confiamos nele, vamos achar suas palavras bonitas de se ouvir e boas para se falar -- mas não reais para se viver. O julgamento para aqueles crentes que ouvem, mas não praticam, será a ausência da comunhão divina: “Nunca vos conheci”.

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• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Novo livro: O Habitat Humano de Heber Carlos de Campos

O tema paraíso é fascinante, porque nos lembra do carinho de Deus ao criar o lugar onde, originalmente, colocou sua obra-prima, o ser humano, assim como o rigor de sua justiça ao retirar o homem do paraíso e o paraíso do homem. E isso tudo se deu por causa da Queda. Não se pode esquecer, também, de sua bondade graciosa que nos promete a restauração do paraíso, para nosso deleite, na consumação de nossa rendeção, no fim dos séculos. A intenção, portanto, é trazer ao público cristão uma noção, ainda que não exaustiva, do lugar original que Deus deu para o homem viver em sua presença e, assim, despertar o povo de Deus para o estudo de um dos tópicos mais importantes de nossa vida: o lugar de nossa habitação.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

VII Encontro dos diáconos


Igreja Presbiteriana da Lapa
R. Roma, 465 - SP.

Meditando em Marcos 7.37

 

O povo ficava simplesmente maravilhado e dizia: Ele faz tudo muito bem. Faz até o surdo ouvir e o mudo falar.
Fico pensando aqui nas nossas ações terríveis contra o nosso próximo, mentimos, falamos mal, pisamos na bola. Ofendemos amigos que andam conosco. Temos inveja da prosperidade na vida dos outros. Sentimo-nos mal com o sucesso dos amigos e perguntamos: por que não eu?
Olhando para esse texto percebo o toque divino do nosso mestre. Ele ama, ele abraça, ele cura, ela redime. Ele transforma vidas, ele tem tanta graça que sai virtude até da sua veste para um moça que é tida como um lixo na sociedade porque teve uma hemorragia crônica durante 12 anos. Mas, quando ela toca no mestre a cura vem no seu corpo. De fato, a resposta do povo para as ações do mestre é: Ele faz tudo muito bem.
Que nós imitemos o nosso Senhor que fazia tudo bem. Ele olhava para os pecadores e os acolhia por graça, amor e perdão. Façamos o bem em nome de Jesus.

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Alcindo Almeida

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Expectativa de redenção

- Texto para reflexão: E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente (Romanos 8.23-25).

Nós os cristãos esperamos a plenitude das bênçãos da nossa adoção. Nós fomos adotados quando convertidos pela graça do Evangelho que Paulo fala em Romanos 1.16 e 17. A nossa natureza foi mudada por causa da redenção feita por Jesus na cruz do Calvário. E o Espírito aplica esta redenção em nós como temos visto no livro de Romanos. Mas, Paulo fala de uma espera no sentido de totalidade dos nossos privilégios de adoção na família de Deus.
Agora nós somos sustentados e confortados na expectativa que já possuímos (versículo 24). É aquela vida da nova terra sem a presença do pecado para sempre. É o tempo em que teremos os nossos corpos ressuscitados da corrupção e da morte. Nunca mais sofreremos, nunca mais padeceremos qualquer dor, tribulação, tentação ou mal que hoje aflige a criação. Exatamente por isso que Paulo fala nos versículos 24 e 25 da palavra esperança que no texto significa a expectativa de um bem vindouro.
O que nos assegura nesta esperança preciosa é a habitação do Espírito em nós Pela graça do Deus Espírito temos a presença garantia dessa gloriosa esperança vindoura. A esperança dos eleitos de Deus é Cristo neles a esperança da glória. É exatamente esta esperança o elemento essencial da salvação dos filhos de Deus.
A esperança dos eleitos de Deus os capacita a aceitarem as aflições do Século presente isso com absoluta perseverança e fé. Pela esperança e fé passamos todas provações do presente com a ajuda e intercessão do Espírito Santo em nosso coração.
A nossa vida hoje é diferente porque vivemos em função desta promessa feita pelo Eterno Deus: A própria criação será redimida do cativeiro da corrupção. Para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
É a perfeita ideia de um dia sermos revestidos da nossa habitação celestial. Por isso, Paulo diz algo precioso em II Coríntios 4.18: Não atentando nós nas cousas que se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.
Essa esperança é escatológica – um termo que usamos em Teologia para expressar as últimas coisas. O estudo da segunda vinda de Jesus Cristo. Então não é uma simples esperança, mas é a de glória, ou seja, o dia precioso que veremos a redenção completa da criação do Eterno Deus.
Quando o Senhor Jesus Cristo voltar aqui na terra e completar a sua obra de redenção então veremos a nossa esperança que é ele mesmo aqui entre nós. Como disse Paul Stevens:
 
“O centro da esperança cristá é a segunda vinda de Jesus Cristo uma verdade citada 318 vezes nas Escrituras. E no Novo Testamento está sempre na prontidão e anseio mais do que em calcularmos o quando .
 
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Alcindo Almeida

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A linguagem de Deus - Eugene Peterson

A língua é antes de mais nada um meio de revelação , tanto para Deus quanto para nós. Usando palavras, Deus revela-se a nós. Usando palavras, nós nos revelamos a Deus e uns aos outros. Por meio da linguagem, todo o ciclo de falar e escutar, tanto Deus quanto seus homens e mulheres criados pela Palavra são capazes de revelar vastos interiores antes inacessíveis a nós. A linguagem que aprendemos na companhia de pais, irmãos e amigos tem sua origem no Deus revelador. Tudo o que falamos e escutamos ocorre num mundo de linguagem que é formado e sustentado pelo falar e pelo escutar de Deus. As palavras que Deus usa para criar, dar nomes, abençoar e ordenar em Gênesis são as mesmas palavras que ouvimos Jesus usando para criar, dar nomes, curar, abençoar e ordenar nos Evangelhos. Jesus fala, e ouvimos Deus falar (pp. 17 e 18).

Fotos de recordações.....










quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Deus não cabe na nossa caixa de religião

Deus aparece nos lugares mais estranhos da nossa vida. Ele faz aos nossos olhos as coisas mais esquisitas, como permitir que por causa de um pedido louco de uma mulher, João Batista seja morto e sua cabeça vire prêmio para esta louca.
Deus produz sorrisos onde havia apenas carrncas e muita dor. Deus faz uma prostituta salvar os homens dele. E ela vira um membro do povo de Israel. Deus gera brilho onde havia apenas lágrimas como aconteceu na vida de Rute - a moabita.
Deus coloca uma estrela brilhando num céu escuro como era o tempo de Israel antes de vir o Messias. A última palavra de Malaquias é maldição. Mas, no meio das trevas brilha a estrela em Belém.
Deus coloca um arco-íris no meio de nuvens de tempestade. E salva um povo especial depois de um dilúvio. Deus chama gente como eu e vocês que não valem nada, de gente e coloca até nomes em nós. Deus chama gente para ser povo dele que nós nem gostaríamos que estivessem nos nossos jantares de comunhão.
Que Deus maravilhoso não!

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Alcindo Almeida

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sexualidade na igreja: a visão bíblica sobre o sexo.

Com o tema Sem Homofobia, Mais Cidadania - Pela Isonomia dos Direitos, aconteceu a 13ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo (domingo 14 de junho de 2009). Neste ano, o tema da parada foi escolhido como uma forma de realizar uma campanha a favor da aprovação do projeto que está em trâmite no Congresso um projeto de lei que transformaria a homofobia em crime e prevê penas para pessoas com comportamentos ou atitudes homofóbicas. Houve cerca de três milhões e meio de pessoas e algumas autoridades presentes como o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab.
Na verdade, o desejo dos participantes era estravazar um pouco e trabalhar o tema já que é a discussão do momento em vários setores da sociedade. E na igreja a questão tem sido muito debatida. Porque ela presencia todos os campos da sociedade e meios de comunicação que dão um apoio maciço para o Homossexualismo e Lesbianismo no mundo inteiro.
Por exemplo, as igrejas britânicas serão forçadas a aceitar homossexuais ou “transexuais” praticantes em posições de líderes de jovens e funções semelhantes, sob a lei de igualdade que está para vir, disse o governo.
A Lei de Igualdade do governo trabalhista proibirá que as igrejas recusem empregar homossexuais ativos mesmo que a religião delas sustente que tal conduta é pecado, disse a vice-ministra Maria Eagle, do Ministério da Igualdade.
Esta lei entrará em vigor no próximo ano e as igrejas temem que ela as force a agir contra suas convicções religiosas numa ampla extensão de áreas. Eagle indicou na conferência chamada “Fé, Homofobia, Transfobia & Direitos Humanos” em Londres, que a lei “cobrirá quase todos os que trabalham em igrejas” (encontrado no Site: www.LifeSiteNews.com).
Nós imaginamos uma questão desta no Brasil. Alguns têm até falado na palavra discriminação e que nos púlpitos não podemos mais falar contra estas práticas.
As perguntas que vêm a nossa mente são:

O que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto?
Como nos comportar diante da pressão tão forte que há na sociedade quanto a liberdade do homossexualismo?
Como tratar uma pessoa que tem esta forma de vida?

Nós sabemos que homossexualismo é a tendência a prática sexual com indivíduos do mesmo sexo. Nas mulheres é também chamado de lesbianismo. Mas, na verdade A Bíblia usa este termo como o uso natural do corpo da maneira contrária à natureza.
O texto de Romanos 1.21-28 afirma: Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus coraçöes, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixöes infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E como eles näo se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que näo convêm.

A questão séria é que a Bíblia não é preconceituosa quanto a pessoa, e sim, quanta a sua prática. Aliás, a Bíblia enaltece e traz um status singular para o ser humano como pessoa. Ela fala de como o ser humano foi criado. O texto sagrado de Gênesis 1 diz que no princípio Deus Criou o homem E é muito interessante que Deus foi bem enfático em dizer e deixar clara a frase: "macho a fêmea" (GN 1.27). Nós não lemos que Deus: macho e macho, ou, fêmea a fêmea. Isto com toda certeza seria um absurdo e uma ignorância gramatical no texto.
Quando nos perguntam o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto, nós respondemos com a maior tranqüilidade e ao mesmo tempo com tristeza que o homem deixou a sua forma natural por causa da corrupção interna no coração dele.
O pecado lá do Éden nos afetou profundamente. Ela provocou desajustes profundos na alma e na mente humana. Por isso, o texto de Paulo em Romanos afirma que os homens mudaram a forma natural da natureza. Eu sei que é complicado demais lidar com a situação hoje, mas a resposta bíblica para a questão é que isto é um pecado por causa da natureza pecaminosa em nós. A questão é de pecado mesmo e não algo que tem a ver com a opção sexual.
A Escritura mostra isto de maneira absolutamente clara e objetiva: Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante (Lv. 18.22). E também diz em Lv. 20.13: Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte.
Eu não quero ser radical ou extremista, nem puritano, nem santarrão e nem quero ser tratado como perfeccionista, mas quero convidar todos a encararem o problema de frente. Porque as escolas e meios de comunicação têm ensinado que aderir ao homossexualismo é algo natural e comum na sociedade. Isto não é em hipótese alguma.
Você já pensou na possibilidade do seu filho se casar com outro homem, ou sua filha se casando com ou outra mulher? E perceba que isto não tem a ver com preconceito!
Acredito que devemos ter posturas importantes no meio deste fogo cruzado:

1. Ensinemos nossos filhos sobre a visão bíblica de macho e fêmea:

Não precisamos ter medo de ensinar os nossos filhos sobre o padrão da Escritura. Na criação e através da história, Deus desejou adoração e culto; ele, conseqüentemente, incitou homens e mulheres a adorá-lo e a servi-lo, fazendo-se conhecido como um Deus de beleza, majestade, esplendor e glória. Mas, note bem, ele criou homens e mulheres. Cada um para desenvolver o seu papel na aliança. Homem como homem e mulher com mulher. Não há inversão do ser.
O relato expandido da criação do homem e da mulher, declara que Deus criou o macho e este experimentou uma situação solitária e improdutiva (Gn 2.18-20). Deus sabendo disto providenciou uma companheira de uma maneira singular com o resultado de que o macho poderia, prontamente, reconhecê-la como sendo sua carne e osso (Gn 2.23). Não tenha medo de seguir o ensino sobre a masculinidade e a feminilidade que são aspectos da imagem de Deus (GRONINGEN, Gerard Van. Criação à consumação. São Paulo: Cep, 2006, Volume 1, p.17).
Ensine seu filho e sua filha que Deus dotou os seres humanos com a capacidade de amar e de reproduzir vida. E isso deve ser feito na perspectiva de "macho" e "fêmea". Não esqueça de enfatizar a distinção sexual dentro da humanidade. Não dá para esquecer das expressões zakar no hebraico que significa macho e tem o sentido de "pontiagudo". O termo neqeb é uma forma feminina que significa um buraco ou cavidade. O pensamento principal, no entanto, no contexto de Gênesis 1.27 é que a humanidade tem a bênção da fertilidade. Só que homem com mulher e não da maneira que alguns meios têm ensinado.
Deus nos honrará com toda certeza ao ensinarmos os princípios bíblicos aos nossos filhos. Eles crescerão com a visão correta do papel do homem e da mulher. Geraremos uma juventude sadia e equilibrada que sonhará em constituir famílias para valorizar a aliança de Deus com o seu povo.

2. Aceitemos as pessoas não o pecado:

Um problema sério na nossa igreja hoje é que não estamos preparados para enfrentar os processos que estão acontecendo hoje. Nós precisamos olhar para a realidade em que vivemos. As pessoas vivem um vazio enorme e para compensar isto buscam alternativas como esta a fim de terem um pouco de solução deste vazio. Nós receberemos pessoas assim em nossas comunidades. E a Bíblia diz claramente que não aceita o pecado, mas aceita o pecador.
Nós não aceitamos a imoralidade do pecado, não aceitamos o erro que é o uso contrário da natureza humana, mas estas pessoas precisam alcançar a verdade, e para isto precisamos amá-las. Precisamos recebê-las com graça em nossas igrejas. Não há outro meio para pessoas assim aprenderem a verdade bíblica sobre macho e fêmea.
É na relação com a igreja do Senhor que elas entenderão e poderão ser transformadas pela graça de Deus. E assim entenderem que o homem deve ser feliz ao lado de uma companheira. Que a mulher deve desfrutar de uma relação profunda com um homem e não com uma pessoa do mesmo sexo.
A era da comunidade acabou e vivemos o tempo da individualidade, cada um quer ser feliz a sua própria maneira. Nós precisamos urgentemente apresentar para as pessoas um Evangelho que traz significado, que alivia a nossa dor, que nos faz entender que temos um papel como homens e mulheres, o de viver para Deus, de vencer a nossa solidão e vazio através de uma vida de prazer em Deus, não em nós mesmo. E essa vida se dá pela perspectiva moral, espiritual, sincera e verdadeira.
Que Deus nos dê graça para lidar com este momento tão delicado na sociedade e que não tenhamos medo de mostrar com toda clareza a visão bíblica que é ver o homem realizando o seu papel como homem e a mulher também exercendo o seu papel como mulher.
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Alcindo Almeida: membro da equipe pastoral da IP Lapa - SP.

O final da lua de mel e o cair na real

Talvez a maior complicação de um casamento é quando os dois voltam da lua de mel e percebem que a realidade chega. Os casados chegam e da lua de mel e passam os seus primeiros 5 meses e a aquela perspectiva de embarcar no casamento com a grande esperança de que duas pessoas serão completamente realizadas como seres humanos e sem maiores conflitos, é irreal.
Alguns eram felizes antes de se casar e esperavam que o casamento apenas melhorasse a vida já alegre. E a maioria casa com este propósito de buscar a felicidade e matar muito da solidão que está no coração.
O grande problema é que todos nós nos casamos com o conceito de queremos ser felizes. Desta forma, que começa desespero, o aperto e as decepções. Neste processo da pessoa querer ser feliz abre-se cada vez mais espaço para o egoísmo, indiferença, mágoas e frustrações. Então depois de pouco tempo começa a fazer parte do vocabulário do cônjuge a palavra divórcio.
No processo de cair na real, as pequenas diferenças se avolumam na relação a dois. A linguagem ríspida e o comportamento agressivo revelam desgastes profundos. Alguns começam a ofender o outro com palavras tipo: Quando você agir como esposa, eu trato você como tal. Sem isso, terá o que merece. A esposa fica irritada com o egoísmo que tomou conta da relação e diz: Eu não agüento mais arrumar sua bagunça, peça para a sua mãe fazer para você e pronto.
Quando a relação em pouco tempo chega neste ponto, os desgastes serão absolutamente profundos e poderão gerar profundas cicatrizes tanto no rapaz como na moça.
O que fazer diante disto? O que fazer para não ficarmos no sonho da lua de mel? Como agir diante da realidade do dia-a-dia no casamento?
Sugiro algumas dicas que tenho tentado usar para o meu próprio casamento:

- Temos a necessidade do amor prático que nos ajuda a vencer o nosso ego:

Qual é o nosso problema de não amarmos?
Acredito que a causa é que não entendemos a dinâmica do amor. Não sabemos nos comunicar de forma eficaz para ver mudanças no cônjuge porque somos pessoas cujo ego não cabe no ser. Queremos tudo para nós mesmos, queremos que as pessoas façam o que é do nosso agrado. Queremos que o marido seja assim, porque crescemos vendo as coisas assim.
As pessoas se irritam com os respingos de pasta no espelho, com as camisas dobradas e não dependuradas, as pessoas se irritam com a toalha na cama ao invés de estar no banheiro. As pessoas se irritam facilmente porque não sabem amar sem obstáculos. Elas querem o que o ego manda e não o que a graça pede.
Os casais que caem na real e percebem que necessitam vencer o ego todos os dias prevalecem e só verão a separação no caixão (um dos lados) ou na segunda vinda do nosso mestre Jesus. As palavras de Paulo sobre o amor são significativas demais para nós como casais: O amor tudo suporta, tudo crê e tudo espera (I Cor. 13.7).
William Shakespeare diz: “O amor só é amor se não se dobra a obstáculos ou curva-se a vicissitudes. O amor é uma marca eterna que sofre as tempestades sem abalar-se. O amor é uma marca eterna".

- Tenhamos conversas com discernimento na Palavra:

Lembro de um pastor me perguntar uma vez: Alcindo, você está disposto a conversar com a Erika pelo resto da sua vida?
Esta pergunta é séria demais para nós, porque muitos não querem resolver suas pendências através do diálogo. Nós precisamos descobrir como ser uma influência positiva sobre nosso cônjuge. Ela vem através das boas palavras. O abuso verbal faz o casal perder a cabeça e palavras duras podem destruir o respeito, a confiança, a admiração e a intimidade. O que precisamos?
De uma palavra importante na relação: discernimento. Discernimento é sinônimo de bom senso, na visão mais profunda e abrangente de todos os acontecimentos que se protagonizam. Mais que conhecimento teórico, o discernimento é uma percepção espiritual que se alicerça no já vivenciado.
É impossível um casal viver uma vida de comunhão, de unidade, de convívio mútuo sem haver discernimento espiritual. Isto é imprescindível na vida daquele que é o cabeça do lar, o homem. Se um homem não for pessoa dotada do discernimento espiritual que a Palavra prescreve para a vida, ele não terá o respeito da sua esposa com submissão, ele não solucionará junto com a esposa os problemas de relacionamento.
Vemos que muitos homens se tornaram uma decepção para as suas esposas, pois, perderam o discernimento para tomar atitudes como pais, maridos e chefes do lar. Portanto, é preciso que haja uma busca da nossa parte como homens desta palavra tão importante no nosso vocabulário conjugal: discernimento.
O que o discernimento provoca?

• Com ele amamos mais,
• Com ele a brigamos menos.
• Com ele compreendemos melhor a esposa e aos filhos,
• Com ele glorificamos ao Pai Celestial.

Quais as dicas para nós?

• Pergunte para seu cônjuge: Que palavras ou atitudes têm sido nocivas?
• Em que tenho me omitido? Diga para o seu cônjuge: Por favor, mostre-me minhas fraquezas.

No livro Desafio de amar de Stephen e Alex Kendrick há uma frase: “O amor requer atenção dos dois lados – o tipo de atenção que constrói pontes da combinação de paciência, bondade e generosidade. Ele ensina a acertar o alvo, a respeitar e a apreciar a maneira única do seu cônjuge” (KENDRICK, Stephen & Alex. Desafio de amar. Bv Films, 2009, p. 18).

- Vivamos intensamente o casamento com o coração:

Há uma palavra de Paulo em Gl. 6.2 profunda demais para nos doar mais para o nosso casamento: Levai as cargas uns dos outros e assim, cumprireis a Lei de Cristo.
Viver intensamente a situação do próximo é levar estas cargas com sinceridade, afeição, amor, entrega, carinho e disposição. Às vezes, queremos ver as pessoas bem, felizes e recuperadas. Mas, falsamente muitos de nós fazemos algo pelo outro em função de nós mesmos. A direção de Deus para a vida é que nos doemos intensamente para o outro.
Acredito que Jacó é um modelo de doação para a sua amada. Ele queria tanto Raquel que a Bíblia diz que o trabalho de mais 7 anos por ela, pareceram poucos dias pelo muito que a amava (Gn. 29.20).
Henri Nouwen em seu livro Viver é ser amado diz: Ser escolhido é a base de ser amado (NOUWEN, Henri. Viver é ser amado. São Paulo: Paulinas, 1999, p. 43). Então somos escolhidos pelo eterno para amar o nosso cônjuge de todo o coração.

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Alcindo Almeida: é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil – formado em 01/07/1997 pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição. É um membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana da Lapa na cidade de São Paulo.

O fardo leve de Jesus

- Texto para meditar: Vocês estão cansados e enfastiados? Venham a mim! Andem comigo e irão recuperar a vida. Vou ensiná-los a ter descanso verdadeiro. Caminhem e trabalhem comigo que sou manso e humilde de coração. Aprendam os ritmos livres da graça! Não vou impor a vocês nada que seja muito pesado ou complicado demais. Sejam meus companheiros e aprenderão a viver com liberdade e leveza. Porque o meu fardo é leve e o meu jugo é suave (Mateus 11.28-30).


Um dia eu recebi um recado no e-mail de uma amiga. Ela começou dizendo que Deus fizera um milagre na sua vida. Depois de várias tentativas e um tratamento intenso para gravidez. Ela dizia com alegria que estava grávida. Sei do que ela estava falando e do fardo que esta amiga carregou no coração e na alma.
A nossa vida sempre é caracterizada pelos momentos em que carregamos um fardo. Carregamos os pesos que vêm sobre nós que são nossas lutas diárias da vida. É o fardo da mãe que tem seu filho envolvido com drogas. O pai que está confuso sobre qual mudança ele deve fazer no emprego. É o fardo da moça que está com 40 anos e não consegue um relacionamento sério para casamento. É o fardo da família que perdeu o pai novo com 60 anos por causa do tabaco! Enfim, são os fardos da depressão, da angústia, dos problemas financeiros, dos problemas de saúde e das crises existenciais que todos passamos. Esses fardos tiram o nosso chão na vida!
Jesus disse que o seu fardo era leve, mas não disse que deixaríamos de ter um fardo para carregar. Jesus disse que o seu jugo seria suave, mas não disse que não haveria um jugo (uma carga a ser levada). Ele não disse que não teríamos as nossas responsabilidades ao nos tornarmos os seus discípulos. Pelo contrário, ele disse que passaríamos tempos de grandes lutas e tribulações e obstáculos na vida.
Apesar de não ser fácil, o nosso mestre apresenta o convite estendido aos cansados e sobrecarregados oferecendo alívio divino para os que são tocados pela sua imensa graça e amor. Jesus morreu pelos nossos pecados e continua nos convidando para descansarmos nele diante das lutas e crises da vida. Ele nos convida para um tempo de refrigério no meio das nossas tristezas, decepções e tribulações complicadas da vida. Ele diz: Vocês estão cansados e enfastiados? Venham a mim!
O seu convite é estendido a todo aquele que se reconhece como pecador, e entende que não pode fazer nada sozinho. O convite é para aqueles que passam lutas e crises na vida e sabem que não há forças humanas para resistir. Saibamos que na jornada da vida necessitamos urgentemente da ajuda do alto, do socorro daquele que fez os céus e a terra. Gosto demais do que o escritor Max Lucado diz: “Você nunca saberá que Jesus é tudo o que você precisa, até que Jesus seja tudo o que você possua".
Jesus nos faz alguns convites na vida. E o primeiro convite é para:

Irmos a ele no meio do nosso cansaço e dor:

O convite dele é para lançarmos a nossa vida e coração sobre ele. Ele sabe o que é dor e padecimento como nos diz o profeta Isaías. Ele sofreu, padeceu dores profundas na cruz do Calvário em favor de nós pecadores. Então podemos ir até ele sem medo de voltar sem consolo e amparo. Ele ampara mesmo. O texto do Salmo 46 nos mostra onde devemos depositar, direcionar a nossa esperança, onde devemos nos ancorar: em Deus e mais ninguém. Portanto, só temos firme ancoragem em Deus. Tudo mais é completamente inseguro, vazio e vago.
O dinheiro não é o nosso refúgio. A nossa satisfação não é a nossa fortaleza. O prazer não traz socorro para nossa vida. Mas, somente Deus é o nosso refúgio, fortaleza e socorro bem presente na angústia, aquele que recupera a nossa vida.
Ficamos extremamente felizes e agradecidos a Deus por esta demonstração dele em nosso favor. Pois, não havia nenhum mérito em nós para que ele fosse o nosso refúgio. Mas, por causa do seu eterno amor e por causa da sua vontade soberana ele quis ser nosso refúgio, fortaleza e socorro bem presente na angústia.
O segundo convite é para:

Buscarmos alívio nele:

Jesus promete um alivio que é proveniente de paz, a paz que excede o nosso entendimento e guarda o nosso coração. Ele conhece toda a nossa estrutura e sabe quando estamos em tribulação. Há uma passagem num livro do Evangelho Lucas. Essa passagem mostra que quando Jesus se encontra com uma viúva de Naim, ele vê o seu sofrimento e dor.
Vejam que impacto profundo na vida desta mulher. Ela está carregando no seu coração uma desesperança profunda. Porque ela já havia perdido o seu marido e agora a única esperança de alegria era o seu filho deitado num caixão. Daí o Senhor da vida, esse que recupera vida e corações, vem e consola o seu coração aflito e angustiado. E diz para ela com o coração cheio de compaixão: Não chores. Isso traz alívio diante do choro e a dor de perda daquela mulher. O mestre divino – Jesus Cristo de Nazaré ainda faz isto hoje na nossa vida. Podemos acreditar nessa verdade!
O terceiro convite é para:

• Experimentarmos o jugo suave dele:

O jugo da servidão ao pecado proveniente da queda de Adão é um peso, pois promove cansaço e opressão em nossa vida. Para os filhos da ira não há descanso! Para os filhos da desobediência em Adão não há liberdade! Todos nasceram em sujeição ao pecado e vivem para o mundo sob a pena que lhes foi imposta: a morte.
Agora que andamos com Jesus não temos mais esse jugo espiritual para levar. O jugo suave de Jesus veio sobre nós e como diz o escritor aos Hebreus, ele nos livrou quando com medo da morte, estávamos por toda a vida sujeitos à servidão (Hebreus 2.15). O jugo de Jesus é suave e traz uma paz totalmente abundante e rica para o nosso coração. Jesus disse: Aprendam os ritmos livres da graça!
O quarto convite é para:


Aprendermos da mansidão, da humildade dele e experimentarmos o seu fardo leve:

Como é bom experimentar a mansidão do mestre. Como é bem experimentar a humildade dele em nós. Assim com toda certeza acharemos descanso para a nossa alma. Teremos humildade ao invés de soberba para buscar solução dos problemas nele e não em nossa própria força. Jesus disse: Caminhem e trabalhem comigo que sou manso e humilde de coração.
Diante da nossa dor não precisamos carregar o fardo sós. Ele nos ajuda porque o fardo dele é leve. Jesus é doce e amoroso para com aqueles que se rendem a ele. Ele é gracioso porque a graça é parte dele. Ele a demonstra para aqueles que estão exaustos e aflitos. Experimentemos o fardo do mestre Jesus!
As pessoas que estiveram com Jesus encontraram pontos de ancoragem para as suas almas agitadas pela tempestade. Elas descobriram que Jesus foi o único homem a andar na terra de Deus que afirmou ter uma resposta para as cargas dos homens. Qual foi a resposta? Venham a mim e aprenderão a viver com liberdade e leveza. Porque o meu fardo é leve e o meu jugo é suave.
Termino citando Timothy Keller: "A esperança mais profunda que podemos ter em Jesus é de sermos recebidos, por causa do seu sacrifício, pelo Pai de volta a nossa casa e ali celebrarmos convidados para o banquete do Senhor" .
Que o Eterno nos ajude a descansar todos os dias nele por meio da sua graça bondosa!

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Pr. Alcindo Almeida - membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana em Alphaville.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Temos um ego do tamanho da soberba

A grande verdade é que nos achamos melhores do que os outros. Então, para não ficar para trás, julgamos, medimos e condenamos as pessoas. Esse é o coração miserável que Jeremias fala no capítulo 19 do seu livro. Somos os justos cheios de justiça própria. Nós nos julgamos bom demais, e as vezes parece que Deus depende de nós de tão bons que somos. Somos algumas vezes parecidos com aqueles fariseus que viviam questionando o mestre em tudo o que ele dizia e fazia. Eles cuidavam tanto da vida dos outros e nem eram capazes de perceber o quanto eram perdidos na sua arrogância e justiça própria. Eles julgavam a mulher pecadora, mas eram piores do que ela. Eles julgaram Jesus por tomar um café na casa de Zaqueu, mas eram piores do que Zaqueu no coração e na mente. Nosso Deus! Que capacidade é essa de julgamos os outros e não olhar para nós mesmos e percebermos que somos tão pecadores e miseráveis como qualquer outro!
Que o Eterno na sua graça nos livre dessa arrogância!
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Alcindo Almeida

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O reflexo de Cristo em nós

Paulo mostra a realidade de fazermos parte de Cristo tanto na morte como na sua glória. Ele diz em Filipenses 3.21: Que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.
Qual a implicação desta verdade para nós?
É que a realidade da imagem e reflexo de Cristo em nós criam uma dinâmica na vida de tal forma que caminhamos para a glória de Cristo e não de nós mesmos. E só teremos uma compreensão maior acerca da glória de Cristo, quando compreendermos melhor a nossa necessidade de ser modelo, de ser exemplo do Reino de Cristo.
A implicação desta verdade para nós é que nós precisamos compreender que quando não imitamos a Cristo, imitamos a nós mesmos. Daí só há vazão para a idolatria na vida.
O reflexo da imagem, da glória de Deus através do seu Filho nos faz buscar o seu caráter na vida.
Somos o reflexo da imagem de Cristo aqui na terra. Carregamos a sua cruz. Carregamos a sua glória em todos os momentos da vida. Então a Palavra diz que devemos ser perfeitos como ele o é. Porque agora temos um pedaço dele em nós.
Respiramos o Filho. Temos a essência dele em nós pela obra do Espírito no coração. Temos a plenitude do Filho como Paulo mostra em Efésios 1.23. Temos agora o aperfeiçoamento dele em nós porque somos a imagem dele. Somos o reflexo dele.
E só não somos perfeitos de maneira total e completa porque o Filho não se manifestou ainda na sua segunda vinda. E ainda temos o peso do pecado dentro de nós. Mas, ele já atua em nós para que glorifiquemos o Pai Celestial através das nossas boas obras. Que não são nossas, elas são totalmente do Filho dentro de nós. Trabalhando no nosso caráter, na nossa conduta, no nosso procedimento.
A grande verdade é que amar a Deus é amá-lo tanto na aflição da cruz do seu Filho no Gólgota, como na sua glória e majestade. Louvado seja o Eterno Deus por esse presente dado a nós. Respiramos Cristo todos os dias da vida.
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Alcindo Almeida

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jean Vanier no seu livro O despertar do ser diz algo significativo:

“A comunhão está no âmago do mistério da nossa humanidade. Ela significa aceitar a presença do outro dentro de si e também aceitar o chamado recíproco para entrar dentro do outro. A comunhão implica a segurança e a insegurança da confiança , é uma luta constante contra todos os poderes do medo e do egoísmo dentro de nós” (VANIER, 2002, p. 35).

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Leituras no mês de agosto de 2011

LUCADO, Max. Na jornada com Cristo. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2011. Com certeza em algum momento da sua vida você já se questionou o porquê de trabalhar, estudar, se casar e formar uma família, ter dinheiro e bens materiais, entre tantos outros porquês. Questionamentos fazem parte da essência humana, mas fato é que não podemos passar anos e anos nesta terra, desfrutando do que temos de bom ou lutando para conquistar o mínimo de conforto, sem que haja um significado para tudo isso. Muita gente não sabe qual é o sentido da vida, ou o de sua própria existência. E você, sabe? Max Lucado quer ajudar você a descobrir não só um sentido para sua vida, mas também a melhor forma de vivê-la, para que alcance sua tão sonhada realização pessoal. As meditações apresentadas pelo autor oferecem inspiração e força para enfrentar as subidas, descidas e estradas tortuosas que encontrará em sua jornada. Contém 160 páginas.
 
LUCADO, Max. Sorria. 316 pensamentos para aquecer sua alma. São Paulo: Thomas Nelson, 2008. Em "Sorria", o leitor encontrará frases como a ajuda de Deus está próxima e sempre à disposição, mas é apenas concedida àqueles que a procuram ou escreva as preocupações de hoje na areia. Esculpa as vitórias de ontem em pedra. O livro apresenta uma nova perspectiva de esperança que irá colocar um sorriso no rosto mais triste e iluminar o dia mais sombrio. Com seu estilo caloroso e amigável, Max Lucado traz alegria e inspiração aos corações cansados. Em várias citações memoráveis, Lucado nos lembra que a esperança está no amor de Deus e na superação dos obstáculos. O encorajamento das palavras de Lucado é a garantia de que você poderá superar os desafios diários da vida. Contém 160 páginas.

SWINDOLL, Charles. Dia a dia com os heróis da fé. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2007. Moisés, Ester, José, Davi, Elias, Paulo e outros personagens notáveis da Bíblia poderão acompanhar você diariamente, inspirando pensamentos, palavras, decisões e atitudes com relatos sugestivos e reflexões motivadoras. Você escolhe o melhor momento de se reunir com essas pessoas para aprender a partir de suas histórias de fé e hesitação, coragem e medo, sabedoria e inépcia, amor e ódio, fidelidade e inconstância. Para intermediar esses encontros, ninguém melhor que Charles Swindoll, um dos grandes conhecedores da Bíblia Sagrada. Swindoll mostra como homens e mulheres da Bíblia lidaram com situações decisivas em sua vida e em que resultaram suas escolhas. A cada reflexão, ele identifica as experiências do passado com o cotidiano do ser humano moderno, sempre ancorado nos princípios e valores da Palavra de Deus. Contém 384 páginas.
 
PETERSON, Eugene H. Espiritualidade subversiva. São Paulo: Mundo Cristão, 2009. Espiritualidade: Peterson inicia afirmando que o livro de Marcos é fundamental para a espiritualidade cristã; trata da importância de se escutar a voz de Deus; ensina a trilha da verdadeira espiritualidade; fala sobre anjos e a função do seminário para a formação espiritual. Estudos bíblicos: Isaías, Jeremias, Apocalipse e a ressurreição são alguns dos temas trabalhados nesta parte do livro. Poesia: As bem-aventuranças interpretadas em forma poética. Leituras pastorais: Aqui, Peterson analisa o ministério pastoral: fala sobre a função do pastor, os perigos que ele corre por estar sob os holofotes, os falsos mestres que estão por aí como lobos em pele de cordeiro, e cita grandes nomes da teologia, a começar pelo apóstolo João. Conversas: Esta última parte reúne uma série de entrevistas, conversas, que diversas pessoas tiveram com o autor. É um mosaico composto de artigos, estudos, leituras e entrevistas que revelam quão indispensável é a teologia espiritual como fonte de renovação da cristandade. Contém 321 páginas.

NICHOLAS, David. O que fizeram do Evangelho? São Paulo: Z3 Editora, 2011. Um de seus livros, porém, vai continuar falando ao público brasileiro, trazendo uma importante mensagem para nossa reflexão. Seu livro acaba de ser lançado em português pela Z3 Editora com o título “O que fizeram do Evangelho?”. O livro é muito atual para o público brasileiro que vive um momento de reflexão acerca do papel da igreja neste contexto histórico. Pesquisas mostram que há muitas pessoas que chamam a si mesmas de cristãs e mesmo assim, não tem ideia no que crêem. Esta confusão pode ser resolvida entendendo que um verdadeiro discipulado começa com uma apresentação clara, completa, lógica e seqüencial das más e das Boas novas. Seguindo as lições e exemplos apresentados neste livro, o povo de Deus adquirirá confiança para que seja capaz de explicar claramente o plano de Deus de amor para um mundo carente. Contém 155 páginas.

LOPES, Rosther Guimarães. Como reagir diante das adversidades. Brasília, 2010. Uma reflexão sobre o Salmo 126 que nos ensina a viver na dependência do caráter de Deus mesmo no meio dos obstáculos da vida. Contém 58 páginas.

FOSTER, Richard J. & Emilie Griffin. Celebrando as 12 disciplinas espirituais. São Paulo: Editora Vida, 2010. As leituras dos clássicos espirituais apontam para um aquecimento do coração, um aprofundamento de nossa amizade com Jesus Cristo. Por isso, os editores, Emilie Griffin e Richard J. Foster, oferecem aqui recomendações para aprofundamento e análise da leitura, tornando este livro um companheiro indispensável ao longo de um ano. Em Celebrando as 12 disciplinas espirituais, você encontra meditações para uso individual e em grupo, perguntas e exercícios para discussão, o perfil de cada autor e uma reflexão pessoal escrita por Richard Foster. Cada personalidade e seleção destaca uma das 12 disciplinas espirituais de Celebração da disciplina, “um dos dez livros cristãos mais importantes do século XX. Contém 448 páginas.