Henri Nouwen aprendeu com um rapaz membro da comunidade Archer, chamado Adam. Nouwen disse: Mantenha seus olhos naquele que se recusa a transformar pedras em pão, que não pula de uma grande altura e abdica de governar com grande poder temporal. Mantenha seus olhos naquele que diz: Bem-aventurados são os pobres, os mansos, os que choram e aqueles que têm fome e sede de justiça; bem-aventurados são os misericordiosos, os pacificadores e aqueles que são perseguidos por causa da justiça. Mantenha seus olhos naquele que é pobre com os pobres, fraco com os fracos e rejeitado com os rejeitados. Aquele que fez essas coisas é a fonte de toda a paz.
Adam era um homem de 25 anos de idade que não consegue falar, não conseguia vestir-se, nem tirar a roupa, não poderia andar sozinho, não poderia comer sem ajuda. Ele não chorava nem ria. Apenas às vezes fazia contato com os olhos. As costas eram totalmente deformadas. Os movimentos dos braços e das pernas eram distorcidos. Ele sofria de severa epilepsia e, apesar de pesada medicação, raros dias se passavam sem ataques do grande mal. Às vezes, quando ficava subitamente rígido, emitia um gemido imenso. Em algumas ocasiões Henri Nouwen viu uma grande lágrima rolar por sua face.
Levava cerca de hora e meia para acordar Adam, tomava medicação, carregá-lo até ao seu banho, lavá-lo, barbeá-lo, escovar seus dentes, levá-lo à cozinha, dar-lhe o café da manhã, colocá-lo na sua cadeira de rodas e levá-lo até ao lugar onde passava a maior parte do dia com exercícios terapêuticos. Nouwen chegou a dizer: Não desisti de nada, ele insistiu. Sou eu, não o Adam, quem recebe os principais benefícios de nossa amizade.
As horas passadas com Adam, disse, deram-lhe uma paz interior tão satisfatória que fez com que a maioria de suas outras tarefas intelectuais parecesse enfadonha e superficial. No começo, quando se assentava com esse homem-criança desamparado, percebia como a busca do sucesso na academia e no ministério cristão era obsessiva e marcada pela rivalidade e pela competição. Adam lhe ensinara que o que nos torna humanos não está na nossa mente, mas no nosso coração, não é a nossa capacidade de pensar, mas a nossa capacidade de amar.
Impressionante a vida de Adam, ela ensinou Nouwen. Como precisamos aprender a cuidar dos necessitados, dos desamparados e dos esquecidos da vida. Como Paulo afirma: Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim. (Romanos 15:1-3)
Que Deus nos ajude nessa causa! (Alcindo Almeida)

Amém 🙏🏻
ResponderExcluirAmém 🙏🏻
ResponderExcluirÉ um puxão de orelha quem mandou ler kkkk precisa doer para aprender maravilhoso
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