As emoções sempre são ambivalentes. Elas são capazes de nos dominar, paralisar ou de nos estimular a realizar algo. Muitas vezes, não conseguimos entender bem as nossas emoções, não é por acaso que muitas vezes falamos que estamos com um misto de sentimentos. Geralmente, nas horas escuras da nossa vida, temos a impressão de carregar um peso de emoções dentro do ser.
Terminamos o ano bem assim, muitas emoções no nosso ser, sofremos com vários processos em 2020. Esse vírus trouxe uma série de mudanças em nós. Tivemos que aprender mais sobre nós mesmos, aprendemos que somos frágeis mesmo, aprendemos que somos muito, mas muito limitados. Aprendemos que investimos tempo e forças em vários detalhes que não acrescentam nada além de termos mais posses e mais coisas.
As emoções foram ao pico com toda certeza, vimos gente com mais depressão, com mais problema cardíaco, com mais problemas de saúde. Vimos gente explodindo no temperamento por causa do pavor diante da pandemia. Muita gente teve as emoções abaladas com um medo enorme da morte. E mais uma vez aprendemos que tudo tem um propósito estabelecido pelo Eterno Deus.
Acredito que precisamos começar esse ano com uma tónica na vida: temer a Deus e ama-lo sobre todas as coisas. O conselho de Salomão em Eclesiastes 12.13, é sério demais para cultivarmos uma espiritualidade sadia e profunda: De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. A somatória para a vida espiritual é temor somado a guardar os mandamentos do Eterno Deus.
Que Deus nos dê essa graça em 2021 de andar com temor diante dele, porque assim, fugiremos mais do pecado e do que desagrada a Ele. Com temor no coração guardaremos mais os mandamentos divinos. E poderemos experimentar cada vez mais a comunhão com a Trindade. (Alcindo Almeida)

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