Planos extraordinários

Ontem ao ler o final de Gênesis, quando Jacó abençoa seus filhos antes de morrer, percebi o quanto foi preciosa a parte que coube ao seu amado filho José. O texto sagrado afirma: José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro. Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel, pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas.

Jacó deve ter batido um papo profundo com José sobre tudo o que aconteceu com ele e a reflexão do velho patriarca foi: Os flecheiros lhe dão amarguraatiram contra ele e o aborrecem. No meio de todos os processos dolorosos, José recebeu amargura, ódio, rejeição e desprezo. Mas, como o seu próprio pai declarou na bênção: O arco de José, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó. José não permitiu que a murmuração, que o desespero tomassem conta da sua alma, porque o seu coração estava centrado em Deus. Ele sabia que algo de precioso aconteceria no meio de todas as angústias da sua alma. 
José sempre agiu com serenidade e honestidade nos relacionamentos que teve, mesmo quando era ofendido e desprezado. Ele sabia que Deus estava traçando um projeto divino para sua jornada cheia de dores e acidentes complicados. No meio dos obstáculos da nossa vida não percamos a confiança em Deus e nunca deixemos de acreditar que Ele tem os propósitos profundos e valiosos para nossa jornada. Não azedemos na vida e nem percamos a razão da nossa fé. Todas as questões da nossa vida não acontecem por acaso, mesmo as tristes, têm planos extraordinários na eternidade sendo traçados como aconteceu na vida desse moço de Deus. 
José foi sadio na sua espiritualidade mesmo sofrendo os mais terríveis processos de angustia e abandono, mas nunca perdeu de vista a graça de Deus. Imitemos esse tipo de Cristo chamado José! (Alcindo Almeida)

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