Escravos do poder

Bem, sabemos que esse negócio do poder, da onipotência do poder passou a fazer parte da raça humana lá no Éden, quando nossos primeiros pais foram seduzidos pela fala da serpente: Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. 
Desde esse momento, vivemos a crise de buscar o poder em tudo o que fazemos. Gostamos de mostrar para os outros que podemos, que somos melhores em alguma coisa. Gostamos de nos aparecer com as conquistas. Esse mal do Éden abriu as portas para o surgimento do EU de seres humanos. Agora, vivemos a luta constante de derrubar com os golpes da graça todos os pontos do eu que querem abraçar o poder. 
O mestre Michel Foucault, trata da questão do poder e diz que “é fundamental não tomar o poder como um fenômeno de dominação maciço e homogêneo de um indivíduo sobre os outros, de um grupo sobre os outros, de uma classe sobre as outras, mas ter bem presente que o poder – desde que não seja considerado de muito longe – não é algo que se divida entre aqueles que o possuem e o detêm exclusivamente e aqueles que não o possuem e lhe são submetidos.”
Precisamos tomar cuidado com o poder, porque ele nos deixa escravos de nós mesmos. Ele nos faz buscar algo que é para o eu e não para os outros. O poder nunca pode ser de um só. Precisamos buscar a graça de dividir, de andar com o outro. Uma pessoa que só domina, que retém tudo para si, fica ensimesmada e escrava dos desejos próprios. Por isso, Paulo disse: Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. (Alcindo Almeida)

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