- Texto para meditar: Tão certo como vive Deus, que me tirou o direito, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma, enquanto em mim estiver a minha vida, e o sopro de Deus nos meus narizes, nunca os meus lábios falarão injustiça, nem a minha língua pronunciará engano. Longe de mim que eu vos dê razão! Até que eu expire, nunca afastarei de mim a minha integridade. À minha justiça me apegarei e não a largarei; não me reprova a minha consciência por qualquer dia da minha vida (Jó 27.2-6).
Lembro-me de um filme jóia A Letra Escarlate. É uma estória que deixou marcas na literatura americana. O filme se baseia no romance de Nathaniel Hawthorne, que tem o mesmo título. Havia uma mulher determinada, forte, destemida, moderna. Com essas características, a senhora Prynne chocava a sociedade local. Não se preocupava em cobrir a cabeça ou o colo. Possuía conhecimento “de homem”, argumentava com qualquer um que tentasse impor-lhe regras descabidas. Essas atitudes escandalizavam os outros moradores da pequena cidade que a olhavam com censura. Ela realmente causava frisson na opinião pública da Nova Inglaterra.
Os homens achavam que a mulher liberada que chocasse a sociedade por pensar por conta própria, só poderia ser alguém sem recato, vista apenas como objeto de prazer sexual. Essa atitude masculina pode ser observada na cena em que um homem respeitado tenta beijar à força a personagem principal, interpretada por Demi Moore.
Hester Prynne deu-lhes o que precisavam: o adultério com um dos reverendos da cidade. Assim, o seu pecado tornou-se a principal razão dos males que assolavam aquela sociedade, justificando atitudes de discriminação, preconceito, injustiça e intolerância.
E os homens religiosos daquela cidade condenaram aquela mulher condenada por ter vivido um relacionamento adúltero com o reverendo Arthur Dimmesdale, essa mulher é obrigada a usar em sua roupa uma letra A de adultério bordada em vermelho, símbolo de sua vergonha. Todos se achavam totalmente justos diante daquela mulher e diante de Deus.
Interessante observarmos o que Glenio Fonseca Paranaguá disse no seu livro O crime da letra Jó – a história da justiça injustificada na salvação da alma justa:
“A queixa que evidencia a injustiça sofrida é um sintoma da dor que golpeia a alma, mas essa lamúria constante confirma uma atitude de sofredor crônico escravizado pela sua própria justiça. A justiça própria é o principal responsável pelos sentimentos mais azedos e pelas lembranças mais amargosas que uma alma pode nutrir. Jó viveu no isolamento dos aflitos na maior parte do seu livro. A agonia de Jó era porque ele não se via infrator. E de fato essa pessoa notável não tinha violado qualquer lei divina. A sua dor se expressava nessa indagação: Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado Jó 13.23” (PARANAGUÁ, Glenio Fonseca. O crime da letra Jó – a história da justiça injustificada na salvação da alma justa. Londrina: Ide, 2009, p.33).
Percebemos que o ser humano cheio de si mesmo não é capaz de perceber o seu orgulho. Vejam neste texto como Jó se consome com o seu amor-próprio. A patologia da soberba está mais do que evidente aqui. Jó não percebe e se baseia totalmente na sua própria justiça. E diz que se apegará a ela e não a largará. Ele diz que nunca afastará dele a sua integridade.
Parece-me que várias vezes temos a mesma postura que Jó, achamos que somos totalmente justos e as pessoas são injustas diante de nós. Quando acontece algo estranho na nossa vida, questionamos Deus e perguntamos a ele porque permite tal fato ou situação na nossa vida.
Sejamos bem francos, somos arrogantes demais. Achamos que a nossa justiça é correta e pode gritar a qualquer momento reivindicando os direitos dela. Só que Isaías nos ensina que a nossa justiça é como um trapo de imundícia e se Deus não colocar a justiça dele em nós por meio do seu Filho, o justo, estamos completamente condenados.
Então busquemos a justificação em Jesus e não nos baseemos jamais em nossa justiça própria.
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Lembro-me de um filme jóia A Letra Escarlate. É uma estória que deixou marcas na literatura americana. O filme se baseia no romance de Nathaniel Hawthorne, que tem o mesmo título. Havia uma mulher determinada, forte, destemida, moderna. Com essas características, a senhora Prynne chocava a sociedade local. Não se preocupava em cobrir a cabeça ou o colo. Possuía conhecimento “de homem”, argumentava com qualquer um que tentasse impor-lhe regras descabidas. Essas atitudes escandalizavam os outros moradores da pequena cidade que a olhavam com censura. Ela realmente causava frisson na opinião pública da Nova Inglaterra.
Os homens achavam que a mulher liberada que chocasse a sociedade por pensar por conta própria, só poderia ser alguém sem recato, vista apenas como objeto de prazer sexual. Essa atitude masculina pode ser observada na cena em que um homem respeitado tenta beijar à força a personagem principal, interpretada por Demi Moore.
Hester Prynne deu-lhes o que precisavam: o adultério com um dos reverendos da cidade. Assim, o seu pecado tornou-se a principal razão dos males que assolavam aquela sociedade, justificando atitudes de discriminação, preconceito, injustiça e intolerância.
E os homens religiosos daquela cidade condenaram aquela mulher condenada por ter vivido um relacionamento adúltero com o reverendo Arthur Dimmesdale, essa mulher é obrigada a usar em sua roupa uma letra A de adultério bordada em vermelho, símbolo de sua vergonha. Todos se achavam totalmente justos diante daquela mulher e diante de Deus.
Interessante observarmos o que Glenio Fonseca Paranaguá disse no seu livro O crime da letra Jó – a história da justiça injustificada na salvação da alma justa:
“A queixa que evidencia a injustiça sofrida é um sintoma da dor que golpeia a alma, mas essa lamúria constante confirma uma atitude de sofredor crônico escravizado pela sua própria justiça. A justiça própria é o principal responsável pelos sentimentos mais azedos e pelas lembranças mais amargosas que uma alma pode nutrir. Jó viveu no isolamento dos aflitos na maior parte do seu livro. A agonia de Jó era porque ele não se via infrator. E de fato essa pessoa notável não tinha violado qualquer lei divina. A sua dor se expressava nessa indagação: Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado Jó 13.23” (PARANAGUÁ, Glenio Fonseca. O crime da letra Jó – a história da justiça injustificada na salvação da alma justa. Londrina: Ide, 2009, p.33).
Percebemos que o ser humano cheio de si mesmo não é capaz de perceber o seu orgulho. Vejam neste texto como Jó se consome com o seu amor-próprio. A patologia da soberba está mais do que evidente aqui. Jó não percebe e se baseia totalmente na sua própria justiça. E diz que se apegará a ela e não a largará. Ele diz que nunca afastará dele a sua integridade.
Parece-me que várias vezes temos a mesma postura que Jó, achamos que somos totalmente justos e as pessoas são injustas diante de nós. Quando acontece algo estranho na nossa vida, questionamos Deus e perguntamos a ele porque permite tal fato ou situação na nossa vida.
Sejamos bem francos, somos arrogantes demais. Achamos que a nossa justiça é correta e pode gritar a qualquer momento reivindicando os direitos dela. Só que Isaías nos ensina que a nossa justiça é como um trapo de imundícia e se Deus não colocar a justiça dele em nós por meio do seu Filho, o justo, estamos completamente condenados.
Então busquemos a justificação em Jesus e não nos baseemos jamais em nossa justiça própria.
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Alcindo Almeida
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