- Texto para meditar: Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida (Provérbios 4:23)
Um fato inédito e surpreendente foi relatado recentemente pela revista científica “Lancet”, na Inglaterra. O coração de uma garota britânica (Hannah Clark), que funcionou durante quase 11 anos acoplado a outro coração transplantado, recuperou-se totalmente após “descansar” durante todo esse tempo. E mais, o coração que havia sido transplantado foi retirado, e as funções do coração doente foram totalmente normalizadas, podendo trabalhar por conta própria, inclusive sem uso de qualquer medicamento.
No período entre o diagnóstico de insuficiência cardíaca aos oito meses, seu transplante aos 11 meses de vida, e a retirada do coração transplantado há três anos, a garota ainda venceu um câncer que se manifestou aos sete anos de idade, cujos tumores desenvolveram-se por causa das drogas utilizadas regularmente para evitar uma provável rejeição ao coração transplantado, e que tem uma taxa de mortalidade de 80%. Hoje ela está recuperada, inclusive do tumor.
Os médicos ainda não sabem que mecanismos permitiram a recuperação e cura do coração doente da garota.
Poderia dizer que o coração, não só neste caso, é um grande mistério. O profeta chega a dizer que “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jeremias 17:9).
Fico me perguntando: “Onde está o meu coração?” “O que tem motivado e impelido o meu coração?”
Brennan Manning (autor americano formado em Teologia e Filosofia; autor de vários livros, entre eles: “O Evangelho maltrapilho”, “O impostor que vive em mim” e “Convite à loucura”), escreveu: “O coração intocado é um dos mistérios escuros da existência humana. Ele pulsa sem paixão nos seres humanos com mentes preguiçosas, atitudes apáticas, talentos enterrados e esperanças sufocadas. Essas pessoas parecem nunca conseguir ultrapassar a superfície da vida. Morrem antes de aprender a viver”.
Corremos, sim, o risco de morrermos antes de aprendermos a viver. Antes de conhecermos o nosso coração.
Que tipo de coração é o seu? Que tipo de coração é o meu?
Gostaria de convidá-lo a um check-up. Depois dessa avaliação e dos tipos propostos, avalie-se e construa suas decisões:
I - UM CORAÇÃO ENDURECIDO
É o que caracteriza aquele coração que pode até estar perturbado e inquieto com as coisas ao seu redor, mas permanece duro e insensível.
A rotina do dia a dia e da vida o insensibilizou. Não consegue abrir sulcos na sua alma, e nenhuma sensibilidade existe.
John Mackay (teólogo escocês, autor de “A ordem de Deus e a desordem do homem”) disse que “para muitos homens, o mais sério de todos os problemas é não perceber nenhum deles”.
É estar ensimesmado, satisfeito consigo mesmo, agarrado ao hábito, escravo da rotina, orgulhoso de suas crenças ou da ausência delas, consumidos pelo prazer (visão hedonista, voltada apenas para a realização e os prazeres da vida), sem nenhum desejo de se comprometer, a não ser consigo mesmo.
II - UM CORAÇÃO SUPERFICIAL
É aquele coração que age sempre de forma irrefletida, tempestiva, fruto do calor do momento. É pura emoção e não reflexão.
A emoção é um elemento importantíssimo na vida, mas só ela não basta. Ela precisa ser oriunda de um entendimento e da experiência.
Assim, vemos muitas pessoas agindo levianamente, porque abraçam com alegria o que não entendem, apenas pela novidade da idéia, ou para agradar quem a trouxe. São sempre volúveis e viram conforme sopra o vento.
O nosso mundo está repleto de gente assim. A nossa sociedade tem-se caracterizado por pessoas que agem e reagem superficialmente. Não tem profundidade, perseverança, nem agem por princípios.
III - UM CORAÇÃO OCUPADO
Parece que manter-se ocupado, agenda cheia, sem tempo para nada, tornou-se sinônimo de competência, eficiência, bem-estar, realização, sucesso, etc.
Nossas agendas nos consomem e dominam. As preocupações do dia a dia, as ilusões do sucesso, da riqueza, das ambições pessoais nos devoram. São vozes que nos falam mais alto.
Parece que as glórias do mundo ao nosso redor são mais importantes que pessoas ou relacionamentos.
IV - UM CORAÇÃO SAUDÁVEL E FRUTÍFERO
Salomão escreveu: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).
O coração determina o que você faz, quem você é, e como você vive.
Onde estiver o seu coração, ali estará você. Para onde ele inclinar-se é que você vai. O que ocupa o seu coração é que determina a sua vida.
Concluindo,
Crie um coração cheio de expectativas saudáveis. Para você e sua vida; para sua família; para seus relacionamentos interpessoais; para você e sua esposa(o); para você e seus filhos (pais); para seus sonhos profissionais. Tome iniciativa e crie coragem para ser gente de fé.
“Fé não e o apego a um santuário, mas uma peregrinação infindável do coração. Espera audaciosa, planos ousados, um ímpeto inundando o coração, invadindo a mente – tudo isso e o impulso que nos leva a amar aquEle que toca o nosso coração como um sino”. Abraham Heschel (rabino austro-americano).
Busque a fonte de toda vida: Deus. Dê a Ele a oportunidade de dar a você uma vida abundante e transformar o seu coração.
Bob Pierce, jornalista cristão, fundador da World Vision (Visão Mundial, 1950), presente em cerca de 100 países, há 36 anos no Brasil, falando sobre a necessidade de termos um coração sensível, disse: “Senhor, que meu coração se sensibilize com aquilo que parte o teu coração”.
Deixe-se inundar pelo amor de Deus em seu coração, e a vida será diferente, pois, diferentemente dos médicos da garota mencionada acima, Deus sabe todos os mecanismos para transformar e curar o seu e o meu coração.
Que Deus o abençoe rica e abundantemente.
Um fato inédito e surpreendente foi relatado recentemente pela revista científica “Lancet”, na Inglaterra. O coração de uma garota britânica (Hannah Clark), que funcionou durante quase 11 anos acoplado a outro coração transplantado, recuperou-se totalmente após “descansar” durante todo esse tempo. E mais, o coração que havia sido transplantado foi retirado, e as funções do coração doente foram totalmente normalizadas, podendo trabalhar por conta própria, inclusive sem uso de qualquer medicamento.
No período entre o diagnóstico de insuficiência cardíaca aos oito meses, seu transplante aos 11 meses de vida, e a retirada do coração transplantado há três anos, a garota ainda venceu um câncer que se manifestou aos sete anos de idade, cujos tumores desenvolveram-se por causa das drogas utilizadas regularmente para evitar uma provável rejeição ao coração transplantado, e que tem uma taxa de mortalidade de 80%. Hoje ela está recuperada, inclusive do tumor.
Os médicos ainda não sabem que mecanismos permitiram a recuperação e cura do coração doente da garota.
Poderia dizer que o coração, não só neste caso, é um grande mistério. O profeta chega a dizer que “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jeremias 17:9).
Fico me perguntando: “Onde está o meu coração?” “O que tem motivado e impelido o meu coração?”
Brennan Manning (autor americano formado em Teologia e Filosofia; autor de vários livros, entre eles: “O Evangelho maltrapilho”, “O impostor que vive em mim” e “Convite à loucura”), escreveu: “O coração intocado é um dos mistérios escuros da existência humana. Ele pulsa sem paixão nos seres humanos com mentes preguiçosas, atitudes apáticas, talentos enterrados e esperanças sufocadas. Essas pessoas parecem nunca conseguir ultrapassar a superfície da vida. Morrem antes de aprender a viver”.
Corremos, sim, o risco de morrermos antes de aprendermos a viver. Antes de conhecermos o nosso coração.
Que tipo de coração é o seu? Que tipo de coração é o meu?
Gostaria de convidá-lo a um check-up. Depois dessa avaliação e dos tipos propostos, avalie-se e construa suas decisões:
I - UM CORAÇÃO ENDURECIDO
É o que caracteriza aquele coração que pode até estar perturbado e inquieto com as coisas ao seu redor, mas permanece duro e insensível.
A rotina do dia a dia e da vida o insensibilizou. Não consegue abrir sulcos na sua alma, e nenhuma sensibilidade existe.
John Mackay (teólogo escocês, autor de “A ordem de Deus e a desordem do homem”) disse que “para muitos homens, o mais sério de todos os problemas é não perceber nenhum deles”.
É estar ensimesmado, satisfeito consigo mesmo, agarrado ao hábito, escravo da rotina, orgulhoso de suas crenças ou da ausência delas, consumidos pelo prazer (visão hedonista, voltada apenas para a realização e os prazeres da vida), sem nenhum desejo de se comprometer, a não ser consigo mesmo.
II - UM CORAÇÃO SUPERFICIAL
É aquele coração que age sempre de forma irrefletida, tempestiva, fruto do calor do momento. É pura emoção e não reflexão.
A emoção é um elemento importantíssimo na vida, mas só ela não basta. Ela precisa ser oriunda de um entendimento e da experiência.
Assim, vemos muitas pessoas agindo levianamente, porque abraçam com alegria o que não entendem, apenas pela novidade da idéia, ou para agradar quem a trouxe. São sempre volúveis e viram conforme sopra o vento.
O nosso mundo está repleto de gente assim. A nossa sociedade tem-se caracterizado por pessoas que agem e reagem superficialmente. Não tem profundidade, perseverança, nem agem por princípios.
III - UM CORAÇÃO OCUPADO
Parece que manter-se ocupado, agenda cheia, sem tempo para nada, tornou-se sinônimo de competência, eficiência, bem-estar, realização, sucesso, etc.
Nossas agendas nos consomem e dominam. As preocupações do dia a dia, as ilusões do sucesso, da riqueza, das ambições pessoais nos devoram. São vozes que nos falam mais alto.
Parece que as glórias do mundo ao nosso redor são mais importantes que pessoas ou relacionamentos.
IV - UM CORAÇÃO SAUDÁVEL E FRUTÍFERO
Salomão escreveu: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).
O coração determina o que você faz, quem você é, e como você vive.
Onde estiver o seu coração, ali estará você. Para onde ele inclinar-se é que você vai. O que ocupa o seu coração é que determina a sua vida.
Concluindo,
Crie um coração cheio de expectativas saudáveis. Para você e sua vida; para sua família; para seus relacionamentos interpessoais; para você e sua esposa(o); para você e seus filhos (pais); para seus sonhos profissionais. Tome iniciativa e crie coragem para ser gente de fé.
“Fé não e o apego a um santuário, mas uma peregrinação infindável do coração. Espera audaciosa, planos ousados, um ímpeto inundando o coração, invadindo a mente – tudo isso e o impulso que nos leva a amar aquEle que toca o nosso coração como um sino”. Abraham Heschel (rabino austro-americano).
Busque a fonte de toda vida: Deus. Dê a Ele a oportunidade de dar a você uma vida abundante e transformar o seu coração.
Bob Pierce, jornalista cristão, fundador da World Vision (Visão Mundial, 1950), presente em cerca de 100 países, há 36 anos no Brasil, falando sobre a necessidade de termos um coração sensível, disse: “Senhor, que meu coração se sensibilize com aquilo que parte o teu coração”.
Deixe-se inundar pelo amor de Deus em seu coração, e a vida será diferente, pois, diferentemente dos médicos da garota mencionada acima, Deus sabe todos os mecanismos para transformar e curar o seu e o meu coração.
Que Deus o abençoe rica e abundantemente.
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Pr. Hilder C Stutz
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