-Texto para meditar: Então os servos do rei que estavam à porta do rei disseram a Mardoqueu: Por que transgrides a ordem do rei?E sucedeu que, dizendo-lhe eles isso dia após dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã, para verem se o procedimento de Mardoqueu seria tolerado;pois ele lhes tinha declarado que era judeu.Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor.Mas, achou pouco tirar a vida somente a Mardoqueu;porque lhe haviam declarado o povo de Mardoqueu. Por esse motivo Hamã procurou destruir todos os judeus, o povo de Mardoqueu, que havia em todo o reino de Assuero (Ester 3.3-6).Você já parou para avaliar alguns fatos da sua vida e vem sempre uma pergunta: Isto é um acaso? Acredito que a vida não é feita de acasos, mas da providência divina em todos os aspectos.
O livro de Ester consta a ausência do nome de Deus. Embora seja verdade que Deus não é mencionado diretamente, parece haver no texto hebraico quatro casos distintos de acrósticos do Tetragrama, as letras iniciais de quatro palavras sucessivas que formam YHWH. Estas iniciais são destacadas de modo especial em pelo menos três manuscritos hebraicos antigos, e são também marcadas na Massorá com letras vermelhas.
Há dois personagens muito importantes no livro: Ester e Mordecai. Tanto um como o outro experimentam aquilo que chamamos de providência divina. Mas, parece acaso. E quando lemos o texto sagrado percebemos a evidência de que Mordecai tanto aceitava a lei de Deus como a obedecia. Mordecai negou-se a curvar-se para honrar um homem que provavelmente era amalequita.
A expressão de Mordecai em Ester 4.14 indica que aguardava uma libertação da parte de Deus e que tinha fé na direção divina do inteiro curso dos eventos. Lemos também acerca do jejum de Ester, junto com a ação similar dos demais judeus, durante três dias, antes de estar diante do rei, e isto indica confiança em Deus (Ester 4.16).
No espaço em que lemos esta história magnífica percebemos que os fatos parecem acasos, mas não são. Parece que as questões que se levantam são meras coincidências, mas não são. São sim, a providência do divino. Em palavras como: Irei ter com o rei, ainda que é contra lei. Se perecer, pereci. Vemos a providência extraordinária de Deus no Livro.
Neste Livro aprendemos e vemos a história de uma moça judia que substitui a rainha Vasti no reinado persa de Assuero (CHAMPLIN, R. N. Comentário de I Samuel. São Paulo: Hagnos, 2001, Vol. 3, p. 1825).
Para resumir a história tornou-se rainha dentro da providência divina para interceder pelo povo de Israel que estavam naquele lugar. E seu tio foi um instrumento precioso de Deus para ajudar Ester nesta tarefa. Mardoqueu é o homem que não perde jamais os princípios de Deus no seu coração e vê em medida exata que sua vida não é acaso, é providência mesmo!
Não é acaso que a rainha Vasti foi deposta (1.1-22). Ela foi deposta para Ester tornar-se rainha e ser o instrumento da graça divina para salvação do povo judeu (2.1-23).
A conspiração de Hamã (3.1–5.14) por ficar cheio de furor, e, ao descobrir que Mordecai é judeu, vê nisto a grande oportunidade de se livrar de Mordecai e de todos os judeus de uma vez por todas. Lança-se a sorte (pur) para determinar um bom dia para aniquilar os judeus.
Hamã, valendo-se do seu favor junto ao rei, acusa os judeus de serem anárquicos e pede que a destruição deles seja ordenada por escrito. Hamã oferece uma contribuição de 10.000 talentos de prata (o equivalente a cerca de US$ 66.060.000) para financiar a matança. O rei consente, e enviam-se a todo o império ordens escritas seladas com o anel do rei, marcando o dia 13 de Adar para o genocídio dos judeus.
Ao saberem da lei, Mordecai e todos os judeus pranteiam com cinzas. Há jejum, e choro, e lamento. (Est. 4.3) O que pela providência e não por acaso Ester é informada por Mordecai sobre a situação crítica dos judeus. E dentro desta providência sem ver o rei a um mês, ela comparece perante o rei sem ser convidada. O que seria sinal de morte.
Ester comparece diante do rei, vestida de seus mais requintados trajes reais. Não por acaso, mas por providência, ela obtém favor aos olhos dele, de modo que este lhe estende o cetro de ouro, poupando-lhe a vida. Ela convida então o rei e Hamã para um banquete. Durante o banquete, o rei insta-a a revelar seu pedido, assegurando-lhe de que será concedido, “até a metade do reinado”, após o que ela convida os dois para outro banquete no dia seguinte (5.6).
Hamã sai alegre. Mas, junto ao portão da casa do rei se acha Mordecai! Este se recusa outra vez a prestar honra a Hamã ou a tremer diante dele. A alegria de Hamã transforma-se em furor. Sua esposa e seus amigos sugerem que ele construa um madeiro de 50 côvados (22,3 metros) de altura e obtenha uma ordem do rei para enforcar Mordecai nele. Hamã manda construir a estaca imediatamente.
Não é por acaso que acontece a inversão na situação (6.1–7.10). Naquela noite, o rei não conseguia dormir, seria um acaso? Ele manda que lhe seja trazido e lido o livro dos registros e descobre que não recompensou a Mordecai por salvar sua vida.
Mais tarde, o rei indaga sobre quem está no pátio. É Hamã, que veio pedir ao rei autorização para executar Mordecai. O rei pergunta a Hamã sobre como deve ser honrado alguém de quem o rei se agrada. Hamã, bobo e ingênuo, imaginando que o rei pensava nele, delineia um pródigo programa de honras. Mas, a palavra do rei foi: Faze assim a Mordecai, o judeu! (6.10). Que providência extraordinária! Porque Mordecai não fez absolutamente nada, apenas não se prostrou diante de Hamã.
Agora o inimigo Hamã não tem alternativa, senão, vestir a Mordecai de esplendor régio, colocá-lo no cavalo do rei e conduzi-lo pela praça pública da cidade, clamando diante dele. Que situação não! Seria acaso? Jamais é providência divina!
O mau Hamã agora totalmente humilhado e desonrado por um judeu, se apressa em ir para casa, pranteando. Sua esposa e seus amigos não têm nenhum consolo a oferecer. A idéia na fala dos familiares de Hamã é que ele está condenado porque mexeu com uma pessoa de Deus que não vive os acasos, e sim, a providência divina!
Agora é hora de Hamã comparecer ao banquete com o rei e Ester. A rainha declara que ela e seu povo foram vendidos para serem destruídos. Quem se atreveu a perpetrar tal iniqüidade? Ester diz: O homem, o adversário e inimigo, é este mau Hamã (7.6).
O rei se levanta enfurecido e sai para o jardim. Hamã, sozinho com a rainha, implora que lhe poupe a vida, e o rei, ao retornar, fica ainda mais furioso ao ver Hamã sobre o leito da rainha. Sem demora, ordena que Hamã seja enforcado no mesmo madeiro que Hamã havia preparado para Mordecai!.
O que acontece?
Mordecai é promovido, os judeus são libertados. Como? Segundo a providência divina (8.1–10.3). O rei dá a Ester todos os pertences de Hamã. Ester informa a Assuero seu parentesco com Mordecai, a quem o rei promove à posição anteriormente ocupada por Hamã, dando-lhe o anel com o sinete real. Pela providência divina acontece a anulação do decreto escrito de destruição dos judeus.
O texto de termina assim: Mordecai foi o segundo depois do rei Assuero e grande para com os judeus,e estimado pela multidão de seus irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalho para a prosperidade de todo o povo da sua raça (Ester 10.3).
Deus está no centro de tudo, ele está nos vendo em todo o tempo. Ele é o mesmo Deus da providência na vida de Mordecai. Ele não precisou fazer nada, mover uma palha para ser lembrado. Simplesmente ele fez o seu papel de servo de Deus protegendo a vida do rei. E no momento da providência divina, ele foi lembrado de maneira profunda e honrosa.
Isto não é acaso, isto é providência divina!
________________
Isto não é acaso, isto é providência divina!
________________
Pr. Alcindo Almeida
Nenhum comentário:
Postar um comentário