sábado, 29 de dezembro de 2007

Tenhamos uma espiritualidade viva





Espiritualidade viva é mais que viver física, intelectual ou emocionalmente. Espiritualidade viva envolve todo o processo de depender exclusivamente de Deus (NOUWEN, Cartas a Marc sobre Jesus. São Paulo: Loyola, 1999, p. 11).
É esta espiritualidade viva que tem faltado em nossa vida para entendermos o centro da nossa humanidade diante do criador. Esta espiritualidade viva tem todo o propósito e direção para a vida. Essa espiritualidade viva tem a ver com o coração da existência. É um coração que entende os sentimentos com a direção de Deus. Um coração que anda em função do tempo de Deus. E a verdade é que não temos vivido essa espiritualidade como centro em nossa vida e, por isso, não entendemos as vezes, a realidade do Reino de Deus.
Vivemos no tempo chamado “agora”. O tempo do controle remoto que quer as coisas para já e nunca para amanhã. Vivemos no tempo em que criamos instituições cristãs absolutamente tecnológicas e não vivas pela fé.
O tempo humano nos torna sul real. Então precisamos voltar para a nossa humanidade e ver que corre sangue em nossa veia e que o Deus a quem servimos é o doador desse sangue. Quanto mais frenéticos e agitados pelo tempo agora, mais nos distanciamos da realidade da espiritualidade do coração. Quanto mais tecnológicos, menos espirituais somos.
É preciso ter uma espiritualidade viva que contempla Deus e suas obras. Quando olhamos para a vida de Moisés vemos que a marca fundamental da vida dele era sua intimidade com Deus. O texto o descreve como alguém que falava com Deus face a face (Ex 33.11). Foi exatamente esta marca que fez de Moisés um profeta singular e alguém cuja espiritualidade era absolutamente viva e profunda.
Que Deus nos ajude a entender essa realidade espiritual em nome de Jesus.

Alcindo Almeida

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