quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Sejamos pessoas simples e que reconhecem as limitações



- Texto para reflexão: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar" (II Cron. 7.14).

Há uma pessoa que marca a história humana. Esse homem é real e não é mentira. O nome dele é Frank Laubach. Ele viveu 85 anos e morreu no dia 11 de junho de 1970. Ele viveu um cristianismo como jamais vimos. Foi um dos cristãos que mais viajou e ficou conhecido em quase todos os lugares da terra. Inúmeras honras foram concedidas a ele. Escreveu mais de 50 livros que tiveram influência de escola mundial. Mas, quando ele recebeu o prêmio de homem do ano, as suas humildes palavras foram: O Senhor não quer contar os meus troféus, mas minhas cicatrizes no Reino dele” (LAUBACH, 2004, p. 18).
Quando Deus convida o povo de Israel ele espera essa humildade, esse reconhecimento das limitações e impotência do seu povo em seguir a jornada sozinho. Deus nos convida hoje para cuidarmos do seu jardim reconhecendo a nossa limitação e impotência. Como precisamos nos humilhar na presença dele como fazia Davi. Davi dizia: Ainda que o Senhor é excelso, contudo atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe (Salmo 138.6). Salomão dizia: Ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes (Pv. 3. 34). A soberba do homem o abaterá; mas o humilde de espírito obterá honra humildes (Pv. 29. 23).
Como precisamos de humildade no cuidado do jardim de Deus. Somos limitados e não conseguimos cuidar do imenso jardim de Deus. Sejamos francos diante da nossa prepotência. Como presbiterianos nos achamos os mais sábios na Palavra, os mais preparados para a pregação. Só que os pentecostais mesmo com pouco preparo fazem muito no jardim de Deus. Os Batistas e assembleianos fazem muito no cuidado do jardim de Deus.
Queremos cuidar do jardim de Deus? Sejamos simples e reconheçamos que não conseguimos sozinhos. É a idéia de um ajudando ao outro. É como a experiência de um amigo que recebeu a notícia na primeira quinta-feira de julho que não podia ter filhos. Ele disse para mim que ficou meio chocado com a notícia. Mas, foi para a presença de Deus e disse para sua esposa: "Quem dá a última palavra é Deus". No dia seguinte, sexta-feira de manhã, indo para o trabalho ouvia o cântico: Deus de promessas mais de 10 vezes e ia falando com o Pai e dando graças e dizendo que queria estar no centro da vontade dele. E ele disse que o cântico lhe dava uma esperança no coração. Quando foi na sexta-feira à tarde a Adriana foi fazer um exame e para a surpresa dele e do médico ela estava grávida. Ela ligou de tarde chorando e ele já estava saindo para pegá-la no hospital. Quando ela lhe falou o que estava grávida ele disparou a rir e sozinho no carro ouvindo sem parar o cântico agradeceu a Deus e se prostrou diante dele e reconheceu que Deus está no controle da vida!
Precisamos produzir, ganhar dinheiro, correr com a vida, mas nada adianta se não termos a consciência de que sem Deus, sem sua ajuda, sem sua ação nada seremos, nada produziremos no jardim dele. Trabalhamos no jardim, mas na verdade Deus trabalha em nós para que demos frutos. Corremos, mas na verdade ele que cuida de todos os detalhes da nossa vida. O jardim não é nosso. Espiritualmente só precisamos reconhece a nossa limitação e necessidade de Deus. As palavras de Davi reconhecendo sua limitação diante de Deus no Salmo 69.14 foram: “Tira-me do lamaçal, e não me deixes afundar; seja eu salvo dos meus inimigos, e das profundezas das águas”.

Pr. Alcindo Almeida
Pastor da Igreja Presbiteriana de Pirituba
- MULDER, Chester, Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, Vol. 2, 2005.
- LAUBACH, Frank. Praticando a presença de Deus. Rio de Janeiro, 2004.

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