
O texto diz no versículo 10: “Levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito”, (abundantemente).
Que coisa linda, que atitude nobre! Pois, Ana tem um problema que era sério demais na época, ela não podia conceber. Uma mulher na cultura judaica, já tinha sérios problemas. Pois, era marginalizada, o papel de uma mulher na família em Israel, era mais servil no sentido de escrava do que fazer parte da família como um membro de valor precioso. No contexto judaico uma mulher deveria servir aos homens na sala e em seguida voltar para a cozinha que era o seu posto. E lá deveria permanecer até que fosse solicitada (Hoje ainda ocorre isso no Irã e no Iraque).
A mulher era criada para obedecer ao seu pai e depois ao seu marido, isso sem questionar nada. Não tinha o direito de se divorciar, mas o homem tinha toda liberdade para isso. E a mulher poderia ser vendida como escrava também. Ela deveria servir e procriar. Agora, imaginem para Ana, carregar este estigma de não poder ser mãe. E além desta dor, tinha a sua rival Penina que e infernizava todos os dias. Você é estéril, você não pode ser mãe! E de quebra, Elcana dizia: não sou eu melhor do que 10 filhos?
Mesmo diante destas dores, destas tribulações terríveis, Ana levanta-se e vai para o Templo e lá, diz o texto que ela com amargura de alma ora ao Senhor, chora diante do Pai.
É exatamente neste momento de deserto na alma, no momento da dor do nosso coração, que vemos a ação de Deus. Que queremos ir para o altar de Deus. É neste momento de dor, de tribulação que nasce à vontade pela oração e pelo derramar da nossa alma na presença do Pai. Ana tem desejo por Deus, desejo de solução do seu problema no Senhor, por isso, ela vai para a fonte certa, para o lugar certo, ela corre para a presença do Senhor e lá chora, lá abre o seu coração para ele. Ela trabalha a amargura da sua alma.
Vá para a presença do Pai e em oração derrame a sua alma perante ele. Porque lá neste momento de oração você percebe que ele é o único fôlego da sua existência humana.[1]
Olhe para Ana, veja o que ela faz diante da sua realidade crucial de não poder ser mãe. Diante da terrível ameaça que é Penina. Ela vai criar um espaço no seu coração para o Senhor, que é maior do que qualquer problema, que tem olhos que vêem mais do que os seus e cujas mãos podem curar mais do que as suas.[2] Ela vê isso e por isso, derrama a sua alma perante o Deus da sua vida.
Faça isto na hora que não há dinheiro para a manutenção da casa, quando a enfermidade bate a nossa porta, quando a filha não entende o pai, quando o garoto está revoltado com sua mãe e vira um rebelde. Vá para os braços do Pai e ali derrame a sua alma perante o Senhor. O texto diz no versículo 15: “Mas Ana respondeu: Não, Senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; não bebi vinho nem bebida forte, porém derramei a minha alma perante o Senhor”.
[1] Henri Nouwen – O Sofrimento que Cura. São Paulo: Paulinas, 2001, 37.
[2] Henri Nouwen, p. 63.
Que coisa linda, que atitude nobre! Pois, Ana tem um problema que era sério demais na época, ela não podia conceber. Uma mulher na cultura judaica, já tinha sérios problemas. Pois, era marginalizada, o papel de uma mulher na família em Israel, era mais servil no sentido de escrava do que fazer parte da família como um membro de valor precioso. No contexto judaico uma mulher deveria servir aos homens na sala e em seguida voltar para a cozinha que era o seu posto. E lá deveria permanecer até que fosse solicitada (Hoje ainda ocorre isso no Irã e no Iraque).
A mulher era criada para obedecer ao seu pai e depois ao seu marido, isso sem questionar nada. Não tinha o direito de se divorciar, mas o homem tinha toda liberdade para isso. E a mulher poderia ser vendida como escrava também. Ela deveria servir e procriar. Agora, imaginem para Ana, carregar este estigma de não poder ser mãe. E além desta dor, tinha a sua rival Penina que e infernizava todos os dias. Você é estéril, você não pode ser mãe! E de quebra, Elcana dizia: não sou eu melhor do que 10 filhos?
Mesmo diante destas dores, destas tribulações terríveis, Ana levanta-se e vai para o Templo e lá, diz o texto que ela com amargura de alma ora ao Senhor, chora diante do Pai.
É exatamente neste momento de deserto na alma, no momento da dor do nosso coração, que vemos a ação de Deus. Que queremos ir para o altar de Deus. É neste momento de dor, de tribulação que nasce à vontade pela oração e pelo derramar da nossa alma na presença do Pai. Ana tem desejo por Deus, desejo de solução do seu problema no Senhor, por isso, ela vai para a fonte certa, para o lugar certo, ela corre para a presença do Senhor e lá chora, lá abre o seu coração para ele. Ela trabalha a amargura da sua alma.
Vá para a presença do Pai e em oração derrame a sua alma perante ele. Porque lá neste momento de oração você percebe que ele é o único fôlego da sua existência humana.[1]
Olhe para Ana, veja o que ela faz diante da sua realidade crucial de não poder ser mãe. Diante da terrível ameaça que é Penina. Ela vai criar um espaço no seu coração para o Senhor, que é maior do que qualquer problema, que tem olhos que vêem mais do que os seus e cujas mãos podem curar mais do que as suas.[2] Ela vê isso e por isso, derrama a sua alma perante o Deus da sua vida.
Faça isto na hora que não há dinheiro para a manutenção da casa, quando a enfermidade bate a nossa porta, quando a filha não entende o pai, quando o garoto está revoltado com sua mãe e vira um rebelde. Vá para os braços do Pai e ali derrame a sua alma perante o Senhor. O texto diz no versículo 15: “Mas Ana respondeu: Não, Senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; não bebi vinho nem bebida forte, porém derramei a minha alma perante o Senhor”.
[1] Henri Nouwen – O Sofrimento que Cura. São Paulo: Paulinas, 2001, 37.
[2] Henri Nouwen, p. 63.
Nenhum comentário:
Postar um comentário