segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Tenhamos Jesus como ícone da nossa vida


- Texto para reflexão: Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus (II Coríntios 3.2-4).

A Palavra mostra que somos guiados pela nossa experiência comum. Como é que pensamos a respeito de Deus vivendo em São Paulo em pleno Século XXI? Essa é uma pergunta muito importante quando pensamos em Deus fazendo sentido no mundo em que vivemos. Porque estamos interessados, é lógico, na coerência e na inteligibilidade da nossa fé no mundo de hoje. E por isso, precisamos de um Deus a quem sirvamos no hospital, no escritório, na escola e em qualquer lugar da nossa vida. Queremos perceber que Deus está vivo em todas essas circunstâncias da nossa vida.
O que precisamos entender é que há uma necessidade da nossa fidelidade ao testemunho bíblico de tal maneira, que não permitimos que as metáforas novas do mundo ocupem no nosso coração. Não podemos dar lugar aos ídolos, ao invés de Deus no centro do nosso coração. Assim, o propósito da linguagem simbólica não é focar no símbolo em si, mas ver que esse símbolo está apontando ou descortinando a pessoa de Deus. Em outras palavras, isso quer dizer que esse símbolo não deveria ser uma imagem. Deveria ser um ícone. Podemos perceber qual é a diferença entre uma imagem e um ícone? Uma imagem absorve e o ícone serve de referencial a aponta para uma realidade que motiva o ser do coração.
No Japão há o maior Buda que existe no mundo. A estatua possui cerca de quarenta e cinco metros de altura. Mas, o interessante é que quando se olha para aquele Buda, ele está tão voltado para si mesmo, que está totalmente ocupado consigo mesmo. E podemos ir por trás do Buda onde existe uma porta e literalmente entrar no ventre do Buda. É como se ele nos sugasse, como se fosse “mãe de todo o mundo”. Essa é a natureza do ídolo. O ídolo é totalmente consumido consigo mesmo e ele só se ocupa de si mesmo. O ídolo entra nas pessoas e as consome, ele entra e faz a pessoa cultuá-lo.
Ao contrário, o ícone aponta para uma realidade que vai além dele mesmo. Paulo diz em Colossenses 3.15 que a paz de Cristo deve ser o ícone em nosso coração. É o “ícone de Deus” porque o caráter de Jesus Cristo como mediador é o que nos guia para o Pai. E a missão do Pai é a de apontar para o Filho. Deus nos aponta o Filho. O texto bíblico do Evangelho de Mateus afirma: “Eis o meu Filho amado, a ele ouvi”. Em outras palavras, a natureza icônica de Deus é uma natureza pela qual um está sempre apontando para o outro. É como se entrássemos numa dança divina na qual um está sempre se referindo ao outro.
Essa é a diferença fundamental entre a natureza icônica de Deus e a natureza idolátrica do ídolo. Por isso, Paulo afirma nesse texto de Colossenses três que somos a carta desse ícone que é Cristo. Esse ícone escreve não em tábuas de pedra, e sim, no nosso coração. É por meio desse ícone que temos total confiança em Deus. Então quando falamos das metáforas de Deus, elas são sempre metáforas icônicas, nunca idolátricas. Elas nunca tomam o lugar de Deus.
A natureza de Deus deve ser icônica sempre. A idéia das Escrituras é sempre um apontando para o outro. O Pai aponta para o Filho e o Filho para o Pai e assim também com o Espírito Santo que sempre aponta para a obra do Filho de Deus.
No Antigo Testamento (A.T.) Moisés fica sabendo que não pode ver Deus, isto é, ele não pode ver Deus de maneira idolátrica, mas, pode ver Deus quando percebe que o próprio Deus é uma manifestação de graça e verdade. Ele vê o Deus que escreve em tábuas de coração e não de pedra.
Essa é uma excelente maneira para começarmos a entender o relacionamento com o nosso Deus. Lembrando que somos cartas do ícone Jesus Cristo. Nele vemos Deus, ou seja, ele é a própria manifestação de graça e verdade. Ele é o ícone da nossa adoração diária porque ele é o primogênito de toda a criação, ele é o cabeça e referencial para toda a nossa vida!
Viver com Jesus como ícone na vida fará toda a diferença para a vida. Tendo-o como ícone nunca daremos vazão aos ídolos da vida que nos atrapalham ver a graça e a verdade de Deus no ícone que é Cristo Jesus!

Um comentário:

  1. Na verdade, foi apenas um comentário (que foi deletado e não guardei) no que diz respeito falta de comprometimento, resultado DA subjetividade solta em algumas igrejas. Talvez com medo dos resultados de se assumir uma postura cristã e bíblica, muitas vezes, líderes de igrejas ficam "em cima do muro" em relação a vários assuntos, até mesmo dos mais corriqueiros, e acaba-se tendo muita permissividade, o que entristece...
    Solange da Apec

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