Por volta do Século V, a Cristologia de Calcedônia declarou de forma paradoxal, que Jesus era de fato, plenamente divino e plenamente humano. Essas categorias abstratas estavam no centro da discussão da época. Após a Igreja precisar enfrentar o arianismo, que negava a divindade de Cristo; o apolinarismo, que negava sua humanidade; e o nestorianismo, que negava a unidade da pessoa de Cristo; surge uma nova controvérsia: o eutiquianismo, ou monofisismo, que, mais uma vez, negava a perfeita humanidade de Cristo.
Leão escreve que Cristo é completo nas suas
propriedades e completo nas nossas, ou seja, cada natureza guarda
suas próprias características sem qualquer diminuição de tal maneira que a forma de servo não reduz a forma de Deus.
Havia dúvidas sobra a possibilidade de Jesus ter duas naturezas sendo Deus e homem ao mesmo tempo. Mas, quando abrimos o Evangelho de João, percebemos claramente que Jesus faz coisas extraordinárias como o Deus Eterno, e ao mesmo tempo, ele se comporta como um ser humano comum.
Os Evangelhos narram a história de Jesus, como Deus homem e divino ao mesmo tempo. João afirma: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. (João 1:1-4)
Esse Verbo divino se encarna, vem morar aqui conosco, se torna osso, se torna gente. Ele que veio do Pai, é Deus como o Pai e ao mesmo tempo ser humano, porém sem mancha de pecado e intercede por nós para sempre. Sem o Cristo encarnado, não há redenção, não há possibilidade de pecadores se aproximarem de Deus Pai. Quando olhamos para a face de Jesus, vemos a face humana de Deus. Sem Jesus, não temos chance de ver Deus.
Jesus é o Verbo divino que nos traz vida e comunhão com a Trindade. Ele é a fonte de vida divina para pecadores. (Alcindo Almeida)

Nenhum comentário:
Postar um comentário