segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Viver com esperança


Paulo fala em Romanos 8:18-23 as seguintes palavras:
Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.
A glória futura nos faz viver com a esperança no meio do sofrimento. A glória vindoura sobrepuja em muito a aflição do presente. A aflição é leve, temporária, comparada com a suprema e eterna glória. Sofremos, choramos, temos dores e aflições, mas a glória futura nos ajuda a passar por toda dor com esperança no coração sempre.
Paulo disse: Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou. Não somente a criação geme, mas também o ser humano como consequência sofre também com os efeitos da queda. Interessante avaliarmos que Deus estabeleceu um relacionamento ímpar entre si mesmo e os seres humanos, quando os criou à sua imagem e semelhança. Deus estabeleceu um relacionamento com tudo o que ele criou. 
O teólogo e pastor Gerard Van Groningen chama de relacionamento do criador e a criação. Ele é o criador, construtor, modelador, diretor e produtor que trouxe à existência o vínculo entre a fonte e o produto, entre a causa e o efeito. Destes modos abrangentes, os seres humanos também são relacionados ao Criador. Agora tudo isso está rompido por causa da queda, que afetou toda a estrutura da criação.
Aquele relacionamento que Deus estabeleceu entre si mesmo e a humanidade foi quebrado e os nossos primeiros pais foram expulsos do prazer da comunhão com o criador. A criação vive em função da maldição do pecado.
Jesus vem para trazer a restauração entre o criador e sua criação. Ele vem para produzir redenção no processo de renovação da comunhão do Eterno Deus com os seres criados. Com aqueles que ele colocará na terra renovada e totalmente livre do pecado, da presença do pecado.
O livro de Apocalipse nos convida a viver um céu aberto. A consciência de Reino é uma maneira de falar isso. Viver com esperança no meio de todas as tensões da nossa vida é o Reino de Jesus que já está aqui, mas ainda não se manifestou completamente, porque não houve a redenção. Aguardemos com fé e esperança a vinda do Senhor Jesus Cristo de Nazaré, quando isso acontecer, a nossa redenção será completa! (Alcindo Almeida)

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