Pular para o conteúdo principal

Leituras em setembro de 2020


1. OLYOTT, Stuart. A carta aos Hebreus bem explicada. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. Todo cristão precisa compreender a carta aos Hebreus sob pena de não conseguir entender o Antigo Testamento, bem como Jesus Cristo e a sua obra em favor do crente, a que ele já consumou e a que realiza ainda agora. Ao longo dos anos, uma pilha de livros foi escrita sobre Hebreus, mas poucos tendo em vista o crente comum. Alguns são tão grandes e complicados que parece que nada mais sobrou para ser dito. Os especialistas gostam de livros desse tipo, mas todas as outras pessoas continuam sem saber do que se trata. Este livro que você tem em mãos não pretende ser a “palavra final”, mas, talvez, para alguns, seja uma útil “palavra inicial”. Procurei explicar Hebreus com a maior clareza possível. Contém 144 páginas.

2. BEEKE, Joel. A beleza e a glória do Pai. São Paulo: Cultura Cristã, 2018. Sem dúvida, o assunto mais importante para ocupar a mente humana é o estudo profundo de Deus. Em consonância com essa convicção, A Beleza e Glória do Pai é um verdadeiro tesouro da verdade. Doutrinariamente rico e praticamente útil, este volume conciso é uma compilação impressionante por uma equipe de autores talentosos, cada um dando uma contribuição significativa. Estou certo de que você verá que este trabalho substancial é lúcido e estimulante. Contém 160 páginas.

3. TIL, Cornelius Van. Apologética cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2011. Apologética cristã é um dos muitos escritos que Van Til desenvolveu para seus cursos ao longo de vários anos. Foi o texto básico para seu curso de introdução à apologética. A originalidade de Van Til consiste nisto: que ele procurou desenvolver uma apologética centrada em Deus, sem transigir, mas sem cortar a comunicação com os incrédulos ou recuar para um tribalismo cristão. O objetivo de Van Til era mostrar que a cosmovisão cristã é a única racional, e objetivamente válida. Sem ela, nada faz sentido. Além disso, como tudo no mundo fala de Deus como criador, o apologista cristão pode iniciar uma discussão virtualmente de qualquer ponto da experiência humana e demonstrar como ela expressa a verdade. Contém 160 páginas. 

4. GONÇALVES, Jubal. A teologia na prática: Implicações práticas do ministério pastoral. São Paulo: Servo de Cristo, 2020. Esse trabalho elaborado pelo amigo teólogo, Jubal visa trazer ideias e alguns conceitos pastorais com ferramentas para o trabalho de um pastor. São vários textos compilados que foram selecionados incluindo vários teólogos, nesse projeto importante. Contém 256 páginas.

5. LUFT, Lya. A riqueza do mundo. São Paulo: Record, 2011. Esta obra apresenta uma coletânea de ensaios breves, como crônicas ou artigos, em que a autora se dirige ao leitor de maneira mais direta e coloquial do que em seus romances ou contos. Este é um livro, a um só tempo, áspero e poético, mas sempre questionador - ao estilo da autora. Em seus textos, Lya Luft aborda o drama existencial humano, nossas perplexidades comuns, educação, família, autoridade, moralidade versus moralismo, e alguns dos problemas mais pungentes da nossa sociedade, como guerras, miséria, política e outros. Fala também de como vemos, usamos ou criamos a riqueza do mundo, seja natural, intelectual ou artística, afetiva, econômica. Do que conquistamos ou nos é concedido: os delírios da arte, as aventuras da ciência, os campos lavrados, os mares e céus que sondamos. Mas ela também escreve sobre aquilo que desperdiçamos ou matamos, sobre a pobreza advinda do desinteresse, a dor nascida da traição, as crenças que se digladiam. A riqueza do mundo é uma espécie de “livro das indagações”. Com críticas, dúvidas, momentos de fria lucidez e outros de grande delicadeza, este livro nos coloca diante de alguns de nossos fantasmas, para que, ao encará-los, se tornem menos assustadores. Contém 272 páginas.

6. CHESTERTON, G. K. O homem eterno. São Paulo: Mundo Cristão, 2013. "A verdade mais simples sobre o homem é que ele é um ser muito estranho; quase que no sentido de ser um estrangeiro na terra. Com toda a sobriedade, pode-se dizer que ele tem bem mais da aparência externa de alguém a trazer hábitos estrangeiros de uma outra terra do que da aparência de mero desenvolvimento desta terra. Ele tem uma vantagem injusta e uma desvantagem injusta. Ele não pode dormir só com a sua própria pele; ele não pode confiar em seus próprios instintos. Ele é ao mesmo tempo um criador movendo as suas mãos e dedos miraculosos e uma espécie de aleijado. Ele está enrolado em ataduras artificiais chamadas roupas; ele está escorado em muletas artificiais chamadas mobília. A sua mente tem as mesmas liberdades duvidosas e as mesmas limitações selvagens. Único entre todos os animais, ele é sacudido com a bela loucura chamada riso; como se ele tivesse percebido algum segredo na forma mesma do universo, escondida do próprio universo. Único entre todos os animais, ele sente a necessidade de desviar os seus pensamentos das realidades básicas de sua existência corporal; de escondê-los como se na presença de alguma possibilidade mais alta que cria o mistério da vergonha." Contém 382 páginas.

7. LOPES, Hernandes. Não desista de você. São Paulo: United Press, 2007. Hernandes aborda um tema polêmico, cheio de incompreensões, mitos e tabus: o suicídio. Assunto esse que ao longo dos anos tem se tornado um grande desafio. Primeiro, porque não se trata de um tema desafiador para aqueles que, de alguma maneira, não se sentiram confrontados por ele. Segundo, porque ao confrontarmos o suicídio, nós nos deparamos com muitas perguntas difíceis que deixam angustiadas as pessoas que ficam em busca de respostas. Mesmo havendo pistas, como bilhetes deixados antes de morrer, as perguntas continuarão sem respostas. Serão sempre só perguntas que pouco nos ajudam a entender por que alguém desiste de viver. Terceiro, porque somos educados em meio a muitas crenças que o condenam por motivos diversos, principalmente por questões religiosas que consideram que nossa vida não nos pertence. Assim, qualquer gesto que demonstre que desistimos de nossa existência é considerado um ato abominável, agressivo e desrespeitoso contra o Criador, a sociedade e a família, que nos condenam por motivos diversos. Contém 128 páginas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Estudo 26: A mulher sunamita: generosa e hospitaleira - (II Reis 4.8-37)

Há um cântico que nos ensina muito é o Salmo 37.4-5, a letra diz:
“Agrada-te do Senhor e ele fará aquilo que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará. Descansa no Senhor e espera nele. Pois, ele é a tua salvação, ele é o teu castelo e o teu refúgio na tribulação. Confia no Senhor e ele agirá, confia no Senhor e ele agirá“ [1].  É exatamente sobre essa providência de Deus na vida do seu povo que quero falar, usando esse exemplo da mulher sunamita. Esta que foi agraciada por Deus pela instrumentalidade do profeta Eliseu. Sabemos que o significado do nome de Eliseu é: Jeová é salvação. A meu ver combina com sua missão como profeta desse período. Ele foi um dos maiores profetas desse período juntamente com o seu antecessor, o profeta Elias. Ambos foram profetas no Reino do Norte de Israel. Eliseu era filho de Safate, habitava em Abel- Meolá do Vale do Jordão e pertencia a uma família próspera. Quando Elias estava no monte Horebe desanimado e triste, Deus fa…

Emoção X Razão: Mulheres agem de forma emocional, homens se comportam racionalmente

Recentemente li o livro Homens são de Marte, mulheres são de Vênus de John Gray. Ele diz que quando se aborrecem, os homens querem silêncio e solidão. Já entre as mulheres, as preocupações resultam na matraca desenfreada, pois, falando acalmam-se. O ego masculino é movido à base de conquistas, o feminino é pura emoção. Ele deve escutá-la, e ela deve compreender seu silêncio. Conclusão: marido e mulher não falam a mesma língua, não são do mesmo planeta. Na maioria dos processos normais, a mulher age de forma emocional, enquanto o homem se comporta de forma racional. Na nossa cultura costumamos dizer que os homens são insensíveis, durões e bem insensíveis. E com respeito às mulheres que elas são pura emoção e coração. John Gray diz que “quando os homens e mulheres são capazes de respeitar e aceitar suas diferenças, então o amor tem uma grande chance de desaborchar” (GRAY, John. Homens são de Marte, mulheres são de Vênus. São Paulo: Editora Rocco, 1997, p. 24). O grande problema é que convi…

Histórias da vida

A mentalidade dogmática deseja prender a verdade na malha das suas palavras, entendo que ela se equivoca. Acredito que nós aprendemos, falamos e escrevemos interpretando cada ponto da nossa história de vida. Na interpretação passam verdades, mas nunca absolutas, nossa história tem várias facetas.  Temos um quadro da nossa história e ela vai acontecendo com várias interpretações e olhares dentro de nós mesmos. Gosto demais de relembrar a história da minha vida. Lembro-me sempre dos momentos bons e ruins dela. Eu tive momentos de profunda tristeza, mas neles, vi o mover de Deus me ensinando a passar pelos vales dela, com a percepção da graça divina em mim sempre. Vi amigos chegados morrendo, vi amigos conquistando e perdendo. Vi histórias de vidas sendo tocadas por Jesus Cristo de Nazaré. Como é bom poder enxergar o passado com graça e com a noção no íntimo de que Deus esteve presente em cada detalhe.  As histórias serão sempre histórias contadas por nós dentro da alma e do coração. Cada …