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Ele nos amou sendo pecadores


Quando olhamos para nós mesmos, percebemos que somos bem sujos, bem podres mesmo em termos de pecado. O texto de Isaías 64:6 afirma: Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam. 
O povo de Deus, em aflição, confessa e lamenta os seus pecados, e se reconhece indigno de sua misericórdia. Estamos todos poluídos e contaminados. A palavra usada imundo significa corretamente o que é poluído e contaminado no sentido levítico; isto é, que era considerado poluído e abominável pela lei de Moisés conforme está registrado em Levítico 5:2: Se alguém, por descuido, tocar em qualquer coisa impura, como, por exemplo, o corpo morto de um animal impuro, seja selvagem ou doméstico, ou de um animal que se arrasta pelo chão, então essa pessoa ficará impura também e será culpada. O sentido é que eles se consideravam totalmente poluídos, impuros e depravados. 
O pecado é uma abominação diante do Senhor, entristece mesmo. Realmente somos como um imundo, impuro em termos de justiça humana. As nossas obras não têm méritos diante de Deus, elas serão como farrapos e não nos cobrirão; serão trapos imundos, que somente nos contaminarão. A nossa justiça só traz um resultado diante de Deus: condenação, porque estamos manchados pela culpa herdada dos nosso primeiros pais. Não há nada em nós que satisfaça a justiça divina para Deus nos olhar de maneira aceitável. 
A ideia séria desse texto é que somos néscios e negligentes, pobres e desprezados, somos imundos, impuros e a nossa justiça é um trapo diante de Deus. Se Deus nos olhar assim, pereceremos, estaremos com a ausência eterna de comunhão com a Trindade. Além de toda a nossa condição deplorável de natureza, o texto diz que todos nós desaparecemos como uma folha, ou seja, estamos todos murchando como a folha do outono. Nossa beleza se foi; nossa força se esvai. Esse é o nosso estado como caídos, como pessoas que desobedeceram ao Eterno Deus lá no Éden. 
Tudo parou por aí? Ficamos isolados e separados da Trindade? Ainda bem que entra na história, Jesus Cristo. Ele vem nos cobrir diante desse estado deplorável e horrível diante da Trindade. Ele vem aqui para colocar a justiça de Deus punindo a pessoa do Filho parta que sejamos restaurados desse estado podre e terrível de pecado. Ele realiza a justificação pela graça da Trindade. Por isso, Paulo diz que somos justificados pela fé. Cristo vem aqui na terra e habita entre nós, ela nos ama, ele realiza a obra da redenção na cruz do Calvário. Cristo nos substitui na cruz, ele foi tratado como impuro em nosso lugar, para que o Pai se tornasse favorável e nos olhasse de novo. Fomos aceitos de volta na presença da Trindade por causa da entrega de Cristo na cruz. A justiça dele nos cobre e nos faz ser vistos com vestes puras e limpas diante do Pai. 
Que justificação maravilhosa que o Cordeiro de Deus fez, ele nos amou eternamente. Ele nos amou sendo pecadores, impuros, sujos e miseráveis. Ele nos amou ao se entregar por nós numa cruz maldita. Toda vez que nos lembramos da cruz, sabemos que lá Cristo assumiu o nosso lugar por amor e satisfez a justiça divina em nosso lugar. Era para morrermos e sermos condenados para sempre, mas ele tomou o nosso lugar se tornando o nosso Redentor e Salvador. (Alcindo Almeida)


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