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Rendição na vida


O texto de Lucas 5.8 afirma: Vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. Aprendemos com Pedro que os que adoram a Cristo de verdade, e com todo coração, se prostram de joelhos reconhecendo sua grandeza e majestade. Estes, contemplam e recebem a graça de Deus Pai.
No texto Um tratado sobre o amor de Deus, Bernardo de Claraval diz que há duas coisas que precisamos saber; primeiro o que nós somos, e depois que não o somos por nós mesmos; então nós não nos gloriamos de coisa nenhuma, ou a glória que estaremos nos atribuindo será vaidade; enfim, nós mesmos não nos conhecemos. É de fato o que acontece, porque quando um homem digno não conhece nem mesmo a sua posição, o comparamos com razão, por tal ignorância. Bernardo de Claraval diz mais: As Escrituras dizendo que Deus tudo fez para Ele; é preciso que as criaturas se conformem e se coloquem, ao menos algumas vezes, no pensamento do Eterno Deus.Devemos também entrar neste sentimento e nos render totalmente a Ele, à sua vontade, não a nossa.
A vida cristã significa rendição e quando fazemos isso em nossa vida, Cristo aparece em nosso viver. Quando nos prostramos como Pedro fez diante de Cristo, o Espírito Santo manifesta graça divina em nós. Claro que o Espírito Santo é soberano e age quando quer em nós, mas algo divino acontece quando nos humilhamos, nos prostramos diante da glória de Deus. Só que quando o que realizamos não imita a Cristo, temos que começar tudo de novo, porque não refletimos Cristo em nós.
A fala de Pedro precisa nos tocar hoje: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. Não estamos com essa bola toda, porque muitas vezes nos achamos os grandes e donos da nossa vida, algumas vezes nos achamos puros, não, não! Somos pecadores indignos e não merecemos nada do Eterno Deus. Somos miseráveis, impuros no ser e carentes da graça em nosso viver. Portanto, servir a Cristo é estar de joelhos reconhecendo que ele é o maior entre nós e somos servos pecadores, miseráveis e indignos diante dele sempre. (Alcindo Almeida)









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