Como
sabemos, Raquel (ovelha) era filha de Labão e irmã de Lia. O texto sagrado diz
que essa moça se tornou a amada de Jacó. Mas, apesar de Jacó amá-la tanto, não
foi com ela que ele se casou, primeiramente.
Lendo
a história em Gênesis vemos que o Labão enrolado, pai de Raquel e Lia e tio de
Jacó, foi injusto com Jacó e deu filha mais velha a Jacó como esposa. Este foi
um ato de traição que deixou Jacó triste, porque o interesse de Labão era
porque com a presença de Jacó, ele era abençoado e tinha um ótimo empresário de
ovelhas e gados como seu genro. E assim ele exigiu que Jacó o servisse por sete
anos para ter sua filha mais nova. Jacó não mediu esforços e concordou com seu
sogro com o propósito de ter Raquel como esposa porque o texto mostra que Jacó
a amava com o desejo mais profundo do seu coração.
Depois
destes sete árduos anos (na realidade foram quatorze), finalmente, ele
conseguiu ter o amor de sua vida em seus braços. Cada gesto seu mostrava a todos,
inclusive para sua mulher Lia, que Raquel era a que ele, realmente, amava.
Apesar de já ter filhos com Lia, Jacó só tinha olhos para sua amada Raquel. Raquel
tinha quatro lutas que nos chamam a atenção:
a) Esterilidade: Raquel era impedida de gerar
filhos;
b) Bigamia: Jacó foi forçosamente foi
casado com Raquel e Leia;
c) Servas gerando filhos de Jacó: havia
duas servas Bila e Zilpa (Gn. 29.24 e 29);
d) Fertilidade de Leia: A esposa
desprezada tinha um filho após o outro.
O
que gerou isso tudo no coração de Raquel?
1.
Raquel
ficou com inveja de Lia:
Todo
o processo de esterilidade em Raquel causou uma revolta por não poder
engravidar do seu amado Jacó. Ela ficou muito mal e foi acometida por um
elemento que atrapalha a vida do ser humano, a inveja. Isso é um mal que
precisa ser arrancado pela raiz, pois, é uma semente que cresce rápido e atinge
imediatamente nossa alma contaminando nosso corpo e causando aflições profundas
no nosso coração.
Raquel
não necessitava alimentar a inveja dentro de si, pois era a esposa amada de
Jacó, ele amava a Raquel independente dela gerar filhos ou não. O que Jacó
tinha em relação à Raquel era um amor incondicional. Só que a inveja de Raquel
era pelo fato de sua irmã gerar filhos enquanto ela não gerava. Isso se agravou
porque ela já tinha a chateação de Lia ter sido dada a Jacó como esposa antes
dela. Raquel ao invés de confiar inteiramente no Senhor e aguardar com
paciência e fé, foi dominada pela inveja e ficou doente interiormente, a inveja
passou a consumir seus ossos.
Inveja
é uma palavra que vem do latim – “invidia”. A mesma significa: olhar com
intenção maliciosa. No original hebraico “quina” – significa ardor, ciúme. A
inveja é sempre um elemento negativo na vida. Ela é uma das maiores
demonstrações de mesquinharia que um ser humano pode ter na vida. Não é por acaso
que os invejosos fazem perseguições contra os seus inimigos ou vítimas e na
maioria das vezes, as pessoas nem imaginam que são alvos destas perseguições.
Porque inveja nasce de graça no coração corrupto dos homens.
A
inveja é um sentimento de olhar malicioso que nos faz quebrar os
relacionamentos com as pessoas. A inveja quebrou o relacionamento dos irmãos de
José com ele (Gn 37.11). A inveja fez Miriã e Arão quebrarem o relacionamento
com Moisés.
Invejar
é uma emoção que não só implica almejar o que a outra pessoa tem, a vontade de
estar passando pela mesma circunstância do outro. O ato de invejar implica
muito mais: nos coloca num plano de contínua insatisfação e de queixa
permanente. A inveja nasce da sensação ou da crença de que nunca vai ter o que
o outro possui. Salomão disse: A inveja
corrói os ossos.
·
Cuidados com a inveja:
·
A inveja nos faz ser mesquinhos no
relacionamento com o próximo.
·
A inveja nos faz desprezar o outro e
olhar somente para nós mesmos.
·
Não deixemos a inveja tomar conta do
coração, mas conservemos o temor do Senhor todo dia (Pv. 23.17).
·
A inveja é um sentimento destrutivo.
Quando somos o objeto dela, quem sente inveja é vítima de um desejo doentio de
fazer com que perca o que conseguiu. Se você for uma pessoa de sucesso, sempre
será perseguida.
·
Precisamos aprender a celebrar e
festejar os sucessos alheios.
A
inveja não permitiu Raquel se lembrar dos dois exemplos na família Sara esposa
de Abraão, avó de Jacó e o exemplo de Rebeca tia sogra, que confiou
inteiramente no Senhor e gerou gêmeos Jacó e Esaú. Tanto Sara como Rebeca eram
estéreis como Raquel, mas conseguiram gerar filhos.
2.
Num
ato de desconfiança ofereceu Bila para coabitar com Jacó e gerar filhos:
Um
ato de desespero quando se encontrou impedida de gerar filhos ela ofereceu sua
serva Zilpa para coabitar com Jacó e gerar filhos, o que agravou ainda mais a
crise conjugal e os problemas dela (Gn. 30.1-10).
Vejam
que por Raquel ser estéril isso gerou problemas sérios no seu coração, e um
deles foi a desconfiança no caráter de Deus. Enquanto sua irmã Lia dava muitos
filhos a Jacó, ela não podia ter filhos. Seu desespero foi tão forte que clamou
a Jacó: Dá-me filhos, se não morro (Gênesis
30.1b-2).
O
texto afirma que após Naftali ter nascido Raquel disse: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã; também venci; e
chamou-lhe Naftali (Gênesis 30.8).
Isso
é fruto de um processo de amargura no coração dessa moça. Muitas vezes, nós
fazemos como Raquel e Sara. Não esperamos o tempo do Senhor e procuramos
resolver nossos problemas com nossa "sabedoria". Achamos que não
precisamos do Senhor e, quando tudo dá errado, então lembramos que há o Deus
que tem um plano perfeito para a nossa vida. Não sejamos desconfiados, ao
contrário, tenhamos um espírito que descansa e espera no Eterno Deus e que
entrega tudo diante dele.
3.
Apesar
da impaciência de Raquel o Eterno Deus foi gracioso com Raquel:
A Bíblia diz: E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre (Gênesis
30.22). Olhem para os erros complicados de Raquel:
·
Ela tem inveja;
·
Arruma um jeito para se vingar e
solucionar o problema de esterilidade;
·
Maquina contra sua própria família
quando rouba os deuses de seu pai querendo ficar com as posses da família;
·
Questiona seu marido por não dar
filhos levando-a a ira.
Mesmo
diante de tanta imprudência e falhas complicadas, Deus se lembra dela e abre
sua madre. Ele é gracioso para com essa moça e dá um filho que no futuro seria
uma bênção para toda família. O nome dele é José. Este processo na vida de
Raquel mostra o quanto é precioso o amor de Deus por nós. Apesar da nossa
desobediência, da nossa infidelidade, da nossa inveja, da nossa insensatez Deus
é fiel, bondoso e gracioso. Ele nos ama e derrama da sua graça sobre nós. Ele
faz tudo isso não porque somos bons, mas porque ele é gracioso e bondoso.
Raquel
teve que ser trabalhada pelo Eterno Deus para aprender a depender mais do
caráter dele. Ele teve que aprender sobre a vida de oração, pois através da
oração ela foi ao trono de Deus, onde pôde derramar suas preocupações,
problemas e amarguras quanto à falta de alegria em gerar filhos. Raquel teve que
ser trabalhada por Deus para crer na verdade bíblica de Hebreus 11.1: Ora, a fé é o firme fundamento das coisas
que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
Que o
Eterno nos ajude a ver os erros e aprender com eles para que não entristeçamos
ao Espírito com atitudes que não combinam com nosso modo de vida cristã!

Amém 🙏 texto lindo! Belo estudo
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