O juízo de Deus será realizado mediante Jesus Cristo

- Texto para meditar: Que retribuirá a cada um segundo as suas obras; a saber: a vida eterna aos que, comperseverança em favor o bem, procuram glória, e honra e incorrupção; mas ira e indignação aos que são contenciosos, e desobedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre a alma de todo homem que pratica o mal, primeiramente do judeu, e também do grego; glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem, primeiramente ao judeu, e também ao grego; pois para com Deus não há acepção de pessoas. Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Pois não são justos diante de Deus os que só ouvem a lei; mas serão justificados os que praticam a lei (porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os), no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho (Rom. 2.6 a 16).
Jesus disse que o Pai lhe havia confiado todo julgamento e ele sempre falava de si mesmo como uma figura central no dia do juízo. Esta parte é que entra a ideia da vida eterna para aqueles que recebem a expiação vicária. O que é isso?
É aquilo que Anselmo chama de teoria da substituição penal. É o ponto de vista sustentado pelos teólogos de linha reformada, que dessa forma explicam o significado da morte de Cristo. De acordo com essa perspectiva, declara-se que Cristo suportou em nosso lugar a total penalidade que deveríamos pagar.
Sua morte vicária, totalmente em favor dos outros, significa que ele sofreu, não meramente para nosso benefício ou vantagem, mas no nosso lugar. Essa nomenclatura substituição penal não aparece no contexto geral das Escrituras, mas é possível entende-la claramente a partir das Escrituras. H.D. Mcdonald esclarece o seguinte a respeito disso:

“Portanto percebemos que Cristo representa o caráter do pecador criminoso enquanto, ao mesmo tempo, sua inocência resplandece e torna-se manifesto que ele sofre pelo crime de outro e não pelo seu próprio” .

Seremos julgados sim no último dia, mas todas as acusações serão declaradas pagas pelo nosso mediador, pelo nosso advogado celestial que pagou a nossa pena na cruz do Calvário. Este é um grande conforto para o nosso coração, saber que o nosso juiz será o Salvador, o mediador e o nosso advogado. Louvado seja o Deus eterno por tão grande graça sobre nós como pecadores imerecedores diante dele.

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Alcindo Almeida

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