Fé na graça versus impaciência


- Texto para meditar: Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (II Coríntios 4 4. 16-18).

A impaciência é uma forma verdadeiramente de incredulidade. Quando começamos a desconfiar do caráter de Deus ou da sabedoria dele acontece este item na nossa vida.
Ela vem quando um plano é interrompido ou desfeito na vida. O oposto disto não é a negação superficial das perdas e desilusões da vida, mas a disposição permanente e profunda de esperarmos em Deus no lugar não planejado da obediência. Fé então é esperar no caminho dele de maneira absolutamente segura. Fé é acreditar com o coração na graça divina para a nossa vida.
É interessante avaliarmos que os pecados vêm da descrença nas promessas de Deus. Ansiedade, vergonha inapropriada, indiferença, cobiça, inveja, luxúria, amargura, impaciência, desânimo e orgulho. Todos estes são brotos da raíz da descrença nas promessas de Deus e na esperança nele.
Martin Luther King disse uma verdade profunda:

“A Fé. Honra-o a quem ele confia com a mais reverente e mais alta consideração desde que o considere como verdadeiro e de confiança. Não há mais nenhuma honra igual para a estimativa da veracidade e justiça de Deus com a qual o honramos a quem confiamos. Por outro lado, não há maneira nenhuma pela qual podemos mostrar maior desdém por um homem do que considerá-lo como falso e iníquo e de ser desconfiados dele, assim como fazemos quando não confiamos nele” (Seleções, p. 59).

Paulo faz contraposições entre o presente e o futuro. Entre o homem exterior que vai definhando e o interior que se renova sempre. A atribulada vida presente não se compara com a vida eterna em Cristo Jesus (BARBAGLIO, Ginseppe. As Cartas de Paulo. São Paulo, LOYOLA, Vol. 4, 1989, p. 436). As coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas. É nesta perspectiva que Paulo convida a igreja de Corinto para refletir sobre a casa, a habitação do céu. Esta sensação daria uma certeza para a igreja viver pela fé na graça e não na impaciência.
O mundo real não é o do dinheiro, da casa, do carro e etc. Mas, é o do amor, do perdão, da graça, da bondade e da misericórdia divina. Por isso, Paulo disse: Andamos por fé e não por vista.
Não podemos viver em função das realidades temporais, visíveis, mas sim, das invisíveis. Precisamos viver em função do Reino de Cristo, vivermos em função da sua glória eterna. O invisível na perspectiva do Reino de Deus é real, e o visível é irreal, é passageiro e efêmero.
A paciência é a capacidade de esperar, resistir sem murmuração e desilusão. A impaciência é uma forma de incredulidade. Quando esperamos com fé, pensamos no céu, na graça e na bondade divina. Quando somos impacientes olhamos apenas e tão somente para o terreno, material e fatos do momento.
Viver pela fé na graça versus impaciência é crer que o coração do rei está controlado pelo eterno Deus. Viver pela fé na graça versus impaciência é crer que nenhum dos planos eternos será frustrado. Viver pela fé na graça versus impaciência é viver como Davi viveu e disse: Espero no Senhor com todo o meu ser e na sua palavra ponho a minha esperança (Sl. 130.5).
Que aprendamos a viver pela fé na graça de Deus em 2010!

Alcindo Almeida

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