Dostoievsky
tem uma obra-prima chamada: O idiota. Nesse romance, o príncipe Myshkin,
símbolo de Cristo, é jogado em uma cultura obcecada por riqueza, poder e
conquista sexual. Mas, o
príncipe não possui orgulho, cobiça, malícia, inveja, vaidade ou temor. Comporta-se
de maneira tão anormal que as pessoas não sabem o que pensar dele. Confiam nele
devido à inocência e à simplicidade que demonstra. Mesmo assim, a falta de
outras motivações por parte do príncipe leva o povo à conclusão de que ele é um
idiota.
Dostoievsky entretece os temas: dinheiro, sexo e poder por toda a história, contrastando o espírito do príncipe com o de todos aqueles que o rodeiam. A respeito do personagem principal, o narrador observa: "Ele não se importava com pompa ou riqueza, nem mesmo com estima pública, mas apenas com a verdade!". Numa carta, o próprio Dostoievsky disse, acerca do príncipe: "Minha intenção é a de retratar uma alma verdadeiramente bela" (DOSTOIEVSKY, O idiota, p. 220). A verdadeira pergunta que paira sobre todo o romance é a seguinte: quem, de fato, é o idiota?
Dostoievsky entretece os temas: dinheiro, sexo e poder por toda a história, contrastando o espírito do príncipe com o de todos aqueles que o rodeiam. A respeito do personagem principal, o narrador observa: "Ele não se importava com pompa ou riqueza, nem mesmo com estima pública, mas apenas com a verdade!". Numa carta, o próprio Dostoievsky disse, acerca do príncipe: "Minha intenção é a de retratar uma alma verdadeiramente bela" (DOSTOIEVSKY, O idiota, p. 220). A verdadeira pergunta que paira sobre todo o romance é a seguinte: quem, de fato, é o idiota?
Talvez a
pessoa verdadeiramente tola seja aquela cuja vida é dominada pela ganância,
pela ambição e pela luxúria. Esta história do livro de Dostoievsky mostra
alguém determinado pelo compromisso com o seu viver. Alguém que estava disposto
a viver uma vida simples e relevante com compromisso profundo (Alcindo Almeida).

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