James Houston diz no seu livro A oração – Aprofundando a sua amizade com Deus: Somente quando todos os nossos impulsos e desejos, esperanças e amores são direcionados a Deus, é que nos tornamos humanos. Somos feitos para desenvolver relacionamentos, criados para glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre. A função da oração é trazer essa compreensão à tona de nossa vida. Ela aponta para além de nós mesmos, além de nossos relacionamentos, para a mais profunda percepção de todas: que Deus nos criou para sermos seus amados. Esta verdade está no centro de nossos corações.
Geralmente todos falam da oração como sendo algo que traz conquistas e bênçãos mais materiais do que espirituais. Tem gente que afirma que a oração pode mudar o mundo inteiro. Sei lá! Parece-me que a afirmação de Houston tem mais a ver com uma mudança de nós mesmos na presença do Eterno Deus.
A oração nos faz crescer e sair de nós mesmos para a dinâmica do relacionamento com a Trindade. A oração é um item marcante para a nossa vida espiritual no sentido de promover um crescimento no coração e não de receber algo de Deus. Nem de mudar as circunstâncias da nossa jornada aqui.
Na lógica de Houston a oração é uma profunda percepção de que Deus nos criou para sermos seus amados e portanto, na oração percebemos esse amor, o cuidado e a graça do Eterno Deus em nós. Na oração nos abrimos diante de todos os conflitos e necessidades. Falamos para Deus o que sentimos, choramos, rimos e lamentamos as lutas da nossa vida. Por isso, o salmista afirmou: Os meus desejos não te são ocultos.
Expressamos para Deus o que sentimos na oração, abrimos o nosso ser mais intimo na oração e falamos para Deus. Isso traz mudanças profundas em nosso intimo, aprendemos mais sobre Deus e sobre sua vontade em nossa vida. Aprendemos a depender do seu caráter e dos planos que Ele mesmo tem para nós. Aprendemos a conviver mais com o dono absoluto da nossa vida.
Houston está correto no pensamento, a oração nos aponta para além de nós mesmos. Saímos de nós para o coração do Pai e com Ele desfrutamos de uma comunhão preciosa e graciosa. (Alcindo Almeida)

Amém!
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