Deus ouve o nosso clamor

No Salmo 61, Davi apresenta a Deus a sua oração porque ele está num profundo momento de angústia da alma. E mesmo no meio da angústia ele apresenta como sempre um cântico de gratidão e louvor a Deus por estar com ele e ampará-lo sempre. Ele pede ansiosamente para que Deus ouça o seu clamor e atenda a sua oração. Muito provavelmente tenha sido a angústia gerada pela conspiração do seu próprio filho Absalão que intentava usurpar o trono de seu próprio pai. 
Quando vemos a palavra clamor podemos identificar a veemência de seu desejo, o seu fervor íntimo e o tom profundo de submissão a Deus. Ele identifica o seu Deus como o único a quem pode recorrer e clamar pedindo alívio e a resposta de oração. Mesmo sendo rei, ele diz que desde a extremidade da terra clama a Deus. Ele reconhece que só Deus é poderoso para responder aos dramas que ele enfrenta. Ele afirma que seu coração está abatido. Em outras palavras, seu coração estava inquieto e agitado. O seu coração estava envolvido em preocupações sobre o que Absalão poderia aprontar. Davi estava angustiado e oprimido. 
Parece que vivemos assim hoje diante das nossas crises, ficamos com o coração inquieto, agitado e profundamente angustiado. Com isso perdemos o sono e somos acometidos por um negócio chamado depressão. Então não temos cabeça para nada na vida diária. Davi estava mais ou menos assim, até que na oração ele pede: Leva-me para a rocha que é mais alta do que eu. Pois, tu és o meu refúgio, uma torre forte contra o inimigo. Deixa-me habitar no teu tabernáculo para sempre, dá que me abrigue no esconderijo das tuas asas. Pois, tu, ó Deus, ouviste os meus votos, deste-me a herança dos que temem o teu nome (Livro Poesia e Oração).

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