Inovações teológicas

Precisamos definir "inovações teológicas" em primeiro lugar. Eu entendo o termo como uma referência a doutrinas e conceitos que não encontram respaldo e fundamento nas Escrituras e que são introduzidos na igreja cristã a pretexto de modernidade e progresso. A rigor, a maior parte dessas "inovações" não tem nada de novo. Um bom exemplo disto é a chamada teologia relacional que em anos recentes se apresentou como uma novidade no campo teológico, pretendendo elucidar a questão da presciência de Deus e a liberdade humana. Todavia, nada mais era que a reedição do socinianismo, nome dado a um ensinamento promovido por Lélio e Fausto Socínio no século XVI. Muitas dessas "inovações" são antigas heresias reapresentadas com linguagem nova. Da mesma forma, conceitos como Sola Scriptura, Sola Fide e Sola Gratia não foram inovações teológicas dos Reformadores do século XVI, mas a redescoberta do ensino de Pais da Igreja como Agostinho. Eu não estou dizendo que não há campo para o novo em teologia. Desde que o que se apresenta como novo esteja em consonância com as Escrituras e represente uma compreensão mais clara e profunda das verdades que uma vez por todas já nos foram reveladas nas Escrituras. "Inovações teológicas" entendidas como ensinamentos estranhos às Escrituras certamente afetam, cedo ou tarde, a integridade espiritual dos que os abraçam, pois o que liberta é a verdade e não o novo (Polêmicas na Igreja. Augustus Nicodemus).

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