quarta-feira, 6 de junho de 2007

Espiritualidade diz respeito à vida e vida vivida




Para os cristãos a espiritualidade provém do Espírito, do Espírito Santo de Deus. Espírito na língua original da Bíblia tanto no grego como no hebraico, é a palavra vento ou brisa, ou fôlego uma invisibilidade que tem efeitos visíveis (PETERSON , Diálogos de sabedoria. São Paulo: Vida, 2007, p. 9).
Para uma espiritualidade com vida é necessário entender que a igreja não é uma comunidade natural composta de pessoas com interesses comuns, mas, sim, uma comunidade sobrenatural que vive a espiritualidade de cima. Então fica evidente que a nossa tarefa consiste em orar com fé e ardor sabendo que não podemos presumir como a oração será respondida. Sabemos sim, que exercitamos nossa espiritualidade à medida que entregamos tudo que somos e termos na presença do nosso criador.
Não podemos optar por uma espiritualidade transformada numa atividade elitista, uma espécie de subcultura cristã esnobe, com seus próprios gurus e folclore. Não podemos optar por uma espiritualidade em que achamos que o tanto de Deus que precisamos é tão somente para legitimar nosso egoísmo espiritual de só pedir e determinar o que achamos que deve ser feito a nós. Então alguns oram dizendo: Senhor exigimos carro, casa, saúde e prosperidade para todos os sentidos da vida.
Isto jamais é espiritualidade, ao contrário, isto é carnalidade da pior espécie. Isto é demonstração de um mundanismo fanático e uma vida desprovida de qualquer espiritualidade bíblica. Isto é ser trapaceiramente perverso e infestado de independência divina.
Devemos aprender que não nos achegamos a Deus determinando nada mas, apenas orando e dependendo dele para tudo na vida. Jesus era assim diante do Pai e por isso ele dizia: Seja feita a tua vontade e não a minha.
Saibamos de algo importante: religião é uma questão do que fazemos, espiritualidade é, sobretudo, uma questão do que Deus faz em nós (PETERSON , 2007, p. 103).
Espiritualidade não é uma oração que você faz de joelhos; é o que você vive. Seus joelhos podem funcionar como apoio no momento das suas orações, mas nossa intenção, sempre, é que a nossa vida seja a nossa oração.
Espiritualidade diante de Deus se dá nesta dinâmica da vida!



Alcindo Almeida
Pastor na Igreja Presbiteriana de Pirituba

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