O pecado afetou profundamente o coração, os desejos e as inclinações da alma. Por isso, conhecer a Deus não é simplesmente resultado de raciocínio ou esforço intelectual. É necessário que Deus transforme a vontade humana.
Por isso, o texto sagrado afirma em Ezequiel 36:26 e 27: Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observareis.
Percebam que o homem natural possui entendimento obscurecido e vontade inclinada ao pecado, porque o seu coração é de pedra, insensível para a voz do Eterno Pai, distante das realidades espirituais. Assim, mesmo quando a verdade de Deus é apresentada, o coração humano não a abraça espontaneamente.
A mente pode até compreender certos aspectos da verdade, mas a vontade permanece inclinada para longe de Deus, porque o homem tem um coração de pedra . É por isso que a obra da graça é indispensável no coração humano.
Somente quando Deus age no interior da pessoa, trocando o seu coração, é que surge uma nova disposição espiritual.
O Espírito Santo muda a direção da vontade humana, despertando nela o desejo de buscar a Deus. O que antes era rejeitado passa a ser amado. Aquilo que parecia sem valor se torna precioso. O que acontece? O Espírito Santo muda o coração de pedra, dando um coração de carne.
Esse processo é o que a Escritura chama de regeneração. Não se trata apenas de aprender algo novo sobre Deus, mas de receber um coração novo que deseja conhecê-lo.
Assim, conhecer a Deus não é fruto do orgulho humano, mas dom da graça divina. Deus não apenas se mostra, Ele também transforma o coração para que o recebamos.
Quando a vontade é renovada pela graça, o ser humano começa a experimentar algo profundo: o conhecimento de Deus deixa de ser apenas uma ideia e passa a ser um relacionamento vivo, marcado por amor, obediência e comunhão com o Senhor.
Esse processo nós chamamos de monergismo, começa com Deus e termina com Deus. (Pr. Alcindo Almeida)

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